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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

31/01/2014 19:39

TJMS suspende bloqueio e libera verbas para Prefeitura de Campo Grande

Vinícius Squinelo

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, em decisão desta sexta-feira (31) do desembargador João Batista da Costa Marques, presidente em exercício, diante de proposta conciliatória da Prefeitura de Campo Grande, determinou a suspensão do sequestro referente ao bloqueio no repasse das verbas oriundas do Fundo de Participação dos Municípios, bem como das contas bancárias.

Com isso, foi efetuada liberação parcial dos valores no sistema BACEN-JUD e estes estarão disponíveis na segunda-feira (3). Mesmo assim, o salário de fevereiro dos servidores de vê atrasar, e não ser liberado amanhã (1º).

O bloqueio ocorreu após o Tribunal detectar irregularidade no pagamento de precatório trabalhista no valor de R$ 16 mil. A administração teria furado a fila e quitado a dívida sem respeitar ordem, como determina a lei.

A prefeitura de Campo Grande ingressou com pedido de reconsideração da decisão que determinou a retenção do valor proveniente do repasse relativo ao Fundo de Participação do Município da cidade e sequestro de contas bancárias, sob o fundamento de que o Ente devedor teria antecipado o pagamento de precatórios, e por tal razão, houve a quebra na ordem cronológica.

O Município de Campo Grande alega que a medida imposta à Fazenda Pública de Campo Grande não se mostra razoável, uma vez que pode causar sério risco de lesão grave e difícil reparação, pois com o bloqueio de verbas municipais irá implicar numa paralisação da máquina administrativa.

Em sua decisão, o desembargador João Batista da Costa Marques esclarece que o sequestro e o bloqueio das verbas públicas seria um ato adequado, pois estaria apto a produzir o resultado desejado, ou seja, a obtenção do valor total da dívida. Acrescenta que é inconteste que houve a preterição à ordem cronológica de pagamento pelo Município. “Por outro lado, o sequestro de um valor tão vultoso, oriundo de desrespeito à ordem cronológica, nas contas do Município e no repasse das verbas oriundas do Fundo de Participação dos Municípios, não seria razoável, pois não estabelece uma relação ponderada com o grau de restrição da norma prevista nos arts. 97, § 10, III do ADCT, implicando na paralisação da máquina administrativa. Com efeito, embora a efetivação de tais medidas possibilitaria o pagamento de precatórios devidos pelo Município de Campo Grande, de outro lado, acarretaria prejuízos a toda uma população, eis que impossibilitaria a administração pública aplicar tais verbas à educação, à saúde, etc. Por tais razões, orientando-se segundo os critérios da razoabilidade e proporcionalidade, a melhor solução in casu, suspende-se parcialmente o sequestro”.

Salários – Mesmo com a liberação, o imbróglio atrasará o pagamento de cerca de R$ 62 milhões a 18,5 mil servidores, previsto para estar na conta amanhã (1). O pagamento deve ser liberado na segunda-feira.



Eu já estava entrando em pânico. O Funcionário público tem um salário injusto, que não lhe permite exercer com dignidade sua cidadania e, se, por má administração ou má interpretação, esse pequeno soldo não chegar às mães do funcionário este não come, não bebe, não vai ao trabalho, se de carro, fica sem gas., se por transp. col. sem passe. Para tudo, e mais, o funcionalismo público é um grande equilibrista, mês paga água e come (pouco e mal), no outro paga a energia elétrica e come (mal e pouco). Uma vez vi o Ex-presidente Lula dizer, que para ele ser um cidadão era ter sálario suficiente para alimentação, condução, educação, laser, casa própria e seus utensílios de boa qualidade e ainda sobrar uma quantia mensal para viajar nas férias para a praia com a família. Que ironia. Sinto nojo.
 
Edna Pereira em 01/02/2014 18:32:55
Numa outra matéria o TJMS vê uma irregularidade...mas o presidente não vê. da série "Todo mundo tem seu preço"...
 
Carlos Henrique em 31/01/2014 21:51:59
Parabéns Bernal. Mais uma vez, seu "staff" demonstrando total incompetência. E por consequência, a culpa recai sobre terceiros. O recurso do FPM não é caixa 2, não é mesada para se fazer o que quiser.
Enquanto existir uma administração em que um "prestador de serviço" é nomeado para ganhar pouco mais de R$4 mil para organizar manifestações sociais, milhares de servidores públicos, que conquistaram seus cargos por mérito, irão "pagar o pato".
Parabéns pra você que acolheu esse tipo de pratica. "O dinheiro é meu, eu faço o que quero. A prefeitura é minha eu faço o que quero. E as pessoas? Ah sim, essas só as que merecerem estarão em primeiro lugar"; Fica à dica.
 
João Carlos Nerold em 31/01/2014 20:16:31
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