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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/05/2014 15:05

Sistema muda e paciente não consegue marcar consulta psiquiátrica

Aliny Mary Dias

Usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) que precisam de atendimento ambulatorial no setor de Psiquiatria da Santa Casa de Campo Grande enfrentam problemas desde o fim do ano passado. Conforme relato de pacientes, tudo ocorre em razão de mudanças no sistema de marcação das consultas.

Uma das pacientes, que está há cinco meses sem conseguir atendimento, é a dona de casa Nivercina Alves Cardozo, 45 anos. Ela explica que passa pelo acompanhamento psiquiátrico há 10 anos na Santa Casa e pela primeira vez não consegue marcar a consulta.

“No fim do ano passado eu passei pelo médico, peguei a receita e disseram para ligar no começo do ano. Eu estou tentando marcar a consulta e só falam que eu estou na fila de espera, mas isso nunca aconteceu”, afirma.

A mulher conta que a mudança no sistema de marcação de consultas, que passaria a ser feito por telefone, é a justificativa de funcionários do local para a demora na definição de data de novas consultas. Com isso, a dona de casa que precisa do acompanhamento para prescrição de novos medicamentos está há cinco meses sem atendimento médico.

“Para eu conseguir a nova receita tive que ir no posto de saúde e médico fez uma prescrição, mas eu preciso de acompanhamento com o psiquiatra”, desabafa Nivercina.

A mesma situação acontece com outro paciente, que preferiu não ser identificado. Ele também precisa de acompanhamento médico a cada dois meses e a última ida ao psiquiatra foi no ano passado. “Eles não explicam, só falam que estou em uma fila de espera, mas isso nunca aconteceu”, diz o jovem que também precisou recorrer ao posto de saúde par ter prescrição de nova receita.

Outro lado – De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, a transição do sistema de marcação de consultas para telefone, pelo sistema Sisreg (Sistema de Regulação da Saúde), ocorreu há 1 ano e a coordenação é de responsabilidade da Prefeitura da Capital.

Ainda segundo o hospital, todos pacientes que procuram o ambulatório da psiquiatria sem consulta marcada são orientados a procurar postos de saúde, onde deveriam ser orientados sobre o novo sistema de marcação.

Conforme resposta da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), houve capacitação de funcionários do ambulatório da Santa Casa assim que o Sisreg foi implantado. Sobre a dificuldade de marcacação, a secretaria explica que o paciente em tratamento precisa ir até o hospital, a unidade então insere o usuário no sistema de regulação. 

Ainda segundo a secretaria, a coordenação do Sisreg se reunirá com a Santa Casa para ajustes nos procedimentos e diminuição da espera dos pacientes.



O problema não é o sistema que mudou, o problema é que está faltando psiquiatras na rede pública! Isso ninguém quer assumir... No CAPS II há tempos que não tem psiquiatra. A pessoa entra pelo Sisreg, fica aguardando nessa fila de espera e o dia nunca chega, porque não tem profissional pra atender!!!!
 
Suellen Kemp em 20/05/2014 16:30:10
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