Vander aposta em virada de Lula e diz que PT terá reunião para avaliar eleição
Deputado prevê disputa voto a voto, estabelece meta de 40% em MS e admite dificuldades do partido nas redes
O deputado federal Vander Loubet (PT), derrotado na disputa pelo Senado, afirmou neste domingo (25) que está otimista com a possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas reconheceu que o resultado dependerá da abstenção dos eleitores. Presidente estadual do PT, ele votou no Colégio Funlec Oswaldo Tognini, no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, e anunciou uma reunião da direção nacional do partido para segunda-feira (26), em Brasília, independentemente do resultado das urnas.
RESUMO
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O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT, disse neste domingo (25), após votar em Campo Grande, estar otimista com a reeleição de Lula, mas afirmou que o resultado dependerá da abstenção. A meta do partido em Mato Grosso do Sul é superar 40% dos votos válidos, ante 34,68% no primeiro turno. Ele admitiu o mau desempenho nas redes e anunciou reunião da direção nacional em Brasília na segunda-feira. O senador Nelsinho Trad (PSD) vê sentimento de mudança favorável a Flávio Bolsonaro.
A avaliação do deputado é de que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) será decidida por uma diferença pequena de votos. Em Mato Grosso do Sul, a meta estabelecida pelo PT é superar os 40% dos votos válidos, percentual superior ao alcançado pelo presidente no primeiro turno.
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“Nós estamos otimistas. Acho que essa eleição depende muito da abstenção. Vai ser uma eleição das mais disputadas, voto a voto”, afirmou Vander.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 58,6% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul, enquanto Lula alcançou 34,68%. O candidato do PL venceu em 73 dos 79 municípios, enquanto o petista ficou à frente em seis cidades.
Apesar da diferença, Vander afirmou que o diretório estadual cumpriu sua parte na mobilização para o segundo turno. Segundo ele, a orientação da direção nacional foi para que cada Estado estabelecesse metas de votação e intensificasse o trabalho nas ruas.
“A orientação nossa é cada Estado cumprir com sua parte. Aqui nossa meta é acima de 40%. Nós estamos entregando à nacional nossa meta cumprida”, declarou.
O parlamentar também reconheceu dificuldades enfrentadas pelo PT na campanha digital. Segundo ele, a mobilização presencial foi maior que a dos adversários no primeiro turno, mas o desempenho nas redes sociais ficou abaixo do esperado.
“Nós fizemos a maior campanha de chão que eles no primeiro turno. Nós perdemos feio na campanha de rede, e o Janones construiu este exército. Espero que esse exército seja suficiente para ganhar a eleição”, disse, em referência à mobilização digital liderada pelo deputado federal André Janones (Avante).
Reunião em Brasília – Vander confirmou que a direção nacional do PT se reunirá nesta segunda-feira para avaliar os resultados. Caso Lula seja reeleito, a intenção será identificar os erros cometidos durante a campanha. Se houver derrota, a análise será mais ampla, com foco na reorganização partidária.
“Acho que democracia é isso, ganhar ou perder. Se ganhar, temos que comemorar e, mesmo assim, avaliar os erros que cometemos. E, se perder, fazer avaliação aprofundada de onde nós erramos”, afirmou.
O deputado disse que acompanhará a apuração dos votos em casa, ao lado da família.
Sobre o próprio futuro político, Vander descartou, neste momento, a intenção de ocupar outro cargo fora do Estado. Ele afirmou que decidiu não disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados porque pretende dedicar os próximos anos à reorganização do PT em Mato Grosso do Sul.
“Foi uma decisão pessoal quando decidi não ser mais candidato a deputado federal. Quis devolver ao PT tudo o que me deu nestes seis mandatos. Eu assumi a presidência do partido para cumprir o papel de reestruturar o PT no Estado”, explicou.
Vander também afirmou que pretende retomar o trabalho interno que desempenhava antes de iniciar sua trajetória no Congresso Nacional.
“Quero voltar ao que sempre fiz lá atrás, antes de ser deputado, na máquina partidária, reorganizar o partido. Não tenho muita pretensão de sair de Campo Grande, quero ficar aqui”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, o parlamentar afirmou que o PT deverá manter a mobilização política e atuar na defesa das instituições democráticas. Também demonstrou preocupação com eventuais mudanças na exploração das riquezas minerais brasileiras.
“Acho que esse exército que montamos é a defesa intransigente do Estado Democrático de Direito. Devemos tomar muito cuidado e não entregar as riquezas minerais que nós temos”, afirmou.
Na avaliação dele, uma eventual gestão de Flávio exigirá atenção da oposição para impedir perseguições políticas e acompanhar as decisões relacionadas ao patrimônio mineral brasileiro.
O presidente estadual do PT também destacou a participação de jovens e estudantes na reta final da campanha. Ele mencionou manifestações espontâneas, como a realizada no sábado (24), na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. “Foi impressionante, faz muito tempo que não via isso”, afirmou.
Nelsinho vê sentimento de mudança – No mesmo colégio eleitoral, o senador Nelsinho Trad (PSD), primeiro suplente do senador eleito Reinaldo Azambuja (PL), apresentou uma avaliação diferente sobre o cenário nacional. Para ele, há um sentimento de mudança entre os eleitores, que pode favorecer Flávio Bolsonaro.
Nelsinho afirmou esperar que o resultado seja respeitado pelos dois lados e defendeu uma postura de conciliação entre os grupos políticos. “Eu espero que quem ganhe saiba ganhar e quem perca saiba perder”, declarou.
O senador também avaliou que a candidatura de Flávio representa uma possibilidade de mudança na condução do país. Na visão dele, o candidato do PL reúne características que poderiam contribuir para reduzir a polarização política.
“Falando como pessoa, é um sentimento forte de mudança. Eu acho que isso está latente e, quando isso vem da sociedade, é muito difícil deixar de romper isso. Na minha avaliação, o Flávio é favorito, é uma força jovem, ele não é radical, é um cara que escuta, ele tem humildade e eu penso que é isso que nós estamos precisando, tentar com esse espírito que ele tem pacificar o Brasil”, afirmou.
Nelsinho abriu mão de disputar a reeleição ao Senado neste ano e passou a integrar a chapa de Reinaldo Azambuja como primeiro suplente. O ex-governador foi eleito senador no primeiro turno.
A votação para presidente ocorre das 7h às 16h em Mato Grosso do Sul. Como a eleição para governador foi definida no primeiro turno, os eleitores do Estado precisam escolher apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro neste domingo.
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