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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

12/08/2016 17:34

Sem conseguir médicos para o plantão, HU da Capital ‘fecha’ pronto-socorro

Com 17 grávidas na equipe e sem receber ajuda da Sesau, hospital não consegue formar escala

Anahi Zurutuza
PAM está lotado, segundo gerente (Foto: HU/Divulgação)PAM está lotado, segundo gerente (Foto: HU/Divulgação)

O Hospital Universitário de Campo Grande não receberá novos pacientes neste fim de semana. A gerente de atenção à saúde da instituição, Ana Lúcia Lyrio de Oliveira, enviou ofício nesta sexta-feira (12) comunicando as centrais de regulação municipal e estadual que não terá como atender mais pessoas porque só terá um médico plantonista no sábado e outro no domingo para trabalhar no PAM (Proto Atendimento Médico).

De acordo com Ana Lúcia, o HU está com dificuldades para fechar as escalas de plantão porque o hospital não estava preparado para cumprir a lei 13.287/16, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 12 de maio, que proíbe que gestantes e lactantes trabalhem em locais insalubres. “O hospital inteiro é insalubre e temos 17 grávidas [contando enfermeiras e médicas] que tivemos de remanejar para atividades administrativas”, explicou.

A gerente afirma que o governo federal autorizou a contratação de seis médicos plantonistas para o CTIs (Centros de Tratamento Intensivo), mas isso só aconteceu hoje. Com os aprovados em concurso ainda precisam ser convocados e tem de tomar posse, Ana Lúcia estima que até o dia 1º de setembro, o hospital continuará enfrentando o problema.

A direção do HU pediu socorro à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), mas nada foi feito, segundo a gerente. “Enviamos ofício pedindo a cedência de profissionais na segunda-feira (8), mas nem recebemos resposta”, afirmou.

No ofício, Ana Lúcia explica que precisou remanejar plantonistas do PAM para os CTIs e que por isso, só um médico cuidará dos pacientes do pronto-socorro. “Sempre tenho dois, um para cuidar os pacientes da ala vermelha e outro para receber os novos”, continuou esclarecendo.

Hoje, o PAM do HU tem sete pacientes na ala vermelha – onde ficam os casos mais graves –, oito na ala amarela e sete na pediatria. “Ainda temos gente nos corredores. Estamos lotados”, destacou a gerente.

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