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Capital

Após tiros na Máxima, sindicato pede alerta a servidores e cobra secretaria

Em função do incidente, o sindicato exige resposta imediata da Sejusp e da Agepen

Por Bruna Marques | 19/05/2024 11:29
Nota de alerta foi emitida pelo sindicato dos policiais penais (Foto: Divulgação/SINSAPP/MS)
Nota de alerta foi emitida pelo sindicato dos policiais penais (Foto: Divulgação/SINSAPP/MS)

Após policiais penais serem atacados por bandidos armados, na madrugada deste domingo (19), no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, sindicato pede atenção dobrada dos servidores e cobra posicionamento da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).

Trecho da nota emitida pelo SINSAPP/MS (Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul) diz: “Em função desse incidente, o sindicato exige uma resposta imediata da Sejusp e da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), visando a segurança de todos os servidores. O sindicato está comprometido em acompanhar o caso de perto e exigirá medidas efetivas para prevenir novos incidentes”, informou

Além disso, o presidente do sindicato, André Santigado, pede atenção dos policiais. “É crucial que todos os policiais penais e demais servidores fiquem atentos e redobrem a cautela”.

O Campo Grande News entrou em contato com a Sejusp e foi orientado a procurar a Agepen. Em nota oficial, a administração informou que o serviço de inteligência está apurando as circunstâncias e motivação do ocorrido.

“A Agepen tem adotado uma série de medidas para reforçar a segurança no local, entre elas a instalação de telamentos sobre os pavilhões, já em andamento, com o objetivo de coibir arremessos de ilícitos nos pátios. Além disso, por meio de sua Escola Penitenciária, e com o apoio de instrutores do Sistema Penitenciário Federal, a Agepen já deu início a um treinamento de Plano de Defesa - Combate em Torre, a exemplo do que foi feito na Penitenciária da Gameleira 1, justamente para ações pontuais em situações semelhantes. Os servidores já receberam a parte teórica e agora farão a parte prática do treinamento. Somado a isso, estão sendo adotadas medidas que, nesse momento, ainda devem ser mantidas em sigilo, por questões de segurança”.

Na manhã deste domingo, dois policiais penais estavam em uma das torres da Máxima (Foto: Paulo Francis)
Na manhã deste domingo, dois policiais penais estavam em uma das torres da Máxima (Foto: Paulo Francis)

Simulação Supermáxima – Entrega de entorpecentes e fugas são questões crônicas em presídios, sem solução. Para minimizar as ações, a Agepen resolveu treinar equipes com simulações no dia 30 de abril, em Campo Grande. Policiais se deslocaram para a unidade penal Gameleira I, chamada de "Supermáxima" para teste de procedimentos de segurança.

O estabelecimento penal conta com cerca de 500 custodiados e fica na MS-455, conhecida como Estrada da Gameleira, na saída para Sidrolândia. O ataque fictício usou veículos e servidores descaracterizados para a mobilização. Na sequência, uma torre foi "atacada" com disparos de munição real em alvos fixos.

Na ocasião, o diretor-presidente do Penitenciária Estadual, Rodrigo Maiorchini, destacou que a iniciativa prevê atuação de forma ágil, inclusive, quando a unidade estiver sobre ataque externo. "Nunca aconteceu aqui, mas no Paraná anos atrás ocorreu. O intuito mesmo é capacitar nossa equipe, para caso haja uma resposta rápida e aplicar uma doutrina de pronta reação".

Ainda segundo o titular, uma nova abordagem está em desenvolvimento para enfrentar situações de risco dentro das instalações prisionais, incluindo mudanças na arquitetura das torres e a instalação de novos dispositivos de segurança. "Tudo isso será feito em colaboração com outras forças de segurança pública, aproveitando a experiência dos profissionais da área. Em especial instrutores que atuam no sistema penitenciário federal.

O treinamento teve como base protocolos já adotados pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) no Sistema Penitenciário Federal e ainda os conhecimentos do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) no combate ao “domínio de cidades” pelo chamado “Novo Cangaço”, quando organizações criminosas fazem reféns e literalmente tomam conta de pequenos municípios ou parte deles para a prática de roubos cinematográficos.

Policial penal simula ataque armado na Penitenciária Estadual, a Gameleira. (Foto: Paulo Francis)
Policial penal simula ataque armado na Penitenciária Estadual, a Gameleira. (Foto: Paulo Francis)

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