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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

08/11/2011 14:24

Vizinhos dizem já ter se acostumado com acampamento na calçada da Santa Casa

Paula Vitorino

Andarilhos utilizam calçada da rua 13 maio como moradia há quase 4 anos

Comerciante é vizinha de acampamento e diz não ter problemas. (Foto: João Garrigó)Comerciante é vizinha de acampamento e diz não ter problemas. (Foto: João Garrigó)

Quem passa e trabalha ao redor da calçada da Santa Casa, na rua 13 de maio, parece já ter se acostumado com a “casa” improvisada no local. O acampamento já está na calçada há quase 4 anos e a cada dia ocupa mais espaço, com novos aparatos para melhorar a “moradia ao relento”.

O cenário foi mostrado pelo Campo Grande News em julho e continua o mesmo.

Entre os vizinhos, é consenso a opinião de que “eles não incomodam, são na deles”. Mas também afirmam que “melhor seria arrumar uma casa para morarem, ia melhorar pra todo mundo”.

O que mais incomoda a maioria das pessoas que passa ou convive pela região é a situação desumana. “É difícil conviver com isso. São seres humanos também e vivem em meio a sujeira. A situação é ruim tanto para eles, como pra nós”, diz a vendedora Ivoneide Ribeiro dos Santos, de 44 anos.

O acampamento abriga três pessoas, que são apresentadas como fixas, mas também outros visitantes, que vez ou outra aparecem para “tomar uma pinga”. Lu, de 26 anos, é a líder do local e encarregada de dividir as tarefas entre Pedro, de 32 anos, e Baiano. Um quarto companheiro morreu há alguns meses.

O caminhoneiro Isaías Alves, de 53 anos, é apresentado pelos moradores como “um dos amigos”. Ele passa pelo local, cumprimenta a todos e diz que “todos são gente boa”.

Para ele, o grupo não causa transtornos, mas seria melhor para o “movimento da cidade que eles fossem para outro lugar, com condições adequadas de moradia”.

O único tumulto provocado pelo grupo são as brigas entre eles mesmos, contam os moradores. “Às vezes brigam, aí aparece a Polícia por aqui, mas é sempre briga entre eles mesmo”, diz Ivoneide.

Calçada é dividida entre casa, cachorros e pedestres. Calçada é dividida entre "casa", cachorros e pedestres.

Segundo os comerciantes, os andarilhos são conhecidos e frequentemente pedem água ou café. Eles também são clientes das lanchonetes ao redor.

“Compram pastel, refrigerante e pagam tudo”, diz a comerciante Neuza Rosileine de Souza, de 55 anos.

Ela faz questão de elogiar o bom comportamento dos vizinhos, principalmente da Lu. “É uma menina honesta, dou dinheiro para ela comprar alguma coisa no mercado e ela volta com tudo certinho, a nota e troco”, frisa.

Os andarilhos dizem que conseguem o dinheiro para o sustento com a ajuda de doações e guardando os carros ao redor. A comerciante Neuza diz que a Lu sempre ajuda com as tarefas e ela paga com salgados ou refrigerantes. “Dinheiro eu não dou para comprar cachaça”, frisa.

Sobre os clientes, a comerciante diz que nunca ouviu reclamação e só comentários de pessoas preocupadas com a situação. “Sempre falam, nossa como que uma menina de bem dessa mora na rua”, diz.

Mas um comerciante, que não quis se identificar, afirma que muitos clientes tem medo de parar em frente a loja por conta dos moradores de rua próximos.

A técnica em enfermagem, Elini da Silva, de 28 anos, diz que sempre passa pelo local e já ajudou o grupo com doações de roupas. Ela conta que já andou pelo trecho a noite e nunca foi incomodada pelos moradores, mas ressalta que o cheiro forte ao redor é o que mais causa transtorno.

Junto com os andarilhos moram um casal de cachorros e vários filhotinhos, com poucos dias de vida. Eles já ganharam casinhas de voluntários de Ongs.

Solução - A Prefeitura Municipal informa por meio da assessoria da imprensa que já foi até o local várias vezes e ofereceu todos os tipos de ajuda, mas os moradores não manifestaram interesse.

Segundo a administração, os andarilhos não apresentam os documentos pessoais para fazer cadastro na EMHA e também não manifestaram interesse em fazer o registro.

A Prefeitura não tem o poder de Polícia para retirar a força os moradores, e os policiais só podem fazer a retirada caso haja indícios de que o grupo oferece algum risco para a população.

Já os moradores afirmam que querem um teto e um emprego, mas não sabem como sair da rua.

“A gente não tem nem documento, como que eu vou procurar emprego?”, diz Lu.

Sobre a ação da Polícia, Baiano diz que ninguém ali apronta e que “a cadeia já está cheia de preso, por isso eu não vou matar e roubar, vou continuar pedindo”.



O que sempre chamou minha atenção, foi o amor, carinho e tratamento geral que esses pessoas que não têm quase nada, TRATAM TÃO BEM seus animais de estimação.Contrário de muita gente que tem boa condiçãio financeira.
Mediante esse fato, observa-se uma luz no fundo do poço, ou seja, eles têm sentimento e valoriza o melhor amigo, o que denota serem pessoas boas necessitando de ajuda p/ sair do vício.
 
neyde de oliveira em 10/11/2011 12:25:53
A nova rodoviária foi recem inaugurada e já tem morador de rua morando na calçada, na entrada da rodoviária, onde está o atendimento da assistência social, para fazer o resgate dessas pessoas?, não existe fiscalização?, o problema não pode ser deixado de lado, e so querer, que existe solução. Não tem documentos? a assistência social vai atráz, mas para isso tem que trabalhar de verdade.
 
Irma Rios em 09/11/2011 12:42:31
Essas pessoas não querem sair da sua "zona de conforto", mesmo que esta, não seja tão confortável assim. Todos os anos a ação global ajuda milhares de pessoas carentes a tirar seus documentos pessoais. Porque elas não tiram nessa oportunidade? Outra coisa, tá faltando empregada doméstica, pedreiro e várias outras profissões no mercado de trabalho. Porque eles não se prontificam? é + facil pedir!
 
Carol Oliver em 09/11/2011 09:30:12
É dificil resolver o problema dessas pessoas, visto que primeiro precizam de um centro de recuperação, para desintoxicá-las, tratamento médico e psicológico, e somente depois dessas etapas é que elas realmente seriam inseridas na sociedade. Agora pergunto: Nossos políticos estão preparando Campo Grande para o futuro? Cadê o Centro de recuperação, que realmente recupere o doente toxico?
 
valter antunes em 09/11/2011 09:07:49
RELAXA GENTE,,,CAMPO GRANDE É A ÚNICA CAPITAL SEM FAVELA KKKKKKK.
 
nilvan frança em 08/11/2011 11:59:08
Campo grande,é uma cidade que oferece muitas oportunidades para todas a idades e sexo,acho que essas pessoas , com um incentivo,poderiam arrumar um trabalho,com honestidade.resumindo............Se quiser trabalhar,não é difícel conseguir emprego.
 
elza haito de oliveira em 08/11/2011 09:59:26
Nossa cidade é pequena e ainda dá tempo de resolver questões como essa, o que não pode é deixar gente na rua ou pedido em sinais.
 
José Silveira em 08/11/2011 09:32:03
Que horror esse ultimo comentário.
Que falta de respeito para com o espírito santo.
Essas pessoas nasceram como outra qualquer.
Simplesmente não tiraram os devidos documentos ou se perderam,sei lá!
 
carmem camargo em 08/11/2011 08:58:50
Será que ninguém viu que o poder público já tentou fazer algo pro eles? Será que vocês não viram a última declaração dela "se não temos documentos como vamos achar trabalho"? O municipio tem um centro de traigem que pode acomador essas pessoas... agora pergunto será que eles querem ir ? Concordo com o Gilberto Ferreira... isso se chama comodismo... Me desculpem a sinceridade...
 
Adilson Mendes em 08/11/2011 08:22:22
É uma situação bastante constrangedora, mas está faltando atitude política das autoridades, sempre estou tecendo alguns comentários que nós cidadão comum em certas ocasiões até colaboramos com essas pessoas por ser-mos cristão e temos essa sencibilidade, mas parece que as autoridades se esquecem que na Constituição está explicito as suas obrigações de agir e proteger a sociedade. Que pena.
 
porfirio vilela em 08/11/2011 07:16:41
Infelizmente, o comodismo, aliado aos vícios adquiridos por todos eles, fazem com que se sintam bem a vontade com essa situação, por mais difícil que seja de acreditar nisso.
Na verdade, eles não querem trabalhar pois ganham de pessoas de bem o suficiente para sobreviver, mesmo que deprimentemente.
Quanto aos documentos, talvez não os queiram por terem fichas sujas.........
 
Gilberto Ferreira do Amaral em 08/11/2011 04:35:32
Sob a ponte da Av Manoel da Costa Lima, no Guanandy, existe uma familia construindo um barraco, usando a ponte como teto e escavando o aterro que sustenta o asfalto das cabeceiras da ponte. Tá lá pra quem quiser ver, pena que quem deveria ver, tapa os olhos,
 
valter antunes em 08/11/2011 04:29:36
ACHO ISSO UMA FALTA DE RESPONSABILIDADE, POIS CADE O PODER PUBLICO PARA ACABARCOM ESSA POUCA VERGONHA ,SE FOSSE EM FRENTE A ALGUM DOS GRANDÕES NÃO ESTARIAM ALI. OLHA PODER PUBLICO ARRUMA EMPREGO PRA ESSA GENTE , SE É QUE QUEREM TRABALHAR.
 
KLEBER RIBEIRO LEAL em 08/11/2011 03:37:48
Essas pessoas são muito jovem 26 , 32 anos, para estar nessa situação, como veiram parar neste local? porque eles não estao na casa de abrigo (parque dos poderes), e facil dizer que não tem documento? como nasceu????? e a familia?nasceu do espirito santo?
...

 
Aparecida Romeiro em 08/11/2011 02:55:06
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