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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

29/04/2015 13:06

Servidores se reúnem na próxima semana com governo para tratar de reajuste

Flávia Lima
Presidente da Feserp, Rudney Veras disse que servidores irão esperar encontro com representantes do governo para decidir sobre mobilização. (Foto:Divulgação)Presidente da Feserp, Rudney Veras disse que servidores irão esperar encontro com representantes do governo para decidir sobre mobilização. (Foto:Divulgação)

Os servidores estaduais decidiram esperar até a próxima semana para definir sobre uma possível greve da categoria, que pleiteia um reajuste de 8%, referente a reposição inflacionária. Segundo o presidente da Feserp (Federação Sindical de Servidores Públicos, Estaduais e Municipais de Mato Grosso do Sul), Rudney Vera de Carvalho, a decisão foi motivada por um telefonema dado aos sindicalistas na tarde desta terça-feira (28) pelo secretário de Governo e Estratégia, Eduardo Riedel.

De acordo com Rudney, o secretário pediu à categoria que aguardasse até a próxima quarta-feira (6) para tratar do assunto em uma reunião com representantes do governo estadual. Ainda conforme o sindicalista, Riedel disse que a administração está analisando a situação e estudando a disponibilidade financeira do Estado.

Após o telefonema, os sindicalistas decidiram se reunir na manhã desta quarta-feira (29) apenas com diretores dos sindicatos representativos da categoria. "Não podemos definir nada sem consultar a base antes. E só teremos uma resposta oficial do governo após o encontro da próxima semana. Não podemos tomar uma atitude baseada em falas extra-oficiais", ressaltou.

A categoria cogitava uma paralisação após declaração, semana passada, do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) que afirmou já ter dado uma antecipação da data base, em dezembro do ano passado, quando houve um repasse de 10%. No entanto, Rudney explica que esse índice não se refere a um aumento, mas, sim, a uma adequação das distorções salariais que existem entre as diversas categorias de trabalhadores.

"Naquela época foi feito um acordo para diminuir essas diferenças, que chegavam a 200%", enfatizou Rudney. Ele afirma que algumas categorias, como os agentes das Uneis e servidores da secretaria de Fazenda chegaram a falar em paralisação, mas todos acabaram concordando em esperar a reunião com o governo. "Apenas os professores tiveram reajuste porque eles tem um piso nacional e já vinham de uma negociação com o governo passado", afirma. 

Na reunião os sindicalistas tambémirão discutir a tabela de distorções que prevê correções até o fim do mandato da gestão de Reinaldo Azambuja. Participaram da reunião de hoje, representantes do Sinfae-MS (Sindicato do Funcionários Adminstrativos da Educação MS), Sindasp-MS (Sindicato dos Agentes Patrimoniais), Sindfaz (Sindicato dos servidores de Apoio da Administração Fazendária de MS), SPPD (Sindicato dos Profissionais de Processamento de Dados), Sinsap-MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de MS) e Sinmasul (Sindicato dos Servidores do Imasul). A Feserp reúne 17 sindicatos que representam, ao todo, 25 mil trabalhadores em todo o Estado. 



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