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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

08/02/2016 17:36

Usuários apoiam abordagens policiais nas imediações de shopping da Capital

Flávia Lima
Usuários do ponto de ônibus em frente ao shopping Campo Grande relatam vandalismo praticado por adolescentes. (Foto:Alan Nantes) Usuários do ponto de ônibus em frente ao shopping Campo Grande relatam vandalismo praticado por adolescentes. (Foto:Alan Nantes)

A polêmica sobre a Operação Domingo, realizada pela Polícia Civil com o objetivo de abordar adolescentes no entorno do Shopping Campo Grande, não deveria nem existir, na opinião dos frequentadores do local.

As pessoas ouvidas na tarde desta segunda-feira (8) pelo Campo Grande News, foram unânimes em apoiar as batidas realizadas pelos policiais e não entendem os motivos da ação judicial que pode culminar com a suspensão da operação, que vem sendo realizada nos finais de semana.

Para os usuários, as imediações do shopping Campo Grande, nos altos da Afonso Pena, sempre foram alvo de bandidos, que costumam assaltar não apenas os clientes que vão ao local de ônibus, como também os funcionários das lojas.

Por isso, as constantes batidas policiais vem sendo elogiadas pelos usuários que frequentam o shopping no final de semana.

Segundo um mototaxista que preferiu não se identificar e trabalha no ponto localizado em frente ao terminal de ônibus do shopping, é comum os jovens descerem dos ônibus em turmas de até oito integrantes. “Quando chegam aqui eles se encontram com as turmas rivais e começam a brigar”, diz.

Nem mesmo as barras de ferro e portões instalados pela administração do shopping nas escadarias é suficiente para conter as gangues, segundo o mototaxi. “Eles fecham essa entrada, mas eles ficam sentados no muro, intimidando quem passa”, relata.

A dona de casa Lurdes Dias, que utiliza o ponto de ônibus do local diariamente, conta que sua filha e o namorado já foram ameaçados por uma dupla de adolescentes que planejava roubar o celular deles. “A sorte que minha filha ouviu e os dois correram para dentro do shopping”, afirma.

Ela mesma também já foi alvo de gangues e precisou alterar a rota para não ser abordada nas escadarias do shopping. “Eles iam me prensar na parede, daí dei a volta e subi pelo outro lado”, conta.

A professora Ana Lúcia Melo e a recreadora Roseli Medina também apoiam as ações policiais e dizem que elas deveriam ser intensificadas. “É certo que nem todos são de má índole, mas é preciso fazer essas revistas para identificar, já que muitos trazem bebidas e até facas”, diz Ana Lúcia.

Com medo dos rolezinhos, as duas contam que proibiram os filhos de irem ao shopping sozinhos. “Depois das ações da polícia deu uma melhorada, mas eles sempre voltam”, relata Roseli.

Vendendo churros no local há dez anos, Maicon Miranda também ressalta que as ações de gangues de adolescentes diminuíram, porém acredita que a situação continua crítica nos finai de semana. “Precisa intensificar. Não adianta vir aqui de vez em quando e fazer uma ação rápida”, reclama.

Segundo um funcionário da Assetur, que preferiu não se identificar, as ações policiais não tem surtido o efeito esperado, e afirma que neste domingo (7) houve nova confusão à tarde. “Eles acionam a trava de segurança em caso de incêndio e o ônibus não pode sair do lugar. A gente precisa chamar a polícia porque tem medo de intervir”, revela.

Fim - A Defensoria Pública entrou com ação no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) pedindo o fim da “Operação Domingo”. A solicitação é de que a polícia se abstenha de promover abordagens para averiguação de documentos e consulta quanto à existência de antecedentes infracionais de adolescentes que não tenham sido apreendidos em flagrante.

Conforme a Lei 8.069/90, que rege o Estatuto da Criança e do Adolescente, a privação de liberdade dos adolescentes só é possível em flagrante na prática de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada de magistrado. A Justiça ainda avalia o pedido. 

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