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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/08/2011 15:45

Sem-terra fazem passeata na Afonso Pena e levam protesto ao MPF

Marta Ferreira e Paula Maciulevicius
Policiais acompanharam movimentação dos sem-terra. (Foto: João Garrigó)Policiais acompanharam movimentação dos sem-terra. (Foto: João Garrigó)

O grupo de trabalhadores rurais sem-terra que desde ontem ocupa a sede do Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) em Campo Grande, fez nesta tarde uma manifestação na avenida Afonso Pena. Eles fizeram uma passeata do prédio do Instituto até a sede do MPF (Ministério Público Federal), onde se reuniram com o procurador Felipe Fritz Braga.

Ao ocuparem o Incra, os sem-terra ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e ao braço rural da CUT (Central Única dos Trabalhadores), protestaram pedindo a nomeação de um novo superintendente no Estado, no lugar de Manuel Furtado Neves, interino desde que Waldir Cipriano foi afastado do cargo após uma ação movida pelo MPF apontando diversas irregularidades no órgão.

No MPF, hoje, os sem-terra entregaram documento no qual afirmam que as investigações do órgão paralisarama reforma agrária no Estado e os principais prejudicados são os assentados e as famílias que esperam assentamento, segundo informou uma das coordenadores do MST, Maria de Fátima Vieira.

Assentado há pouco mais de um ano em Terenos, Antônio Roberto Farias, de 43 anos, disse que ainda não conseguiu recebeu qualquer crédito para dar início à produção. Essa situação, conforme outra coordenadora do Movimento, Valdirene de Oliveira, é generalizada.

“A investigação está certa, mas quem tá pagando são os assentados”.

De acordo com ela, o documento entregue ao procurador pede que o MPF pense mais nas famílias em sua atuação.

Os líderes do movimento informaram que vão permanecer no Incra até que hajam resultados da reunião no Ministério da Fazenda em Brasília.



MST fez a coisa certa desta vez, protesto dentro da cidade, muitas vezes trancam rodovias, impedindo o trafego de caminhões, sendo q os caminhoneiros não tem nada a ver a reivindicações dos sem terra.
 
Renato Rieff em 23/08/2011 06:05:45
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