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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

05/08/2011 14:23

Com acidentes de trabalho acima da média do país, MS terá 35 mil vítimas em 2011

Paula Vitorino

Em todo o país, 4% do PIB são destinados para cobrir os gastos gerados pelos acidentes de trabalho

SRT apresentou dados sobre acidentes de trabalho e busca parcerias para reduzir estatísticas. (Foto: João Garrigó)SRT apresentou dados sobre acidentes de trabalho e busca parcerias para reduzir estatísticas. (Foto: João Garrigó)

O crescente número de acidentes de trabalho ano a ano em Mato Grosso do Sul deixou em alerta o SRT (Superintendência Regional do Trabalho), que estima 35 mil vítimas até o fim de 2011. O prognóstico tem como base os dados do primeiro semestre, com 8.272 acidentes.

O número de vítimas representa aumento de 19,24% em relação ao mesmo período de 2010. Campo Grande representa cerca de 25% das ocorrências.

Para a SRT, os dados chamam a atenção para a necessidade de medidas emergências com o objetivo de evitar que os números alcancem percentuais ainda maiores em 2012.

O Estado está acima da média nacional de acidentes, segundo o superintendente da SRT, Anisio Pereira. “Isso pode ser ligado ao fato de nosso Estado também estar acima da média no desenvolvimento econômico. Mas esse fator não justifica o índice alto de acidentes”, ressalta.

Em todo o Brasil, os gastos com as vítimas de trabalho representam 4% do PIB (Produto Interno Bruto), um montante de R$ 147 bilhões destinados ao pagamento dos trabalhadores afastados e a perda no âmbito de produção.

A OIT (Organização Mundial do Trabalho) estima que 6.300 pessoas morram ao dia por causa de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. Já as ocorrências de vítimas não fatais são de 270 milhões diariamente.

Os dados alarmantes foram apresentados na manhã desta sexta-feira (5) durante reunião do SRT com representantes de diversos setores ligados a segurança do trabalho. De acordo com a superintendência, o estopim para o encontro foram as duas mortes em uma semana, no mês de julho, de trabalhadores da construção civil em Campo Grande.

“As mortes nos fizeram refletir sobre a necessidade de buscar parcerias para a redução destes acidentes e das responsabilidades que cabem ao Ministério do Trabalho”, frisa o superintendente do SRT, Anisio Pereira.

Com isso, o órgão quer aumentar as fiscalizações e a qualificação dos trabalhadores, já que o superintendente considera a falta de treinamento como uma das principais causas para os acidentes.

“Essa tarefa cabe ao Poder Público, mas também aos empresários e a toda a sociedade civil. Todos devem respeitar e cumprir as normas de segurança, trabalhando como agentes fiscalizadores também”, frisa.

Setores - O levantamento da SRT revela que o setor da pecuária é o com mais número de acidentes de trabalho, sendo 1.183 no ano de 2009 – 413 destes aconteceram na criação de gado.

A estatística do mesmo ano destaca outros quatro setores com maior número de acidentes: Frigoríficos – 1809, Construção Civil – 820, Sucroalcooleiro - 581 e saúde – 538.

Apesar de não ser o setor com mais vítimas, os trabalhadores da construção civil estão entre os acidentes mais graves. Este ano foram 3 mortes. Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil em Construção Civil, Samuel Freitas, falta fiscalização por parte dos órgãos responsáveis.

“Nós estamos sempre conscientizando, mas o SRT tem o poder da autuação, mas são apenas quatro fiscais para o Estado”, frisa.

De acordo com o superintendente, a próxima etapa da reunião realizada hoje será encontros com representantes de cada categoria com mais acidentes. “Vamos discutir com cada categoria para buscar junto a elas a realidade de cada setor, só assim poderemos definir as causas e o nível de gravidade em cada profissão”, afirma Anisio.



Solução, até que tem, basta maior empenho do setor de fiscalização, que é da responsabilidade, da DRT(DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO), em fiscalizar os empregadores nas empresas no fornecimento de EPI e EPC (equipamento de proteção individual e coletiva), formação de CIPAS, e contratação do SESMT(Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho). com estas disposições básicas, pode ajudar a diminuir o índice de acidentes do trabalho, que vem aumentando gradativamente. falei.
 
Elisabeth Miranda de oliveira dos santos em 06/08/2011 12:36:45
Para o trabalhador não tem pior inimigo do que aquele que aponta a quantidade de fiscais do trabalho, como uma das variáveis de causas diretas
dos acidentes do trabalho.
Gostaria que o Campo Grande News, entrevistasse o " Presidente da CGTB,
e que o mesmo mostrasse o esforço incansável , desta central e seus filiados
dos cursos de qualificação dos trabalhadores/ das semanas de prevenção de acidentes
organizadas e incentivadas pela CGTB; mais ainda , quantos profissionais da área de segurança trabalham para a CGTB que tenham "espírito prevencionista"( a maior e mais poderosa ferramenta contra o nº de acidentes). Para conseguir resultados junto aos empresários é necessário que se apliqComentárioue um pouco da lei americana- PARA CADA MORTE OU ACIDENTE GRAVE, O RESPONSÁVEL PELA EMPRESA É
MULTADO EM US$25.000,00, IMEDIATAMENTE AO REGISTRO DA OCORRÊNCIA.
Quanto ao quadro da Construção Civil deste estado, é necessário comparar com os outros estados com igual massa de trabalhadores e acidentes, usando este PARÂMETRO como ponto de partida para auxiliar os estudiosos e profissionais a definirem as metas para os próximos 10 anos. Espero ter ajudado em algo, as pessoas
teimam em querer ver a luz do fim do tunel, sem sair da entrada do mesmo, basta caminhar com boas ferramentas e profissionais competentes para chegar lá.

Atenciosamente,

Francisco C. Squarcini
 
Francisco Carlos Squarcini em 06/08/2011 07:58:55
A ausência da DRT(Delegacia Regional do Trabalho) verificando nos locais de trabalho das empresas de acôrdo com o seu gráu de risco , o uso de Epi¹s e Epc¹s(Equipamentos de proteção individual e Coletiva) formação de Cipas¹s, contratação do SESMT(Serviço Especializado de Segurança e Medicina do trabalho) Medico, Engenheiro, enfermeiro, Técnico de Segurança do trabalho, essas são algumas das medidas que deviam, devem e deveriam ser tomadas para diminuir o alto índice de acidentes nos locais de trabalho, a conscientização dos empresários nos locais de trabalho é de suma importância, porque é através deles, é que se compram os Epi¹s e Epc¹s, autorizam a formação das Cipas, e contratação dos profissionais especializados, caso não respeitem as normas, serem notificados pela DRT-MS.
 
Pedro Sebastião Nantes dos Santos em 05/08/2011 09:58:14
A ausência de fiscalização, da DRT( Delegacia Regional do Trabalho), nos locais de trabalho, observando o uso dos EPI e EPC (Equipamento de Proteção Individual e Coletiva), Cipas, contratação do SESMT ( Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho), composto por medico, engenheiro, emfermeiro, técnico de segurança do trabalho), enfim são essas algumas das medidas básicas, que ajudariam a diminuir o alto índice de acidentes do trabalho no Estado MS.




 
PEDRO SEBASTIÃO NANTES DOS SANTOS em 05/08/2011 09:20:31
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