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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

16/02/2017 17:59

Vítima de PRF tinha álcool, ecstasy e remédio para ansiedade no sangue

Pelo menos três tiros atingiram empresário, que morreu de choque hemorrágico, conforme exame necroscópico

Anahi Zurutuza
Adriano Correia do Nascimento, assassinado no dia 31 de dezembro (Foto: Arquivo pessoal)Adriano Correia do Nascimento, assassinado no dia 31 de dezembro (Foto: Arquivo pessoal)
Coberto com toalha, Ricardo deixa presídio no dia 1º de fevereiro. (Foto: André Bittar/Arquivo)Coberto com toalha, Ricardo deixa presídio no dia 1º de fevereiro. (Foto: André Bittar/Arquivo)

Adriano Correia do Nascimento, 32 anos, tinha “elevados níveis de álcool no sangue”, havia usado drogas e um remédio para ansiedade antes de se envolver em confusão e ser assassinado por Ricardo Hyun Su Moon, o “Coreia”, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, no dia 31 de dezembro. A informação consta no laudo necroscópico assinado pela médica legista Vania Esteves Silva, que foi anexado ao processo contra o policial rodoviário federal.

Foi detectado no sangue coletado do empresário a presença de 2,33 g/L de álcool, metilenodioximetenfetamina (ecstasy) e Setralina (substância encontrada em medicamentos para ansiedade).

Os testes foram feitos pelo Ialf (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses) de Campo Grande.

Ainda conforme o laudo, Adriano morreu de choque hemorrágico provocado por ferimento causado por arma de fogo. No corpo da vítima foram encontrados três projéteis.

Passado da vítima – A defesa do policial rodoviário federal já havia solicitado que seja anexado ao processo as notas de consumo do empresário nos últimos 12 meses na boate Non Stop, onde Adriano Correia estava antes da confusão no trânsito.

O pedido do advogado Renê Siufi, contratado pelo PRF consta em documentos anexados à ação que tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande.

O criminalista disse em entrevista ao Campo Grande News na semana passada que há uma “oceânica distância” entre a realidade e a acusação. A defesa ainda destaca que o acusado agiu dentro das normas legais.

O passado de Adriano deve ser usado na defesa do PRF. O empresário já foi processado por furto de energia e a ação contra ele foi suspensa mediante acordo, com validade de dois anos, que previa quitação de débito e regras de conduta, como não frequentar bares, boates e similares de reputação duvidosa, além de não consumir bebida alcoólica. As regras eram válidas até julho de 2016.

Crime – Adriano, que conduzia uma caminhonete Toyota Hilux, foi morto na madrugada de 31 de dezembro de 2016, um sábado, na avenida Ernesto Geisel. Na versão do policial, que atuava em Corumbá e seguia em um Mitsubishi Pajero para a rodoviária da Capital, o condutor da Hilux provocou suspeita pela forma que dirigia.

“Coreia”, como era conhecido na corporação, alega que fez a abordagem após ter sido fechado. Nos depoimentos, ele reforçou que sempre se identificou como policial.

Ricardo Moon, contudo, foi denunciado por homicídio doloso contra Adriano e tentativa de homicídio contra Agnaldo Espinosa da Silva e o enteado de 17 anos, passageiros da caminhonete. A denúncia do MPE chegou dia 23 de janeiro à 1ª Vara do Tribunal do Júri .

O PRF foi preso em 31 de dezembro e solto no dia seguinte. No dia 5 de janeiro, voltou a ser preso e deixou a prisão no dia 1º de fevereiro.



O cara arrancou com a caminhonete para cima do PRF, levou estanho no peito, ponto final. Eles dizem que o cara não se identificou, pelo laudo o PRF podia estar vestido de batman que daria na mesma. É uma tragédia, mas que a provocou foi a vitima...
 
marcus ribeiro em 20/02/2017 22:02:47
Resumo da história:

Indivíduo bêbado, drogado, dirigindo um veículo gerando grande perigo de matar um inocente (Ou seja, está flagrantemente cometendo crime de trânsito), quase colide com o veículo do PRF.
O PRF percebe que indivíduo está completamente sem condições de dirigir e o aborda, e a chama reforço pelo telefone.
O indivíduo drogado, tentando fugir do local, avança com seu veículo pra cima do policial, sendo que o mesmo defere vários disparos contra o veículo, atingindo o indivíduo drogado, que tentou contra a vida do policial.

Bom...

Acho que o PRF deve mesmo é ser condecorado!!
 
William Rodrigues da Silva em 18/02/2017 11:12:29
Creio que o fato da vitima não estar armada torna-se menos importante quando se toma como base o fato de um lutador ter matado COM AS MÃOS um homem aqui na capital. Se uma pessoa descontrolada e agressiva te ataca você vai perguntar se ela esta armada para então reagir? Não sei quem estava certo ou errado nessa história e, a bem da verdade nem quero saber, só acho que tem muita gente julgando sem saber o que esta falando. O fato de A ou B serem trabalhadores não os torna santo e nem o fato de ter atirado o torna homicida. Um tá morto e o outro vai responder perante a justiça, enquanto isso a cidade ta afundando em buracos. Que tal assuntos mais importantes? AMOR e PAZ o resto a gente corre atrás.
 
Alex André de Souza em 17/02/2017 11:36:06
Agora sim justiça será feita. Ajustiça tarda mas não falha.
 
paulo em 17/02/2017 11:01:20
Quanta hipocrisia!

Agora encher a cara e dirigir pode!! tomar ansiolítico e ingerir umas "balinhas" é super normal...
Dirigir embriagado, gerando perigo e dano e colocar em risco os demais é ato corriqueiro...
Se atropelasse e matasse uma família inteira, provavelmente teria sido preso e estaria em liberdade.

Tentem discutir com um bêbado e, pior, se esse bêbado achar que é pessoa melhor do que você por possuir amigos e dinheiro...

Deixem de hipocrisia!!
 
André Almeida em 17/02/2017 10:58:33
O cara da PRF vai ser a vitima agora,....que DEUS tenha misericordia
 
fernanda lemes dolores em 17/02/2017 08:08:51
A defesa vai tentar de tudo!!! Queremos justiça nesse caso de assassinato!! Não nos importa se a vítima era ansioso, se bebia umas ou sei lá mais o quê!? Quem nunca... O jovem era um trabalhador e foi assassinado por discussão de trânsito e pasmem!!! um policial rodoviário!!! Que a justiça seja feita!!! Estamos de olho!!!
 
Kelly em 17/02/2017 07:41:09
Desse jeito o PRF psicopata assassino vai ser condecorado! Quer dizer que vão vasculhar a vida pregressa da vítima, desde que nasceu?
 
Raimundo Edmário Guimarães Galvão em 16/02/2017 21:40:47
E o exame do PRF? Tinha o que? e o passado do PRF?

Que importa o que um MORTO fez? se nem arma tinha? que import?

o que tinha nos exames de sangue do prf?
 
Pedro em 16/02/2017 19:56:27
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