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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

08/02/2011 17:12

Mãe de paciente reclama de inoperância de grupo na Santa Casa

Fabiano Arruda

Grupo faz atendimento à pacientes com doenças psiquiátricas

A dona de casa Josefa Silva Passos, de 50 anos, denuncia deficiências no tratamento psiquiátrico prestado por grupo que atende na Santa Casa de Campo Grande. A filha dela, de 24 anos, tem esquizofrenia e é paciente da Santa Casa desde 2001.

O grupo, formado por uma médica responsável, psicólogos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais, não atende mais e agora o tratamento só é feito com medicação. O problema, segundo a direção, é que a necessidade é de 7 psicólogos e há apenas três, além de desafagem em metade no número de terapeutas ocupacionais.

“Hoje minha filha retorna de 60 a 90 dias somente para pegar a receita do medicamento e não recebe atenção desse grupo, que foi muito importante para ela. Ou seja: apenas olham para ela a cada dois ou três meses”, explica.

Para ela, apenas o medicamento não basta.

A filha da dona de casa frequentou este grupo por nove anos e há um ano não participa mais da atividade. Antes, conforme Josefa, as consultas eram feitas a cada 30 dias. Nesse retorno, o paciente participava de terapia das 10h às 12h.

“Sempre foi assim, desde 2001. Tem de voltar a ser a cada 30 dias. Falei para a médica que não iria trazer mais minha filha a cada dois meses para apenas pegar uma receita”, diz.

Josefa chama atenção para outra questão. Garante que presenciou um dos pacientes, que fazem parte do grupo, receber tratamento por eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoques.

Alguns especialistas consideram o medicamento como último recurso. O fato chamou atenção da dona de casa.

“Não quero que minha filha passe por isso. E só com o tratamento por medicamentos, sem nenhum tipo de acompanhamento, ela corre o risco de regredir”, pontua, temendo o uso do eletrochoque em sua filha.

Hospital Dia - No Hospital Dia da Santa Casa, o setor de terapia ocupacional atende pacientes internados depois de avaliação médica se o paciente tem a necessidade do acompanhamento diário.

Os internados ficam em período integral no hospital, onde desenvolvem diversas atividades, como pintura e artesanato.

A filha de Josefa teve esta rotina por um ano e quatro meses, mas depois recebeu alta do grupo. A dona de casa lamenta a interrupção porque diz que sua filha avançou durante a internação no hospital.

Entretanto, ela defende com prioridade a volta do grupo e que só o atendimento de duas horas, a cada 30 dias, já faz diferença. “Eu não quero que minha filha participe da terapia ocupacional. Quero que o grupo seja reativado e que o atendimento de duas horas a cada 30 dias volte a ocorrer”.

O chefe do setor no Hospital O Dia, Adão Santos Moreira, explica que existem apenas dois terapeutas ocupacionais na ala psiquiátrica da Santa Casa e que a função principal deles é atender os pacientes do Hospital Dia. “Não podemos deixar de atendê-los para ir até o ambulatório”, pontua.

O terapeuta ainda vai mais longe. Afirma que, para algumas famílias, a internação é cômoda. “Se o paciente recebe alta vamos mantê-los internado por quê? É o médico que tem de definir”, questiona.

Falta de pessoal - O coordenador da psiquiatria da Santa Casa, Luiz Salvador de Miranda Sá Júnior, admite que Josefa tem razão em reclamar por um serviço que existiu e atualmente não funciona como antes. Mas revela que o principal problema é a falta de recurso humano.

“Precisamos de sete psicólogos e temos três. Precisamos de quatro terapeutas ocupacionais e temos dois. Isso apenas para manter o funcionamento do grupo, sem fazer um trabalho espetacular”, atesta.

Segundo Salvador, o grupo a que Josefa se refere é formado por médicos residentes, que mudam anualmente. “Com os recursos que temos, tenho a impressão que fazemos milagres”, diz o coordenador.

Choques - Sobre o emprego da eletroconvulsoterapia, a médica residente Maria Fernanda Carvalho, uma das responsáveis pelo funcionamento do grupo e que receita os medicamentos da filha de Josefa, explica que o método foi utilizado, no paciente a que dona de casa se refere, porque outros procedimentos não tiveram efeito.

“Não foi por punição, negligência ou falta de atendimento”, defende-se.

Para a médica, não são todos os pacientes com doenças psiquiátricas que precisam de acompanhamento. “Isso depende de caso para caso”, acredita a médica.

“Se eu não lutar para reativar esse grupo, que eu sei que faz bem à minha filha, quem vai lutar? Vou esperar ela piorar sem acompanhamento?”, finalizou Josefa.

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ate entendemos que que a santa casa esteja sobrecarregada , porém os paciente que estão la não pode pagar pela incopetencia de nossos governantes e esse pacientes que são em maior parte dependentes de um atendimento continuo e so quem tem uma pessoa com necessidades especiais em casa sabe como e dificil ver este descaso, tambem sabemos recursos são passados , para esclarecer , a santa casa recebe recursos do sus e pra quem não sabe o dinheiro e muito , o sus paga melhor que plano de saude, pra onde vai tanto dinheiro ,não adianta ver o que esta acontecendo e não denunciar.So posso com isso apoiar e esperar que autoridades competentes que nos elegemos com a esperança de que algo mude faça algo, a final a dias atras estavam todos eles reunidos tomando posse de seus cargos , cade eles agora , ja votamos agora todos somem.
 
katiussia passos em 09/02/2011 09:25:04
Meu irmão gêmeos tem essa doença é verdade o que essa senhora relata pois meu irmão se trata ja tem mais de Dois anos no setor psiquiatria da Santa Casa e vai a cada 90 dias só para pegar a receita médica, não realiza nenhuma atividade pois na avaliação do medico não a necessidade dele realizar, porém a cada dia vejo meu irmão cada vez mais desaminado para viver pois só vive por efeito de remédio, infelizmente os secretários existente principalmente na área da saúde estão preocupados com a politica ser candidato e ocupar uma preciosa vaga no senador,camara federal,assembleia enfim uma boquinha na rica vida politica.
 
Paulo Cesar em 09/02/2011 09:20:00
Sou psicóloga e fiz estágio na Santa Casa em 2004, no setor de psiquiatria. Os serviços funcionavam fluentemente, trazendo benefícos aos pacientes. Hoje em dia não tenho noticias sobre como andam os estágios dentro da instituição, mas tenho certeza que se abrirem vagas para estagiarios, com certeza, poderão ebaborar projetos em prol desses pacientes e tambem das familias destes.
 
Adriele Bocalan em 09/02/2011 08:19:50
Quero fazer um comentário, em defesa da Santa Casa: acho que a imprensa de MS a trata diferente do restante dos Hospitais. Ano passado, salvo engano, um paciente colocou fogo num colchão do Hospital Regional e a Diretoria do HR decidiu fechar a Psiquiatria! Já em relação à Santa Casa tratam-na a ferro e fogo!
Parece-me que todos têm a falsa idéia que ela tem de suprir todas as deficiências da Saúde em nosso Estado. Temos de cobrar as responsabilidades dos Secretários Estadual e Municipal, Gestores Plenos.

Sugiro que investiguem como está estruturada a Saúde Mental no Contexto do Estado e Municípios.
 
Luiz G Mendes Jr em 08/02/2011 08:36:56
Isso é porque temos só doutores governando nossas cidades e nosso Estado. Será que ninguém percebeu que o Estado de MS já apodreceu e, só está em pé ainda porque o povo tem muita "fé".
De tanta roubalheira que aparece na midia diariamente, e com a infustiças, pois ninguém é punido, senão nãosobraria local para separar os bons dos ruins.
A hora que a "ficha" cair nos cidadões de bem, acho que já será tarde demais, muitos de nós já teremos morrido´em portas de hospitais sem sermos atendidos.
Infelismente é esse o nosso destino, pois quem deveriam nos proteger, estão dando de "sonsos", como não é com eles ou com seus familiares, ninguém se importa.
Quero ver se um dia os funcionários públicos ( em geral, do pequeno ao alto escalão ), forem obrigados a serem atendidos em hospitais públicos, tenho acerteza que tudo mudará.
Amém.
 
Kamél El Kadri em 08/02/2011 07:27:02
O setor de psiquiatria tem 4 psicólogas.
 
Antonio Quebrado em 08/02/2011 06:21:57
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