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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

28/04/2016 08:55

Vistoria encontra superlotação e quer abertura de leitos em hospitais

Aline dos Santos
Hospital Universitário de Campo Grande passou por vistoria. (Foto: Marcos Ermínio)Hospital Universitário de Campo Grande passou por vistoria. (Foto: Marcos Ermínio)

Vistoria em hospitais públicos de Campo Grande encontrou superlotação e letargia na adoção de medidas para abertura de novos leitos. Nesta semana, representantes do Conselho Municipal de Saúde e do MPE (Ministério Público Estadual) foram ao HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian e o HU (Hospital Universitário).

“Estamos fazendo as vistorias porque pela falta de leitos hospitalares muitos pacientes estão nas Unidades de Pronto Atendimento. E 90% são idosos”, afirma Sebastião Júnior, coordenador da mesa diretora do Conselho Municipal de Saúde.

Nos dois hospitais, foi constatada superlotação no pronto-atendimento, que estavam com lotação 50% acima da capacidade. No HU, a falta de equipamentos, como escada para o paciente subir na maca e suportes para soro, impede a abertura de 17 leitos num setor de pediatria. “São coisas simples, que o secretário estadual de Saúde disse que tinha no almoxarifado, mas não forneceu os equipamentos”, diz Sebastião. Outra ala precisa de reforma para abrir mais 30 leitos.

Em novembro, uma reunião definiu a adoção de medidas por parte das secretarias estadual e municipal de Saúde. No HR, dez leitos de CTI (Centro de Terapia Intensiva) estão inativos. “Não conseguiram colocar para funcionar e segundo a direção do hospital faltam recursos humanos”, conta o representante do conselho.

Ainda de acordo com ele, a direção do Hospital Regional prometeu implantar a partir de 4 de maio a classificação de risco e encaminhar pacientes enquadrados como “azul e verde” para UPA Leblon e CRS (Centro Regional de Saúde) do Aero Rancho. “Ontem mesmo, tinham 48 pacientes na área azul que poderiam estar na UPA”. Pacientes “azul e verde” correspondem a atendimento de ambulatório e urgência relativa.

Segundo Sebastião, a clínica médica, principalmente de atendimento ao idoso, e o setor com mais problemas. “É um problema sério que estamos tendo, com lotação de 90% a 95%”, relata. Nesta quinta-feira, a partir das 14h, a vistoria será na Santa Casa de Campo Grande. As inspeções vão virar um relatório que podem embasar ações judiciais.

A assessoria de imprensa da SES (Secretaria Estadual de Saúde) informa que ainda não recebeu o relatório da vistoria no Hospital Regional. Sobre o HU, a reportagem solicitou informações à Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que administra o hospital.

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