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Capital

Tarifa de ônibus pode chegar a R$ 6,16 na Capital

Chegar ou não a esse reajuste dependerá de outros fatores, inclusive de novos custeios municipais

Por Lucia Morel | 22/06/2022 18:52
Na manhã de hoje, trabalhadores do transpporte coletivo voltaram a atuar normalmente. (Foto: Henrique Kawaminami)
Na manhã de hoje, trabalhadores do transpporte coletivo voltaram a atuar normalmente. (Foto: Henrique Kawaminami)

A tarifa do transporte coletivo pode chegar a R$ 6,16, caso seja atendido pedido das empresas de ônibus que atuam em Campo Grande. Cálculos da Agereg (Agência Municipal de Regulação) e também do Consórcio Guaicurus chegaram a esse valor, que foi apresentado hoje ao município, em planilha, segundo o gerente executivo do conglomerado de empresas, Robson Strengari.

"Fizemos nossos cálculos e chegamos nisso aí”, diz, reforçando que as contas já foram apresentadas ao município na última terça-feira, em reunião com a prefeitura, mas atingir ou não esse reajuste dependerá de outros fatores, inclusive de "mais subsídios municipais", defendem as empresas. Segundo o gerente, as empresas só abrirão mão do aumento caso sejam aplicadas outras ações que possam frear esse reajuste.

Atualmente, a prefeitura isenta o consórcio de pagamento do ISS, o que corresponde a cerca de R$ 2 milhões e ainda repassa valores descontados aos usuários – deficientes e alunos da rede municipal – que fazem uso gratuito do serviço, que chega a R$ 1 milhão por mês.

No entanto, Strengari ressalta que tais gratuidades correspondem a menos de 20% do total e que nos meses de janeiro e fevereiro nem mesmo houve aulas, portanto, o repasse foi de cerca de R$ 300 mil. “O máximo que recebemos por mês foi de R$ 800 mil, que não cobre os custos que já estão altos”, sentenciou.

Ele cita que o que mais pesa nesse momento é o valor do óleo diesel, combustível que abastece os ônibus num total de 700 mil litros ao mês. “O que outras capitais têm adotado são os subsídios. Belo Horizonte (MG), por exemplo, vai ajudar as empresas em R$ 275 milhões. São Paulo chega a R$ 8 bilhões”, destacou.

Na reunião de sexta, ainda sem horário definido, espera-se ainda a presença de representante do Governo de Mato Grosso do Sul, já que entre as gratuidades do transporte coletivo, 46,8% se refere aos estudantes das escolas estaduais. Além disso, o assunto se estende em relação à alíquota do ICMS sobre o óleo diesel, imposto cobrado de forma estadual.

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