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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/08/2013 15:10

Terrenos abandonados viram focos de doenças e violência em bairro nobre

Bruno Chaves
Parte da área vazia está com o mato baixo por causa de um incêndio, dizem moradores (Foto: Pedro Peralta)Parte da área vazia está com o mato baixo por causa de um incêndio, dizem moradores (Foto: Pedro Peralta)

Moradores da Rua 2 de Setembro, no Bairro São Lourenço, em Campo Grande, vêm perdendo o sono devido a falta de saúde pública e de segurança na região em que moram. Isso porque eles residem ao lado de um aglomerado de terrenos baldios que juntam sujeira, mosquitos, assaltantes e até focos de incêndio.

De acordo com a estudante Carolina Ferreira, 30 anos, que mora ao lado da sequência de terrenos baldios, os problemas devido à falta de limpeza no local são recorrentes. “Faz quase seis meses que solicito na prefeitura a limpeza”, diz. Mas até o momento, nada foi feito.

Além de pedir a limpeza do espaço, a mulher solicita a poda de uma árvore de grande porte, já que as galhas da planta tomaram a fiação elétrica dos postes da rua, o que pode ocasionar acidente. Ela conta que, apesar de morar em frente a entrada de ambulâncias do Posto de Saúde Tiradentes, a rua está esquecida.

“Minha casa fica ao lado deste terreno e já foi roubada duas vezes, já que os ladrões se escondem no terreno, que também tem vários focos de dengue e tem a calçada tomada pelo mato”, reclama.

A dona de casa Vergínia Afonso Paiva Albuquerque, 53 anos, que mora no local há dois anos também comenta da falta de segurança. “Meu vizinho foi roubado mais vezes, acho que porque ele viaja muito. Mas várias pessoas já foram roubadas”, conta. Para se proteger, a mulher conta que coloca cadeados até no portão da garagem.

“E a maioria das vezes são adolescentes, meninos de 16 e 17 anos”, diz se lembrando de um episódio quando três jovens foram pegos pela polícia depois que arrombaram a casa ao lado. “Eles ficavam rindo na cara dos policiais”, fala fazendo referência de que jovens não podem ser detidos pela polícia.

Além da falta de segurança, quem vive na Rua 2 de Setembro ainda convive com os frequentes focos de incêndios. “O fogo é um problema violento. Há uns dois meses pegou fogo aí e foi uma fumaça tão grande e intensa que não conseguia ficar em casa. Fiquei apavorada”, revela a dona de casa Diná Rodrigues de Oliveira, de 59 anos.

A senhora diz que cuida dos dois netos, um de oito anos e outro de um, enquanto a filha vai ao trabalho. “O mato está pequeno porque pegou fogo. Mas quando o capim está alto, a gente vê homens entrando e saindo daí. Hoje em dia, do jeito que está, é muito perigoso. Por isso, fico trancada”, afirma.

Diná também contou que, por diversas vezes, sua filha reclamou à prefeitura sobre a sujeira do local. “Às vezes eles limpam, mas passa meses sujo”, queixou-se.

Vergínia comenta que os roubos e furtos acontecem até em plena luz do dia (Foto: Pedro Peralta)Vergínia comenta que os roubos e furtos acontecem até em plena luz do dia (Foto: Pedro Peralta)
Ao lado da casa de Carolina, o matagal tomou conta da fiação elétrica, que cedeu (Foto: Pedro Peralta)Ao lado da casa de Carolina, o matagal tomou conta da fiação elétrica, que cedeu (Foto: Pedro Peralta)

Limpeza - Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande avisou que todas as informações sobre a limpeza em terrenos baldios estão publicadas na página da administração municipal na internet.

De acordo com a publicação, “a Prefeitura de Campo Grande coloca, todas as manhãs, equipes de fiscalização, conscientização e limpeza às ruas, a fim de garantir uma cidade limpa, livre da dengue, da leishmaniose, e cuja população é ativa e atuante na manutenção do bem-estar coletivo”.

A limpeza e a conservação de terrenos particulares competem ao proprietário, de acordo coma a prefeitura. O Código de Polícia Administrativa - Lei Municipal nº 2909, de 28 de julho de 1992 - estabelece que os proprietários dos imóveis ainda são responsáveis pela construção de calçadas e por mantê-las em perfeito estado de conservação. Os terrenos devem ser mantidos limpos, capinados, drenados e calçados.

O proprietário que não mantiver seu terreno limpo pode ser punido por violação do Código de Polícia Administrativa. No primeiro flagrante de descumprimento, o dono da área em questão é notificado e recebe um prazo para regularizar a situação. Se o terreno não for limpo, ele pode receber uma multa que varia de R$ 1.624,50 a R$ 6.498,00.

Caso a área pertença à prefeitura, a responsabilidade pela limpeza cabe à Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação). Pedidos de limpeza de ruas, terrenos públicos, praças, bocas de lobo - e também tapa-buracos e troca de lâmpadas - devem ser feitas pelos telefones (67) 3314-3675 (iluminação) e (67) 3314-3676 (limpeza e reparos).

A Seintrha possui um cronograma para a execução de limpeza. Esse calendário é executado diariamente e pode ser alterado dependendo da urgência e da demanda de um bairro.

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