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Capital

Venda de “espumante” para criança gera polêmica e está na mira do MPE

Por Francisco Júnior e Viviane Oliveira | 21/12/2013 13:45
Bebida é vendida junto com espumantes no supermercado. (Foto: Cleber Gellio)
Bebida é vendida junto com espumantes no supermercado. (Foto: Cleber Gellio)

A polêmica do refrigerante em garrafas no formato do espumante tradicional chegou a Campo Grande, depois de ações em diferentes estados brasileiros. O produto, criado pela empresa Cereser, tem estampado nas garrafas imagens de personagens infantis e são encontrados facilmente nos supermercados da cidade.

O promotor da Vara da Infância e da Juventude da Capital, Sérgio Harfouche, quer a proibição da venda deste tipo de produto, por achar que induz as crianças ao consumo de bebida alcoólica. Ele vai acionar a Justiça para que providências sejam tomadas.

Harforche diz que um fiscal já percorreu alguns estabelecimentos da cidade e encontrou as garrafas em meio a bebidas com álcool. O Campo Grande News esteve em um supermercado da cidade e encontrou a bebida na mesma prateleira em que estavam espumantes.

 Aeshie Mendes defende a proibição. (Foto: Cleber Gellio)
Aeshie Mendes defende a proibição. (Foto: Cleber Gellio)
Já Mônica acha a polemica desnecessária. (Foto: Cleber Gellio)
Já Mônica acha a polemica desnecessária. (Foto: Cleber Gellio)

A questão da proibição da venda deste tipo de produto gera opiniões diferentes. A gerente de produção Aeshie Mendes, 34 anos, mãe de três filhos, é favorável a retirada do produto das prateleiras dos supermercados. “Jamais compraria uma garrafa dessas para meu filho. Se alguém desse de presente, eu não entregaria”, avalia.

Já a artesã Mônica Novaes, 47 anos, considera a polêmica uma bobagem. “Esse negócio de politicamente correto está virando um saco. Fui criada servindo cerveja para minha tia e para minha mãe, acendo o cigarro para minha mãe. Hoje não bebo e não fumo”, relata.

Para ela, o poder público tem questões mais graves para cuidar. “Isso vai da pessoa, isso não incentiva as crianças a beber. Os promotores deveriam se preocupar em tirar as crianças da rua e não ficar procurando problemas nas coisas pequenas”, acrescenta.

No Estado de São Paulo a Defensoria Pública enviou uma recomendação à Cereser para que retirasse do mercado a bebida gaseificada sem álcool, destinada as crianças. A garrafa reproduz o formato de espumantes tradicionais, inclusive, com rolha.

Já na cidade de São Paulo, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) ingressou este ano com um projeto de lei que visa proibir a comercialização deste tipo de bebida. Ele acredita que o produto traz risco de estimular um hábito negativo nas crianças.

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