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Capital

'Virou um lixão': moradores reclamam que associação de bairro está abandonada

Associação representa o conjunto Humberto Canale, parcelamento do bairro São Francisco, na Euler de Azevedo

Por Nyelder Rodrigues e Marcos Rivany | 24/01/2021 09:56
Abandono de praça, em frente à associação, também incomoda (Foto: Marcos Maluf)
Abandono de praça, em frente à associação, também incomoda (Foto: Marcos Maluf)

Jogada às traças. Assim pode ser definido o cenário encontrado na associação de moradores do Conjunto Humberto Canale, parcelamento do bairro São Francisco - região central de Campo Grande. O local, bastante monótono, é tradicional: é a vila que fica ao lado da avenida Euler de Azevedo, no trecho não duplicado da via.

Mas quem passa por ali, se engana facilmente sobre a importância do conjunto ao ver a situação da sede da associação local. Com mato e evidente falta de manutenção em vários equipamentos, o abandono ali salta aos olhos e indigna a muitos.

"Virou um lixão. Tem rato, mosquito da dengue. É um problemão para os moradores daqui. A gente já tentou falar com o presidente [do bairro], mas ele não liga não", reclama um dos vizinhos do local, que preferiu não se identificar.

Segundo ele, o atual presidente ainda consegue alugar o espaço e, apesar do dinheiro obtido, não faz a devida manutenção e limpeza do local. "Isso aqui está assim há mais de um ano. Fica ruim para a gente, bem na entrada da vila", reclama o morador.

Galhos e restos de limpeza que ficaram no bairro (Foto: Marcos Maluf)
Galhos e restos de limpeza que ficaram no bairro (Foto: Marcos Maluf)

Outro que mora no conjunto e demonstrou insatisfação foi Dante Santana, de 59 anos, autônomo e irmão do ex-presidente da vila. Ele revela que desde quando a troca de comando da associação aconteceu, o espaço ficou abandonado.

"Não tem representante, a gente procura e não acha. Há mais de três anos que está assim abandonado. Ano passado começaram a jogar lixo na frente. São os próprio moradores também. Nessa praça tem vez que chega a ter acampamento. Quando tem operação na antiga rodoviária, o povo vem tudo pra cá", comenta Dante.

Já sua mãe, Edir Santana, aposentada de 80 anos, também conta que recentemente a prefeitura efetuou a limpeza da praça, mas que o material a ser destacado das podas e outros serviços acabou ficando lá, sem ser recolhido.

"O povo também não colabora. São os próprio moradores que jogam lixo aí. Quando meu filho era presidente do bairro, tinha dia que vinham vacinar os animais, tinha evento. Há cinco anos, que o novo presidente assumiu e agora tá abandonado. Não tem nada".

A reportagem tentou entrar em contato com o presidente da Associação de Moradores do Conjunto Humberto Canale nesta manhã, por telefone, mas não conseguiu obter êxito. O espaço fica aberto para manifestação do mesmo.

Lixo acumula em frente à sede, abandonada e com mato alto (Foto: Marcos Maluf)
Lixo acumula em frente à sede, abandonada e com mato alto (Foto: Marcos Maluf)
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