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Capital

Suspeita é de que tiroteio na Máxima seja atentado contra três policias penais

Dias atrás um bilhete de ameaça foi arremessado para dentro do presídio com o nome de três servidores

Por Bruna Marques e Silvia Frias | 19/05/2024 14:57
Torre onde policiais estavam fazendo a segurança da Máxima na madrugada de domingo (Foto: Paulo Francis)
Torre onde policiais estavam fazendo a segurança da Máxima na madrugada de domingo (Foto: Paulo Francis)

Tiroteio no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, na madrugada deste domingo (19), teria sido atentado a três policias penais que estavam sendo ameaçados de morte.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, dias atrás um bilhete de ameaça foi arremessado para dentro do presídio, no papel estava escrito o nome de três servidores. Um dos policias jurado de morte estava de plantão na torre da unidade nesta noite.

Por volta das 23h30 de sábado, o policial percebeu movimentação no terreno baldio da Rua Bananal que fica ao lado do presídio. Ao checar o barulho viu dois homens tirando foto dele. Após direcionar a lanterna em direção aos suspeitos, o servidor foi surpreendido com três tiros.

O policial revidou e atirou contra os suspeitos que continuaram disparando em sua direção. Outro servidor que também estava no plantão ouviu o barulho do tiroteio e foi verificar o que estava acontecendo.

Ao perceber a troca de tiros, ele atirou contra os homens. Na sequência os bandidos fugiram. O SINSAPP/MS (Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul) cobra posicionamento da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

As atividades na Máxima estão sendo realizadas neste domingo. De acordo com o presidente do sindicato dos policias penais, André Santiago, a Sejusp será cobrada atitude em relação a segurança dos servidores. “Hoje estivemos lá, estamos acompanhando a situação, tem suspeita contundente de que foi um atentado e vamos cobrar. Já que Agepen não tomou atitude, vamos cobrar a Secretaria de Justiça. A unidade não tinha coletes para que os demais servidores pudessem colaborar nessa ação”.

Um servidor disse ao Campo Grande News que não é oferecida estrutura adequada para que os policias realizem os trabalho no presídio. "Hoje temos falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual), não temos estrutura material e nem Humana. A Agepen vem sendo alertada por nós através de ofícios”, afirmou.

Em nota oficial, a Agepen informou que o serviço de inteligência está apurando as circunstâncias e motivação do ocorrido.“A Agepen tem adotado uma série de medidas para reforçar a segurança no local, entre elas a instalação de telamentos sobre os pavilhões, já em andamento, com o objetivo de coibir arremessos de ilícitos nos pátios".

Na nota, a agência informa, ainda que deu início a treinamento de defesa e combate nas torres do presídio, justamente para ações pontuais em situações semelhantes a que aconteceu hoje. Os servidores já passaram pela fase teórica e, agora, farão a parte prática. Outras medidas também estariam sendo tomadas, "mas ainda devem ser mantidas em sigilo, por questões de segurança”, completou Agepen.

O caso – Um dos suspeitos ainda não identificado, morreu nesta madrugada após atirar contra policias do Batalhão de Choque, durante abordagem na Rua Adventor Divino de Almeida, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Antes de ser morto, o suspeito atirou contra os agentes que faziam a segurança do presídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais penais do presídio que ficam na torre da unidade informaram que aproximadamente dez homens chegaram em frente ao presídio atirando na direção em que estavam.

Policiais do Batalhão de Choque foram acionados e, nas buscas pelos suspeitos, a equipe encontrou um homem andando a pé na Rua Adventor Divino de Almeida. Os militares foram atrás e, no momento da abordagem, foram surpreendidos por dois tiros.

Para conter o suspeito, os policias atiraram e atingiram o homem. Ele foi socorrido para o UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nova Bahia, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

A Polícia Civil e a perícia estiveram no local do confronto e foi apreendido uma arma, tipo revólver, de cor clara calibre 38, contendo quatro munições intactas e duas deflagradas; uma carabina T4 marca Taurus; um carregador tipo cofre e dez munições cal. 5.56. Além disso também foram recolhidos dois celulares que estavam enrolados em espuma e fita adesiva de cor verde, característico aos lançados para dentro do presídio.

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