A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

30/05/2011 11:33

Vítimas de constrangimento devem formalizar queixa às empresas de ônibus

Vanda Escalante

Reclamação pode ser feita por telefone, pessoalmente ou pela internet

Caso de estudante obesa, que foi obrigada a passar por catraca no transporte coletivo de Campo Grande, traz à tona contrangimentos no dia-a-dia de que depende dos ônibus urbanos.

“Eu acho um desrespeito”. Com essa afirmação, a dona de casa Maria Auxiliadora Félix Pequeno, mãe de Vitória (9 anos), define as situações que tem enfrentado ao utilizar o transporte coletivo urbano de Campo Grande. Vitória é cadeirante e diariamente usa o transporte coletivo para ir de casa até o Centro Médico onde faz fisioterapia.

De acordo com Maria Auxiliadora, tem sido frequente a espera por mais de uma hora nos pontos de ônibus. “Os motoristas só falam assim: ‘o elevador não tá funcionando, pega o outro que vem aí atrás’, e vão embora. Só que entre um ônibus e outro, são mais de 40 minutos”, reclama a mãe, relatando ainda que muitas vezes já aconteceu de os motoristas simplesmente não pararem no ponto. “Às vezes eles simplesmente fingem que não vêem”, desabafa.

Maria Auxiliadora diz que há muitos motoristas gentis e com “boa vontade”: “Alguns, até com o elevador quebrado, param e ajudam a subir a cadeira”. Mas conta também a situação mais recente: “O motorista parou e disse assim: ‘o elevador não tá funcionando; se quiser reclamar de mim, pode reclamar’”.

A mãe alega que nunca apresentou queixa às empresas ou fez qualquer reclamação à Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande-MS) por nunca conseguir anotar o número do ônibus ou o nome do motorista. “Eu acho que sem isso não dá pra reclamar, mas que dá vontade, dá”, afirma.

Estudante mostra marcas que ficaram depois de ter de passar por catraca.Estudante mostra marcas que ficaram depois de ter de passar por catraca.

0800 - Por meio da assessoria de imprensa, a Assetur informou todos os motoristas, cobradores e demais funcionários das empresas recebem orientações e treinamentos frequentes a respeito do tratamento aos passageiros. A assessoria garantiu que, no caso de passageiros obesos por exemplo, a orientação é “usar o bom senso” e permitir inclusive que a pessoa desça pela porta da frente.

A Assetur informou ainda que o ideal realmente é ter o número do ônibus e o nome do motorista, mas que essas informações não são absolutamente necessárias para formalizar a reclamação.

Quem se sentir constrangido, desrespeitado, ou tiver qualquer tipo de reclamação a respeito do serviço de transporte coletivo, pode entrar em contato com a Assetur pelo telefone 0800-6470060, pelo site www.assetur.com.br , ou pessoalmente, no seguinte endereço: Rua Visconde de Taunay, 345 - Bairro Amambaí.

O 0800 (ligação gratuita partindo de telefone fixo), atende de segunda a sexta-feira das 07h30 às 17h30, e aos sábados das 8h00 às 11h00. Pelo site, no link “Fale Conosco”, existe acesso a um formulário específico para reclamações.



Na matéria diz que os motoristas e cobradores são frequentemente treinados, porém não parece que são, muitos como foi dito são gentis e agem com bom senso, agora um número bastante grande deixa a desejar nessa questão e tratam o passageiro com muita falta de educação.
Como vi em um comentário na matéria anterior sobre esse caso, o pessoal que trata do transporte em Campo Grande deveria fazer um curso intensivo em Curitiba pra aprender a gerenciar o serviço.

Se o Sr. Rudel estiver lendo fica ai a sugestão, quem sabe eles aprendem direito.
 
Oswaldo Benites em 31/05/2011 07:40:04
É um absurdo! Eu mesmo já presenciei uma situação dessas e fiquei constrangido pela pessoa, pois ele ficou literalmente entalado na catraca e com muito esforço conseguiu voltar, teve que aguardar e descer pela frente. As empresas de transporte coletivo precisam adaptar catracas mais largas nos ônibus, pois a passagem é bastante larga...
 
Lucas Gomes Andrade em 30/05/2011 12:35:23
É engraçado, cada as instituições de defesa das pessoas obesas, se a moça fosse homossexual, tenho certeza que já haveria manifestação, e o motorista correria o perigo até de ser preso, acusado de ser homofóbico, agora humilhar uma "Gorda", que mal tem? A pobre coitada é que terá que passar por constrangimentos ainda maiores fazendo denúncias, sendo humilhada ainda mais...
 
Marco Aurélio em 30/05/2011 12:19:07
Olá Marco Aurélio:que comentário imfeliz em cara.!mas a verdade e que todos os dias eu tomo o onibus e já vi de tudo,alunos que não respeitam,,jovens sem educação e o pior de tudo.Motorista que não tá nem ai para passageiro,pois o mesmo vai belo e formoso centado nos bancos que por direito e do passageiro pois eles pagam .Por essas e outras eu não me assombro mais,a lei e do mais esperto.
 
edy ribeiro ovando em 30/05/2011 06:26:20
É preciso ponderar as opiniões e ver os dois lados da moeda.

Na minha infância e adolescência, lembro muito bem das duas figuras dentro do ônibus, motorista e cobrador, e lembro da placa "falar ao motorista somente o necessário".

Hoje em dia o motorista tem que dirigir o ônibus nesse nosso trânsito caótico (o que por si já é um problema) e ainda tem que fazer o papel de cobrador, recebendo e devolvendo dinheiro da mão dos passageiros.

Soma-se a isso o terror que são nossos ônibus devido a uma faixa da população que chegou no limite da falta de respeito dentro dos ônibus: os estudantes.

Será mesmo que os motoristas de ônibus de hoje estão preparados pra lidar com todas essas situações e ainda ter auxiliar (o que se faz necessário um treinamento específico) pessoas com necessidades especiais?

Imagine um motorista de ônibus que se defrontar com 3 cadeirantes em uma única volta do seu itinerário, o trabalho de desmontar a cadeira, ajudar a pessoa subir (na falta do equipamento) não vai causar demasiado stress e cansaço, além é claro, de atrasar seu itinerário que é rígido?

Por outro lado, as entidades de proteção e apoio e as próprias entidades de fiscalização devem estar atentas e reivindicar o completo funcionamento dos meios de acessibilidade para portadores de necessidades especiais.

Não é de hoje que o transporte coletivo é um castigo para todos os que dependem, sofrem ainda mais os portadores de necessidades especiais.
 
Eder Lima em 30/05/2011 03:15:30
Quem nos garante que, ao reclamar, será tomada alguma providência. Ao meu ver, certamente existem e muitas as reclamações, mas os fatos vem acontecendo. Sempre. A começar pelos motoristas que trabalham exaustivamente, são mal preparados, estressados, como esse aí do caso dessa menina que não "está nem aí" se reclamar dele. Isso demonstra o pouco caso para os usuàrios do transporte coletivo de Campo Grande. Lamentável.
 
Fernando Leiria em 30/05/2011 02:11:16
nossa hem... esse ematoma não está muito grande? por se tratar de uma simples catraca de menos 5 centimetros ?
ou será que outra coisa teria ocasionado esse ematoma tão grande ;"""""peansamento'"""""
 
igor de souza c. em 30/05/2011 01:29:46
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions