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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

12/02/2011 14:46

Cartilha com principais golpes contra aposentados e pensionistas será lançada

Paula Vitorino

Material deve ficar pronto no início de março e irá reunir cerca de 15 golpes utilizados por criminosos

O SINDINAPI (Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e Idosos) está elaborando uma cartilha com os principais golpes contra aposentados. O objetivo é alertar os filiados sobre como agem os criminosos.

A cartilha terá uma linguagem simples e usará ilustrações para exemplificar cada tipo de golpe. O material será distribuído nas portas de agências bancárias, do INSS e de outros locais freqüentados por aposentados ou pensionistas. A cartilha também ficará disponível no site do SINDINAPI - www.sindicatodosaposentados.org.br.

A expectativa é de que o material fique pronto e seja distribuído já no início do mês de março, segundo informações do SINDINAPI-MS. De acordo com o presidente estadual do sindicato, Prof. Jânio Batista de Macedo, a cartilha irá reunir cerca de 15 “contos” utilizados pelos criminosos em todo país.

“Estamos coletando todos os tipos de golpes, explicando cada um deles para depois reunir na cartilha. Os sindicatos estaduais estão enviando os casos que acontecem em cada região, e assim, a cartilha vai reunir os golpes aplicados em todo o país”, explica Jãnio.

Ainda segundo o presidente do sindicato, as vítimas mais vulneráveis aos golpes são aposentados de idade avançada e que possuem menor escolaridade.

“Vamos orientar essas pessoas sobre os truques dos golpistas. Eu mesmo muitas vezes vou ao banco e pessoas de idade avançada vêm me pedir ajuda para mexer no sistema. Isso é um perigo. Essas pessoas têm que ser instruídas para não pedir ajuda a qualquer um, e sim, ao funcionário do banco”, alerta.

O SINDINAPI-MS não tem dados sobre o número de vítimas de golpes contra aposentados no Estado, mas de acordo com Jânio, os casos mais comuns são os praticados pelo telefone.

Os golpistas ligam para o aposentado prometendo o pagamento de benefícios acumulados. Os criminosos chegam a utilizar um telefone fixo de Brasília e se identificam como funcionários do Conselho Nacional de Previdência Social.

Eles Afirmam que existe uma quantia a receber do INSS, referente a valores atrasados, e para que o dinheiro seja liberado o beneficiário deve fazer um depósito em uma conta informada por eles, senão pode perder o direito de receber a quantia.

No entanto, o INSS informa que só faz contato por correspondência, e jamais via telefone ou e-mail. Todos os serviços do INSS são gratuitos.

O sindicato alerta os aposentados e pensionistas do INSS a não informar qualquer tipo de dado e nem depositar dinheiro a ninguém. A vítima de um golpe deve denunciar o caso à polícia.

Golpes - Conto do prêmio (ou da recompensa): O estelionatário deixa cair um cheque, uma nota promissória ou uma carteira com documentos e dinheiro perto da vítima previamente escolhida. Aproxima-se o segundo estelionatário, que recolhe o objeto do chão e pergunta à vítima sobre a propriedade do objeto caído. O primeiro estelionatário retorna e, mostrando-se muito agradecido, diz querer recompensá-los. Indica um endereço determinado e o tipo de recompensa a ser resgatado no local. O segundo estelionatário dirige-se ao local indicado para receber a recompensa, deixando com o primeiro e com a vítima alguma coisa de valor como garantia de sua volta. Retorna minutos depois com a recompensa prometida. Juntos, os dois estelionatários convencem a vítima a fazer o mesmo. Para isso esta deixa sua bolsa ou envelope com dinheiro nas mãos da dupla, dirigindo-se ao endereço indicado para apanhar sua recompensa. Ao tentar localizar o endereço, a vítima verifica que ele inexiste, ou que no local desconhecem completamente a dupla de estelionatários. Ao retornar ao ponto de encontro para esclarecer a situação, os estelionatários já terão desaparecido.

Conto do bilhete premiado (mais comum): A modalidade é simples: um estelionatário aborda a vítima de forma humilde, mostrando um bilhete lotérico “premiado”. No decorrer da conversa, entra em cena um segundo estelionatário que se diz interessado em “ajudar”. Com a promessa de ser gratificada, os estelionatários convencem a vítima a receber o dinheiro, uma vez que o suposto ganhador relata não ter os documentos pessoais. A vítima deixa algo de valor com os estelionatários, como garantia de que voltará com o suposto prêmio. Ao tentar receber o dinheiro, a vítima verifica que o bilhete é falso.

Conto do feitiço: Este é um conto extremamente interessante. Um estelionatário informa à vítima que fizeram um feitiço para lhe matar. Aproxima-se outro estelionatário, que confirma o feitiço lançado contra a vítima. Ambos convencem-na a ir ao banco para efetuar a retirada de dinheiro suficiente para encomendar um trabalho que acabe com o feitiço. O dinheiro sacado é colocado num envelope lacrado com fita adesiva. Em seguida é feito um ritual e o envelope é devolvido à vítima. É recomendado a ela que só poderá abrir o envelope no dia seguinte, caso contrário o trabalho não surtirá o efeito desejado. No outro dia, ao abrir o envelope, a vítima só encontra em seu interior volantes vencidos da loteria.

Casos - Em 2009, uma quadrilha de estelionatários que aplicava golpes em Mato Grosso do Sul foi presa no interior de São Paulo. Cinco pessoas foram vítimas do golpe do bilhete premiado no Estado. Mas a suspeita da Polícia é que o bando tenha aplicado o golpe também no interior paulista.

A estimativa da Polícia é que a quadrilha tenha conseguido R$ 270 mil em dinheiro e jóias das vítimas. Quatro pessoas da Capital e uma do município de Chapadão do Sul caíram no golpe. Somente em um dos casos eles não conseguiram levar nada da vítima.



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