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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

06/11/2012 14:47

Violência contra garoto de 4 anos choca até quem lida com isso todo dia

Mariana Lopes e Viviane Oliveira
Carlota, psicóloga da DEPCA, alerta pais a ficarem de olho na mudnaça de comportamento dos filhos (Foto: Viviane Oliveira)Carlota, psicóloga da DEPCA, alerta pais a ficarem de olho na mudnaça de comportamento dos filhos (Foto: Viviane Oliveira)

Um padastro sob efeito de drogas, uma criança de quatro anos que foi parar no hospital com ferimentos graves de agressão e sinais de violência sexual e uma mãe que alega que não sabia de nada o que acontecia debaixo do teto da própria casa. O fato chocou e revoltou. Agora a polícia apura os fatos, que são até frequentes na delegacia.

O que aconteceu abala até mesmo quem lida com isso no dia-a-dia. O Campo Grande News conversou com a psicóloga da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Carlota Phluppsen, que explicou o comportamento do garoto que deu entrada na Santa Casa após ser agredido pelo padastro. Embora ela não tenha conversado diretamente com a criança, atende vários casos parecidos com este.

“Quando a agressão parte de alguém da família, geralmente é uma pessoa que a criança ama, então ela não quer prejudicar o agressor, por isso acaba não contando sobre a violência que sofre”.

Na delegacia especializada, de acordo com a psicóloga, pelo menos seis crianças e adolescentes são atendidos com algum tipo de agressão, cometida dentro de casa. “A pior violência é a que parte da família”, comenta Carlota.

A psicóloga comenta ainda que a maioria das crianças que sofre algum tipo de violência se sente culpada, por isso não tinha coragem de contar o que sofria. “O que mais se escuta, principalmente de meninas, é que a culpa é delas. Muitas vezes elas chegam a dizer que não querem que o agressor seja preso”.

Sobre mente do agressor, a psicóloga da DEPCA explica que se trata de um ciclo, ou seja, a pessoa violenta já vem de um ambiente assim, ou sofreu algum tipo de agressão no passado, seja física ou psicológica.

A psicóloga alerta aos pais e até mesmo pessoas que cuidam de crianças, como professores, babás, a prestar atenção no comportamento delas. “Se criança é muito alegre e de repente começa a ficar amuada pelos cantos, ou ao contrário, se ela é tranquilo, não é muito agitada e começa a ficar agressiva, é melhor ficar de olho e até mesmo comunicar a polícia”, orienta.

A mãe do garoto prestou depoimento na manhã de hoje na DPCA (Foto: Viviane Oliveira)A mãe do garoto prestou depoimento na manhã de hoje na DPCA (Foto: Viviane Oliveira)

Para Carlota, o pior caso é quando a criança se sente muito sozinha, quando ela vem de um ambiente de abandono. “Ela passa a não acreditar em ninguém, deixa de acreditar no mundo. Essa situação é que me corta o coração”, desabafa.

Diferente das que sofrem agressão, mas que ainda querem brincar e acreditam nas pessoas. “Essas são mais fáceis de tratar e de ter uma vida normal. Se for quebrado esse ciclo, a criança pode ter uma vida normal, vai ter a lembrança, mas com tratamento, ela pode conviver com o trauma”, esclarece a psicóloga.

Na manhã de hoje, a mãe da criança prestou depoimento na DEPCA. Ela disse que não sabia das agressões que, segundo a Polícia apurou, ocorriam há mais de 40 dias. A mulher, que é professora, vivia há 8 meses com o homem que abusou do filho dela.

O padrasto está preso desde da última quinta-feira (1º). Ele disse à polícia que estava sob efeito de drogas e estava arrependido.

 

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Boa tarde á todos.

Infelizmente esses tipos de casos tem acontecido muito com as crianças, eu tenho uma célula de crianças e sofro muito com o desabafo delas.Como a Psicóloga disse é verdade apesar de toda agressão que elas sofrem elas amam muito essas pessoas e se sentem muitas vezes culpadas por algo que elas nem sabe o que é,por isso não falam nada para ninguem.
O meu alerta é para as mães que conversem mais com os seus filhos,sem repreende-los ou duvidar do que vão dizer. Também seria bom um projeto voltado nesse sentido para crianças ,alertando elas nas escolas sobre esse tipo de abuso,inclusive instruindo elas como fazer uma denuncia anonima.
 
Luciana Bogado em 06/11/2012 17:22:56
Mãe e professora? Que espécie de profissional deve ser? Que espécie de mãe? Não entendo como um "ser humano" consegue ser tão perverso com uma criança indefesa.
E os alunos dessa "professora", será que ela percebe quando estão com dor de cabeça, de barriga ou febre?
A Delegada Regina certamente não está acreditando nessa "mãe". Eu não acredito em nada que ela tenha dito pois é inconcebível o sofrimento da criança, as dores, o trauma e a "mãe" diz não ter visto ou ouvido nada!
Justiça seja feita com o "padrasto" e com a "mãe"!
 
Ione Pessoa em 06/11/2012 16:38:27
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