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Cidades

Defensoria consegue liberdade de mulher presa há 189 dias sem denúncia

Presa por furto, mulher estava em presídio a mais de seis meses sem acusação formal

Por Anahi Zurutuza | 21/03/2026 16:35
Defensoria consegue liberdade de mulher presa há 189 dias sem denúncia
Coordenador do Nuspen, Maurício Barbosa, realizando atendimento em unidade prisional (Foto: Vitor Ilis/Arquivo DPGE-MS)

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul conseguiu a liberdade de uma mulher que estava presa preventivamente há 189 dias, sem que o Ministério Público tivesse apresentado denúncia formal contra ela. A situação foi identificada durante um atendimento de rotina no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande.

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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul obteve êxito na libertação de uma mulher que permaneceu detida preventivamente por 189 dias, sem denúncia formal do Ministério Público. O caso foi descoberto durante atendimento de rotina no Estabelecimento Penal Feminino em Campo Grande. A prisão ocorreu em julho de 2025, em Maracaju, por suspeita de furto qualificado. O defensor público Mauricio Augusto Barbosa impetrou habeas corpus no TJMS, alegando excesso de prazo. A Justiça acatou o pedido, permitindo que a acusada responda ao processo em liberdade.

O caso foi acompanhado pelo defensor público Mauricio Augusto Barbosa, coordenador do Nuspen (Núcleo do Sistema Penitenciário), que entrou com um pedido de habeas corpus no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

A mulher havia sido presa em 14 de julho de 2025, em Maracaju, acusada de furto qualificado, crime sem violência ou grave ameaça. Desde então, o inquérito policial estava em andamento, mas sem que o órgão acusador apresentasse qualquer denúncia.

Segundo Barbosa, a demora para o andamento do processo foi considerada excessiva e injusta. “Durante o atendimento no presídio, identificamos que a interna aguardava há mais de seis meses sem que houvesse denúncia. Entramos com o habeas corpus, e o juiz reconheceu o excesso de prazo, determinando a revogação da prisão preventiva”, explicou.

A decisão permite que a mulher responda ao processo em liberdade, enquanto a investigação segue seu curso.

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