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Capital

Sobrinho que matou tio a tiros em conveniência sai livre de julgamento

Conselho de Sentença desclassificou homicídio doloso, classificando como culposo; decisão levou em consideração tempo de prisão

Por Liniker Ribeiro | 23/10/2020 14:40
Miguel Arcanjo Camilo Junior, sobrinho acusado de matar o tio a tiros (Foto: Facebook/Reprodução)
Miguel Arcanjo Camilo Junior, sobrinho acusado de matar o tio a tiros (Foto: Facebook/Reprodução)

A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu liberdade provisória a Miguel Arcanjo Camilo Júnior, de 33 anos, sobrinho acusado de matar a tiros Osvaldo Foglia Junior, em julho de 2019. O crime aconteceu em conveniência na Rua Marquês de Lavradio, no Jardim São Lourenço, em Campo Grande.

Júri popular acolheu tese da defesa que alegou ter tido “excesso de culpa” por parte da vítima.

A decisão do juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Juri, levou em consideração a maioria dos votos dos jurados, durante julgamento nesta sexta-feira (23), que desclassificaram o crime como sendo homicídio doloso, classificando como culposo.

Levando em consideração que a pena para homicídio culposo é de 1 a 3 anos de prisão, bem como o tempo em que o acusado se encontra preso - mais de 1 ano - em regime fechado, o juiz optou em conceder liberdade provisória a ele. Ao Ministério Público, foi apresentada proposta de suspensão condicional do processo, o que será analisado no prazo de 5 dias.

Miguel acompanhou a sessão por videoconferência. No auditório, a viúva de Osvaldo acompanhou o julgamento da terceira fileira do plenário do Tribunal do Júri. Outros familiares de Miguel também compareceram ao plenário.

O crime - O crime ocorreu na noite do dia 16 de julho de 2019, numa conveniência na Rua Marquês de Lavradio, no Jardim São Lourenço. De acordo com MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Osvaldo Foglia foi até o local cobrar uma dívida do sobrinho, os dois discutiram e a vítima acabou morta a tiros dentro de um Toyota Corolla.

Após o crime, Miguel fugiu em um Chevrolet Camaro e foi preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) na noite do dia 22 de julho, após deixar festa no Bairro Chácara Cachoeira.

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