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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

25/11/2013 16:59

Com 79 fazendas invadidas, Igreja cobra demarcação de áreas indígenas

Zana Zaidan e Bruno Chaves
O arcebispo Dom Dimas comenta Carta Aberta divulgada pela Igreja em Campo Grande (Foto: Cléber Gellio)O arcebispo Dom Dimas comenta Carta Aberta divulgada pela Igreja em Campo Grande (Foto: Cléber Gellio)

A Igreja Católica de Mato Grosso do Sul divulgou hoje (25) posicionamento sobre o conflito por terras que envolve índios e produtores rurais do Estado. Hoje, são 79 propriedades invadidas e contestadas como territórios indígenas.

A Arquidiocese de Campo Grande frisa que laudos antropológicos - emitidos pela Funai (Fundação Nacional do Índio) - atestam que os índios são os verdadeiros donos das terras. “Os índios têm direitos às terras, que já foram declaradas indígenas, mas o produtor tem que ser indenizado, e de acordo com as benfeitorias feitas na propriedade”, afirmou o arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa, autoridade máxima da Igreja na Capital, ao comentar uma Carta Aberta às autoridades jurídicas em que é cobrada solução para os conflitos.

Dom Dimas justificou o posicionamento alegando que não se pode combater um erro histórico com outro erro. Para o arcebispo, no passado, muitos produtores podem ter adquiridos títulos de propriedades enganados, e não podem ser punidos por isso. “Se existe um erro histórico e um produtor de boa fé foi enganado, comprou título da terra, ali se estabeleceu e produz, aquele produtor tem que ser indenizado”, argumenta.

“A insegurança jurídica tem gerado muitos conflitos. Por um lado, os indígenas não têm condições de resgatar suas formas próprias de organização, por outro, muitos produtores com títulos de propriedade são obrigados a paralisar suas atividades produtivas ou são levados até mesmo a deixar suas propriedades por causa das incertezas”, opina o arcebispo sobre as conseqüências da compra de terras.

Solução da União – O arcebispo cobra, ainda, que a União redobre os esforços na solução do conflito, além de considerar Mato Grosso do Sul como um estado “pragmático” no que diz respeito a ocupação histórica dos índios.

Dom Dimas comenta que o governo federal havia estabelecido como prazo o dia 1º de agosto, que foi prorrogado para 30 de novembro e, até então, a sociedade “continua intranqüila”. “Participei da primeira reunião com autoridades, que significou uma esperança para todos nós, se formou um pacto de confiança”, comenta sobre as expectativas das partes envolvidas no impasse.

O arcebispo afirma ter participado também da última audiência para mediar o conflito, no último dia 21, em Brasília. “As autoridades defendem uma solução que valha para todo Brasil, mas nosso Estado é pragmático. Se conseguirem resolver aqui, resolvem a questão das demarcações de terra em todo o país”, acredita.

Funai – Os produtores rurais questionam a credibilidade da Funai para elaborar os laudos antropológicos de demarcação das terras. Questionado sobre quem deve ter competência para tanto, Dom Dimas se restringe a reforçar a necessidade de continuidade dos estudos.

“Não cabe a mim responder,mas reforço a necessidade. Diferente de São Paulo e Rio de Janeiro, por aqui houve uma expansão da população indígena, então precisamos de estudos antropológicos claros e interdisciplinares”, opina.



Dom Dimas Meus parabens. Eu como católico que sou me orgulho de sua liderança pois percebo que o senhor procurou se interar bem do assunto, alias questão muito importante que precisa ser solucionada no Brasil. Se faz necessário incentivar boa relação de convivencia entre INDIOS e não INDIOS, ENTRE NEGROS e não NEGROS, a fim de que todos juntos busquemos a conversão.
 
Aldoir Pedro Telo em 26/11/2013 10:24:40
Parabéns ao nosso Arcebispo Dom Dimas pelo posicionamento, e está corretíssimo, devemos sempre procurar e cobrar solução pacífica nos conflitos.... Quanto a muitos ignorantes a igreja da inquisição não existe a muito tempo, já mudou muito caso não esteja atualizado, diferente de muitas outras crenças que apenas regridem.
 
Gabriel Gonçalves em 26/11/2013 09:39:44
Se a verdadeira HISTÓRIA do Brasil fosse ensinada nas escolas............. o povo precisa se informar mais, voltar no tempo um pouco pra depois opinar.
 
juraci callado em 26/11/2013 09:01:46
Em nosso país é fácil notar o desinteresse pela solução dos conflitos sociais. O PT permitiu as invasões e jamais se preocupará com solução para o caso. Todos opinam, mas o pivô da ferida ainda nem foi tocada.Políticos somente pensam em seus bolsos, autoridades em poder, igrejas em conversão e povo está esperando a volta de Cristo como salvador. Não seria mais simples alfabetizar os índios e assentá-los na reforma agrária? Há recursos e estrutura para isso. Usar etnias para praticar violência, crianças de escudo. Estão decretando uma guerra santa e dizer que mata em nome de Deus. Quando que vamos acordar para a vida cuidar de nossos irmãos, respeitar a propriedade alheia e cumprir nossa a missão pela qual fomos criados?
 
Sebastião alves Bandeira em 26/11/2013 08:47:19
a igreja católica explorou os índios por seculos,porque não os indenizam tambem? as pedras preciosas e o ouro estão em Roma...chega de discurso hipócrita..
 
Caio Prado em 26/11/2013 08:31:22
As terras serão demarcadas e entregues aos índios, e depois quem vai produzir alimentos para sustentar a população, e para produzir divisas ao país? Se isto acontecer o Brasil vai voltar para traz outra vez, e não é isso que o povo brasileiro espera de nossas autoridades, muito menos da igreja, embora a igreja católica não põe DEUS como padroeiro do país, mas sim uma imagem de escultura encontrada sem cabeça nas águas do Rio Tietê. Essa história contraria a palavra de Deus que diz no Salmo 33.12: Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança. Certamente pelo fato da igreja ter um deus estranho como padroeiro da nossa nação, ocorrem fenômenos vergonhosos no nosso país, como são os casos dos sem-terras e dos conflitos de indígenas com os produtores
 
Olices Trelha em 26/11/2013 08:17:51
Mesmo sendo católico alguns fatos não podem ser ignorados. O Governo brasileiro teve uma política de ocupação do Centro-Oeste; a Igreja Católica não só era conhecedora como, também, participante do processo; A Igreja, como o Governo, não percebeu que o futuro reservava problemas com essas populações, cuidadosamente mantidas em estado primitivo, longe da inserção à sociedade. A Igreja lucrou e lucra com isso, tanto quanto as ONGs. Em relação aos laudos, francamente Dom Dimas, os estudos não têm parâmetros científicos, a maior parte das populações indígenas era nômade, os índios não são mais brasileiros ou com mais direitos que os demais (nem aqui, nem no céu), é um laudo da Funai. E qual seriedade tem essa instituição? principalmente se levarmos em consideração a atuação da própria.
 
Fabiano Silva em 26/11/2013 07:54:07
A Igreja deveria dar o exemplo já que tem tanto dinheiro , compraria as terras dos produtores e as doaria para os Índios , seria um ato nobre Dom Dimas . Bilhões de Dólares no Banco do Vaticano poderiam se tornar uma forma da Igreja também resgatar sua divida Histórica com os Índios pois estavam juntos com os Portugueses e Espanhóis quando chegaram á América
 
Mauricio Almeida em 26/11/2013 04:58:42
A IGREJA QUE ENSINA SOBRE A HUMILDADE A FÉ AO PRÓXIMO ESTA REIVINDICANDO A TERRA DOS INDÍGENAS, QUE ELA PRÓPRIA adquiriu juntamente com alguns governos corruptos. É BRINCADEIRA ESTA CONVERSA. EU TENHO PENA É DE AQUELES QUE AINDA ACREDITAM NESTA IGREJA.
 
Alvaro Jose Brandão Junior em 25/11/2013 22:34:10
Engraçado que a mesma que matou por mais de um milênio aqueles que não se subjugaram a sua religião tenha direito de cobrar algo! É buscarem na história os atos praticado pela igreja se dizendo em nome de "DEUS", a mais famosa é da era dos templários(exército que matavam e pilhavam para igreja). A maior reserva de ouro do mundo esta no vaticano e a mesma em nada ajuda a humanidade, só pede!
 
Alexandre de Souza em 25/11/2013 22:19:58
É preciso muita cautela, disciplina e responsabilidade nesssa questão. O Indio nunca gostou de trabalhar e não tem interesse em produção. Já há lugares em que indios estão arrendando as terras para fazendeiros e vendendo madeira clandestinamente.
 
luiz alves em 25/11/2013 21:02:02
Oque a igreja da inquisição tem com isso?
 
Adriano Muller em 25/11/2013 19:19:13
Até que ponto o laudo da funai é confiável ? de acordo com a lei em vigor o perito tem que ser isento ideologicamente , que neste caso a grande maioria dos peritos já possuem uma estreita ligação com ongs ou cimi , a metodologia está na história oral , o que demonstra outra fragilidade devido aos interesses daqueles que são ouvidos ,algumas nações indígenas no passado eram nômades , como definir posses ou terras daqueles que não tinham um território definido ? Enfim é um problema complexo ! será que doando a terra o problema social vai ser resolvido ? Por enquanto só os pequenos proprietários rurais estão diante de um tribunal de inquisição . Mas como afirmou um filósofo no passado " Se Deus não existe tudo é permitido " ou " Uma mentira repetida várias vezes transforma-se em verdade .
 
Paulo Roberto em 25/11/2013 19:16:32
Agora quero saber qual o interesse da igreja católica nisto? tendo em vista que, quem está perto do conflito sabe o quanto o CIMI está incitando os índios a praticar a violência e agora vem dizer que quer uma solução pacífica?
 
MELISSA LACERDA em 25/11/2013 18:36:52
A funai fazer estudos e mesma coisa de pedir para um cachorro cuidar da carne no mercado. outra coisa pq não pegar um pouco da terra da igreja tbem p os sem terras que ela tanto defende.
 
vlaudemir trevizam em 25/11/2013 18:17:16
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