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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/02/2016 20:14

Servidores da UFMS fazem nova paralisação quatro meses após greve

Nyelder Rodrigues

Servidores técnicos e administrativos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e HU (Hospital Universitário) participam nesta quarta-feira (24) do Dia de Paralisação Nacional nas universidades públicas.

Encabeçado pela Fasubra (Sindicato Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores nas Universidades Públicas Brasileiras), a paralisação acontece quatro meses após o fim da última greve ocorrida na UFMS - encerrada em outubro de 2015.

A greve trouxe problemas aos alunos, sendo que em 2016, o início das aulas foi antecipado para reposição. Diferente da greve de 2015, a paralisação dessa quarta não contará com adesão dos professores da universidade.

"É uma paralisação de nível nacional, vai acontecer em todas instituições. A intenção é mostrar ao Governo que estamos descontentes com a atual situação. É uma manifestação contra os atos do Governo", explica o coordenador Geral do Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Márcio Saravi.

Segundo o coordenador, o protesto é contra a privatização do ensino público, dos hospitais públicos, e contra a obrigatoriedade na mudança do regime previdenciário dos servidores federais.

"Desde que a administração dos hospitais universitários passou para a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), nada mudou, o serviço é precário", comenta Saravi.

Já a privatização do ensino questionada se refere à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14, que permite, se aprovada, às universidades cobrarem por cursos de pós-graduação lato sensu, (especialização), de extensão e de mestrado profissional.

"Também somos contra a adesão obrigatória à Funpresp (Fundação de Previdência do Servidor Público). Outros fundos provam que isso não dá certo, só o do Banco do Brasil não faliu, mas como o Governo investiu R$ 30 milhões nesse novo fundo, quer nos obrigar a aderir", frisa o coordenador do Sista.

A manifestação começa às 7h30, em frente ao HU, onde serão distribuídos panfletos, e durará durante todo a manhã. À tarde, não haverá manifestação, mas os serviços estarão suspensos.



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