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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

03/08/2013 11:12

Com fim de trégua, índios ameaçam invadir e produtores prometem resistir

Zemil Rocha
Funcionários da Funai atendendo indígenas na Fazenda Cambará (Foto: Arquivo)Funcionários da Funai atendendo indígenas na Fazenda Cambará (Foto: Arquivo)

Produtores rurais e indígenas da região de Sidrolândia (MS) estão apreensivos com a falta de uma solução efetiva do governo federal para desapropriação das terras que vão elevar a Reserva Buriti de 2.090 hectares para 17,2 mil hectares. Indígenas prevêem novas e iminentes invasões de fazendas, caso não o governo federal não apresente uma proposta financeira de compra das terras, anunciada pela presidente Dilma Roussef. De outro lado, proprietários rurais avisam que vão resistir e que mais mortes podem acontecer.

Dono da Fazenda Cambará, invadida há dois meses pelos indígenas, Vanth Vanni Filho admite que sem uma solução, nesta segunda-feira (5), há o risco de conflitos violentos. “Pode haver conflito sim e morte dos dois lados. Tem gente que nem está se importando mais se vai matar o u morrer. Ninguém aguenta mais. Ou tem atitude governamental ou vamos partir para o tempo antigo”, afirmou o ruralista.

O cacique da Aldeia Buriti, Antonio Aparecido, confirma o clima de expectativa e de possibilidade de reação imediata caso não haja uma solução. “Vamos ver na segunda-feira de manhã, na reunião com a comissão. O governo prometeu comprar a terra. Se o governo não quiser confusão, vai ter de dar resposta na segunda”, disse. “Tudo depende disso para a retomada de quatro áreas que falta para chegarmos aos 17 mil hectares”, acrescentou.

Vanth Vanni reclamou do atraso na avaliação das 30 propriedades que estão em vias de passarem a integrar a Reserva Biriti. “Tivemos várias reuniões, mas ainda não começaram os trabalhos. O que a gente espera é ter na segunda-feira uma posição positiva. Estamos impedidos de trabalhar, no sufoco”, reclamou o fazendeiro. “O governo tomou a frente e disse que ia resolver. Mandar aqui três ministros, reunir com a sociedade e governantes locais e não dar nenhuma resposta á população, aí é falta de autoridade”, acusou ele, enfatizando que, havendo lacuna de ação estatal, as partes envolvidas podem acabar buscando solução direta, com possibilidade de invasão e retaliação.

Ricardo Bacha, dono da Fazenda Buriti, declarou que todos estão muito apreensivos, tanto índios quanto proprietários rurais. “Construiu-se nesse processo, com participação de vários atores, de que toda área do Buriti fosse comprada pelo governo federal, com a participação do Ministério da Justiça, do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que esteve aqui, da igreja, com o Dom Dimas avalizando esse acordo de compra das terras, com a AGU (Advocacia Geral da União)”, lembrou Bacha. “A presidente Dilma mandou comprar e foi isso que Gilberto Carvalho falou. Eu acredito que vão nos trazer uma proposta na semana que vem. Não posso imaginar que o governo da República seja irresponsável nesse nível de não cumprir o acordo”, ponderou.

Para Bacha, o maior empecilho à solução é o Ministério da Justiça, que teria impedido que a equipe de avaliação fosse às áreas para dar os preços. “O Ministério da Justiça segurou. Sua intenção é de enrolar, tem a determinação de levar o problema com a barriga”, atacou o fazendeiro. “Mas tenho esperança que a presidente da República mande mais do que seu ministro da Justiça”, alfinetou.

Quanto ao risco de conflito, Ricardo Bacha lamenta que a trégua possa estar no fim. “Expectativa era de que a guerra lá já tivesse acabado, apesar de os índios continuarem matando gado, como tem ocorrido na fazenda da Dona Dalva, perseguindo e matando gado à bala e Força Nacional presente e omissa”, afirmou o ex-deputado estadual e ex-secretário de Fazenda.

Apesar disso tudo, Bacha entende que há um cenário maior a ser considerado, que é justamente a desapropriação com pagamento de preço justo, em dinheiro e à vista pelas terras. “Fomos expulsos de nossa terra. Perdemos direito de trabalhar”, observou o fazendeiro.

Indagado se já tem uma estimativa de quanto é o valor mínio pela área de conflito, que inclui 30 fazendas somando 15,2 mil hectares, das quais pelo menos 25 estão invadidas, Bacha respondeu: “Não temos esse valor. Tem comissão nomeada para fazer isso. Tenho informação de que não desceu a campo porque o ministro Justiça segurou”.

A crise na região é antiga, havendo fazendo que está invadida pelos indígenas há 13 anos. “É o caso de uma fazenda de um pessoal que plantava tomada, de italianos, do Edson”, informou Vanni.

 

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SAMUEL GOMES TERENA

Vai trabalhar isso sim, essas terras são dos PRODUTORES.. eles compraram, adquiriram com o dinheiro de trabalho. Você sabe o que é isso trabalho? Porque se você passar em frente de aldeia você só vê índio atoa, e por isso que eles não tem nada!
Quem produz aqui no estado é o produtor não esses índio que não fazem nada o dia todo. Pra que que esses índios querem terras? para acabar com elas?
o que devia acabar era índio isso sim. NÃO AS DEMARCAÇÕES DE TERRAS
 
Claudia Souza em 05/08/2013 15:54:11
Samuel gomes, com certeza a RAZÃO É A NOSSA ARMA , PORQUE COMPRAMOS E PAGAMOS ESSAS TERRAS PORTANTO TEMOS DIREITOS ADQUIRIDOS QUE NÃO ESTÃO SENDO RESPEITADOS NEM PELA JUSTIÇA E POR NINGUÉM.
 
sonia maria ribeiro em 05/08/2013 10:18:07
NINGUÉM TEM O DIREITO DE INVADIR E TOMAR AS COISAS ALHEIAS SÓ POR IDEALISMO PRINCIPALMENTE FOMENTADO PELO GOVERNO DO PT QUE "LAVA AS MÃOS" POR PURA INCOMPETÊNCIA.
"IMPEACHMENT JÁ!!
 
Paulenir de Barros em 04/08/2013 08:38:43
nilson..e desde quando esse governo alguem manda?..falou em meter a mão no bolso(apesar que quem vai comprar as terras somos nós contribuintes)o governo se esconde, o tal ministro veio comer um churrasco com os **COMPANHEIROS** ..só isso. afinal só para isso que servem..comer e fazer na privada o que fazem na fazem na vida publica...triste
 
marcelo gomes em 04/08/2013 04:37:03
depois do conflito e das mortes vem um monte de gente dizendo que nao sabia de nada. Indios indignados de um lado e fazendeiros injuriado do outro, so pode dar me... mesno
 
Alex Andre De Souza em 03/08/2013 23:43:04
Os fazendeiros estão novamente ameaçando de que "outras" mortes vão ocorrer. Ou seja eles vão matar mais índios. Nem ao menos esperaram a resolução final e já começam a latir como cães ferozes em tom de ameaça. O homem branco tem duas palavras, e não cumprem o que prometem, acreditam que as terras são suas mas a comunidade indígena sabe que tudo isso é ilusão e tem certeza que os verdadeiros invasores são eles e sabem também que não sairão pacificamente, porque possuem armas de fogo, fuzis e a única arma do índio é a razão. PAZ NO CAMPO, DEMARCAÇÃO JÁ!!!
 
samuel gomes TERENA-campo grande em 03/08/2013 17:17:32
É GUERRA!!! OS PRODUTORES TEM QUE SE ARMAR E PARTIR PRO CONFRONTO, PARA DEFENDER OS SEUS DIREITOS A PROPRIEDADE. QUANTO AOS ÍNDIOS Q ACHAM QUE SÃO DONOS E VÃO LUTAR TAMBÉM.. TERRAS, ETNIAS, INJUSTIÇAS E POLITICAS MALVERSADAS, SEMPRE FORAM MOTIVOS DE GUERRA NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE E NÃO MUDARA NUNCA.. A PAZ SÓ VIRA COM O RESPEITO TOTAL DE UMA DAS PARTES EM RELAÇÃO AS OUTRAS.. SEMPRE SERA ASSIM; HAVERA OS MAIS FRACOS, OS MAIS FORTES, OS QUE MANDAM E OS QUE OBEDECEM.. GERALMENTE SE DEFINE ISSO COM AQUELES QUE PERDEM A GERRA.. EXEMPLO RECENTE "GUERRA DAS MALVINAS" NA ARGENTINA!!! OS ARGENTINOS SOFREM COM O RABO ENTRE AS PERNAS ATÉ HOJE AS CONSEQUÊNCIAS DO DESASTRE CAUSADO POR DISPUTA TERRITORIAL E POLITICA MALVERSADA.. E AQUI EM BREVE VEREMOS MUITO SANGUE SE OS PRODUTORES FOREM MESMO MACHO
 
CARLOS LIMA em 03/08/2013 15:24:41
A Funai e o MPF ignoram qualquer tipo de direito dos proprietário:são expulsos, casas queimadas, bens e gado roubados, enquanto as milícias indígenas armadas bloqueiam estradas, cobram passagem, chantageiam comércio. Índios trabalhadores em fazendas, que se sustentam com dignidade, estão sendo impedidos de adentrar em áreas invadidas. Trabalhador é suspeito. Para o MPF, retomada não é invasão. Se fosse na casa deles teriam a mesma opinião?Pimenta nos outros é refresco, não? Advogado do Cimi afirma que "Pela lei terena a terra é indígena". Não é uma graça?
 
Valfrido M. Chaves em 03/08/2013 13:23:10
O que o ministro da justiça veio fazer aqui mesmo?
 
Nilson André em 03/08/2013 11:41:33
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