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Economia

Dólar vai a R$ 5,15 e atinge maior valor em dois meses

Dados de emprego dos EUA elevam moeda americana; Ibovespa cai abaixo dos 170 mil pontos

Por Gustavo Bonotto | 05/06/2026 19:10
Dólar vai a R$ 5,15 e atinge maior valor em dois meses
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (5) cotado a R$ 5,1566, alta de 1,78%, impulsionado pelos dados de emprego dos Estados Unidos e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. A valorização levou a moeda americana ao maior patamar desde 2 de abril. No mesmo dia, o Ibovespa caiu 0,77% e encerrou o pregão aos 169.019 pontos.

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O dólar comercial fechou a sexta-feira (5) cotado a R$ 5,1566, alta de 1,78%, maior patamar desde 2 de abril, impulsionado pela criação de 172 mil vagas de emprego nos Estados Unidos em maio, acima das 85 mil esperadas pelo mercado. O resultado reforça a expectativa de manutenção dos juros altos pelo Fed. O Ibovespa recuou 0,77%, aos 169.019 pontos. Tensões no Oriente Médio também pesaram sobre os mercados.

O principal fator para a alta do dólar foi a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho informou a criação de 172 mil vagas em maio, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava 85 mil novos postos de trabalho.

Os números reforçaram a avaliação de que o Fed (Federal Reserve), banco central americano, deve manter os juros elevados por mais tempo para conter a inflação. Quando as taxas permanecem altas nos Estados Unidos, investidores costumam direcionar recursos para ativos americanos em busca de maior rentabilidade e segurança.

Esse movimento fortalece o dólar diante de outras moedas, incluindo o real, e reduz o interesse por mercados considerados mais arriscados, como o brasileiro. Como consequência, a bolsa tende a perder força e a moeda americana ganha valor.

A valorização do dólar também pode aumentar o custo de produtos importados e pressionar a inflação no Brasil. Esse cenário costuma influenciar as expectativas sobre a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira.

As tensões no Oriente Médio também permaneceram no radar dos investidores. O Líbano acusou o Irã de usar o país como instrumento de negociação com os Estados Unidos, enquanto ataques israelenses continuaram na região. O governo iraniano condicionou avanços nas conversas com os americanos à interrupção dos bombardeios em território libanês.

Apesar do cenário de instabilidade, os preços internacionais do petróleo registraram queda. O barril do Brent encerrou o dia cotado a US$ 92,98, recuo de 2,16%. Já o petróleo WTI caiu 2,96%, para US$ 90,29.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 2,26%. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 6,05%. O Ibovespa, por sua vez, acumula perda de 2,74% na semana e avanço de 4,90% em 2026.