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Capital

Teste de alcoolemia de motorista que atropelou Emanuelle deu negativo, diz PM

Engenheiro cartográfico, de 62 anos, ainda não foi ouvido pela Polícia Civil

Por Adriano Fernandes e Marta Ferreira | 11/03/2021 20:51

Rotatória onde ocorreu o atropelamento. (Foto: Kísie Ainoã)
Rotatória onde ocorreu o atropelamento. (Foto: Kísie Ainoã)

O engenheiro cartográfico, de 62 anos, que matou a estudante de Direito Emanuelle Aleixo Gorski, de 21 anos, atropelada na noite desta quarta-feira (10), não estava dirigindo embriagado, segundo a Polícia Militar. A informação inicial era de que o condutor não havia sido submetido a exames após a batida, no entanto, conforme a instituição o engenheiro passou, sim, por teste de alcoolemia que deu negativo para ingestão de bebida alcoólica.

Até esta manhã também não haviam sido encontrados registros da Polícia Militar sobre o acidente. Contudo, o órgão confirmou à reportagem que o BPTran (Batalhão de Trânsito da Polícia Militar) atendeu a ocorrência. O atropelamento ocorreu por volta das 21h40 de ontem.

Emanuelle estava de bicicleta quando foi atingida na Avenida Desembargador José Nunes da Cunha, pela caminhonete S10 que era conduzida pelo engenheiro. O condutor havia acabado de sair da Avenida Mato Grosso e bateu na lateral da bicicleta enquanto contornava a rotatória para seguir em direção ao Parque dos Poderes.

Conforme apurado pelo Campo Grande News junto à família do engenheiro, ele acionou o socorro e permaneceu no local até por volta de 2h da manhã. Emanuelle foi resgatada pelo Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) e morreu 1h depois na Santa Casa de Campo Grande. O BPTran (Batalhão de Trânsito da Polícia Militar) atendeu a ocorrência, mas o boletim da corporação não havia sido divulgado ao longo desta quinta-feira (11).

Como a vítima não morreu na hora, e sim no hospital, a Polícia Civil não foi no local do acidente. O boletim de ocorrência sobre o caso só foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, cerca de 12 horas depois do ocorrido.

Pelo menos dois frentistas de um posto de combustíveis presenciaram o acidente, mas nenhuma das testemunhas foram ouvidas. Nem mesmo o engenheiro, que segundo a família está sob sedativos, e por isso teve o depoimento remarcado para a semana que vem.

A investigação sobre o caso ficou a cargo do delegado Wilton Vilas Boas, da 3ª Delegacia de Polícia Civil. Ele vai requisitar as informações da PM sobre a ocorrência. A caminhonete S10 também foi apreendida nesta tarde e será periciada, assim como o local do acidente.

O caso foi registrado da Polícia Civil inicialmente como morte a esclarecer, mas há possibilidade de que a tipificação da ocorrência mude para homicídio no trânsito, durante o período de conclusão do inquérito, que é de 30 dias.

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