Semáforos apagados há dias preocupam motoristas e pedestres
Problemas foram encontrados em 4 pontos; moradores relatam falhas desde o temporal de setembro

Semáforos desligados ou com falhas de funcionamento continuam preocupando motoristas e pedestres em Campo Grande, mais de um mês após o temporal de 10 de setembro. Nesta terça-feira (13), a reportagem encontrou equipamentos apagados em quatro pontos da cidade. Segundo moradores e comerciantes, alguns apresentam problemas desde a tempestade e voltaram a falhar mesmo após os reparos.
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Semáforos desligados ou com falhas continuam preocupando motoristas e pedestres em Campo Grande, mais de um mês após o temporal de 10 de setembro. Na terça-feira (13), a reportagem encontrou equipamentos apagados em quatro pontos da cidade. Moradores relatam furto de fiação, falhas recorrentes após reparos e risco de acidentes, sobretudo para pedestres. A Agetran foi procurada, mas ainda não respondeu sobre as causas e a previsão de conserto.
No cruzamento da Rua Jornalista Belizário Lima com a Rua 14 de Julho, na Vila Glória, a comerciante Ana Mayra, de 28 anos, conta que o semáforo parou de funcionar durante o temporal e, posteriormente, teve a fiação furtada. "Quando teve aquela tempestade, já ficou sem luz. Depois vieram e roubaram os fios. Já faz uns oito dias que está sem funcionar", relatou.
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Ana trabalha em uma loja de salgados próxima ao cruzamento e afirma que a falta de sinalização dificulta o trânsito, principalmente para os pedestres. A preocupação é maior devido à presença de escolas, creches e à circulação de idosos na região. "O trânsito fica bem mais caótico. As pessoas passam correndo e às vezes nem percebem que o semáforo está desligado. Fica mais complicado para os pedestres atravessarem", contou.
Segundo a comerciante, o problema foi comunicado à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Uma equipe esteve no local para verificar a situação, mas o equipamento permanecia desligado na manhã desta terça-feira.
Na Vila Carvalho, o semáforo do cruzamento da Rua Calarge com a Avenida Calógeras também apresenta falhas desde o mês passado. Jhony, funcionário de uma oficina mecânica, relata que equipes de manutenção estiveram no local duas vezes, mas o problema voltou. Ele suspeita de oscilações de energia, embora a causa não tenha sido confirmada.
"Já vieram duas vezes depois da chuva, arrumaram, ele voltou a funcionar, mas depois apresentou o mesmo problema", afirmou.
Jhony diz que não percebe aumento significativo nos congestionamentos, mas teme acidentes, principalmente envolvendo pedestres. "Nosso medo maior é por conta de acidentes, principalmente com pedestres que precisam atravessar de uma rua para outra", disse.
A reportagem também encontrou semáforos desligados no cruzamento da Rua Bernardo Franco Baís com a Avenida das Bandeiras, na Vila Carvalho, e na Avenida Ministro João Arinos, próximo ao pontilhão.
No cruzamento da Rua Brilhante com a Avenida Fábio Zahran, também na Vila Carvalho, o semáforo voltou a funcionar no último fim de semana, após cerca de 15 dias desligado. O mecânico Fagne Almeida, de 39 anos, conta que o equipamento chegou a operar normalmente depois do temporal, mas apresentou novo defeito. Moradores se mobilizaram para cobrar o reparo.
Durante esse período, segundo ele, os congestionamentos eram frequentes, e motoristas chegavam a levar 20 minutos para percorrer aproximadamente um quilômetro. "Enchia de veículos, a gente ficava parado, sem ter para onde ir. Era uma fila enorme", relatou.
Fagne também contou que, na semana passada, um ônibus bateu na traseira de um Volkswagen Voyage. Ninguém ficou ferido, mas houve danos materiais. Não há confirmação de que o acidente tenha relação com o semáforo desligado.
O mecânico ainda reclama da falta de sincronização entre os sinais da Rua Brilhante, Avenida Fábio Zahran e Avenida Salgado Filho. "Quando o pessoal sai da Brilhante e entra na Fábio Zahran, o sinal da Salgado Filho está fechado, aumentando o congestionamento", explicou.
O temporal de 10 de setembro, citado pelos moradores, provocou rajadas de vento de 83,8 km/h, quedas de árvores e danos à rede elétrica em diferentes regiões de Campo Grande.
A reportagem procurou a Agetran para esclarecer as causas das falhas, o número de semáforos desligados na cidade e a previsão de reparos nos quatro pontos identificados, mas ainda aguarda resposta.
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