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26/03/2010 22:59

Casal Nardoni é condenado pela morte da menina Isabella

Redação

O pai e a madrasta de Isabella Nardoni, 5, foram condenados pela morte da menina, em júri popular que terminou na madrugada deste sábado. A criança morreu em março de 2008 ao cair do sexto andar do prédio onde moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo.

O casal foi condenado por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. De acordo com a sentença, no total, Alexandre foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão, e Anna Carolina a 26 anos e oito meses de prisão. Cabe recurso, mas o casal não poderá recorrer em liberdade.

A sentença acabou de ser lida à 0h40 (de Brasília) pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do fórum de Santana (zona norte de São Paulo). Do lado externo do fórum de Santana (na zona norte de São Paulo), muitas pessoas acompanhavam o fim do julgamento.

O júri de Alexandre Nardoni e Anna Carolina havia começado na segunda-feira (22). Ambos já estão presos há quase dois anos, logo após a morte da criança.

Dia a dia - O julgamento do casal começou na segunda, quando a mãe de Isabella foi ouvida. Após depoimento, ela ficou retida a pedido da defesa do casal Nardoni, que avaliava pedir uma acareação com os réus. Incomunicável, Ana Carolina Oliveira foi diagnosticada com estado agudo de estresse e liberada das dependências da Justiça na manhã de quinta. No total, sete testemunhas prestaram depoimento.

Na terça (23), informações técnicas marcaram segundo dia do júri. Foram ouvidas três pessoas : a delegada Renata Helena Silva Pontes, o médico-legista Paulo Sérgio Tieppo Alves - ambos testemunhas comuns à defesa e à acusação -, e o perito Luís Eduardo Carvalho, que veio da Bahia convocado pela Promotoria.

A delegada deu informações sobre as investigações e disse que indiciou o casal por ter certeza da culpa do pai e da madrasta na morte de Isabella. O médico-legista reafirmou que a menina foi ferida na testa, arremessada contra o chão e jogada do sexto andar do prédio onde moravam os acusados. O perito Luís Eduardo Carvalho Dórea, convocado pela Promotoria, fechou os depoimentos.

Na quarta (24), o júri foi reiniciado com o depoimento da perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística. Testemunha comum à defesa e à acusação, ela foi ouvida das 10h25 às 17h, com uma pausa de aproximadamente uma hora para almoço.

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