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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/09/2009 09:50

Carroceiros se organizam para sobreviver na periferia

Redação

Carroceiros de Campo Grande resolveram se organizar para acabar com um problema que já virou rotina de trabalho na Capital. Dia sim dia não, dizem eles, cavalos são apreendidos e levados ao CZZ (Centro de Controle de Zoonoses) após serem encontrados em vias urbanas.

Quem depende dos animais para trabalhar, garante que a prefeitura abusa, por não haver uma associação que represente a categoria. "Muitas vezes o cavalo está pastando amarrado, em um terreno baldio, e os fiscais levam e para tirar de lá, temos de pagar R$ 25,00", reclama o carroceiro Gerson Costa da Silva, o Gringo, que há 11 anos faz transporte na região do São Conrado.

Na periferia, as carroças são o meio mais barato de transporte, desde móveis a necessidades do dia-a-dia, entulho e entrega de botijão de gás. O valor de R$ 10 por "viagem", rende lista de clientes fiéis.

Outra "bronca" que os carroceiros pretendem resolver, é a rejeição de parte da comunidade diante da exploração dos animais. "Tem gente que sacrifica os bichos, mas nós trabalhamos sério. Minha égua come 15 quilos de ração por dia e ainda levo para pastar. Também poupo de grandes cargas, sempre respeito um limite de peso para que ela não sofra", conta Gringo sobre a égua Buga, de 6 anos.

Seguindo exemplo dos colegas de Dourados, o grupo quer criar a Associação de Carroceiros de Campo Grande, que teria, nas contas dos que encabeçam a ideia, cerca de 6 mil associados. O levantamento foi feito no ano passado, "anotando nome por nome dos carroceiros que trabalham na cidade", conta Gringo.

José Rodrigues, de 60 anos, é um dos que resiste aos tempos modernos e há 25 anos trabalha como carroceiro no Jardim Aero Rancho. Criou os filhos, construiu a vida, mas a cada dia diz que está mais difícil continuar na profissão. "Não sei trabalhar com outra coisa, mas é complicado. Pegaram meu animal e disseram que da próxima vez vão apreender", comenta.

Na sexta-feira passada, o grupo procurou o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza para pedir apoio.

"Mostramos o que é necessário para criação da entidade, para organizar a categoria. Apresentamos um modelo de estatuto, e vamos ajudar nesse processo", explica o presidente da entidade, Paulo

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