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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/11/2014 18:10

Com um estupro a cada sete horas, Estado é vice no ranking nacional

Lidiane Kober

Mato Grosso do Sul registrou 1.263 estupros no ano passado e ocupa a vice-liderança nacional no índice de casos por habitantes. Os dados constam no mapa da violência, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em média, ocorre um estupro a cada sete horas no Estado. 

De acordo com o levantamento, de 100 mil habitantes do Estado, em média, 48,7 são vítimas de estupro. A taxa é a segunda mais alta do país, atrás apenas de Roraima, com índice de 66,4 casos por 100 mil habitantes.

Apesar da posição desconfortável no ranking nacional, o número de estupros caiu, em comparação a 2012. No período, foram registrados 1.358 casos contra 1.263, no ano passado, uma queda de 6,9%.

Titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Roseli Molina faz algumas ponderações em relação ao levantamento. Primeiro, ela frisa que o dado não computa apenas vítimas mulheres, mas também crianças, adolescentes e até homens.

Outro ponto destacado pela delegada é a teoria de que os casos aparecem mais no Estado por conta da “resolutividade dos crimes que encoraja as mulheres a denunciar” o abuso.

“Levantamento nacional aponta que de cada 10 estupros, três são denunciados. Pelo menos em Campo Grande, a situação é diferente porque humanizamos o atendimento e fazemos questão de divulgar as prisões e mostrar resolutividade por acreditar que isso encoraja a denúncia e inibe o agressor”, frisou Roseli Molina.

Segundo ela, a teoria se confirma na quantia de prisões efetuadas no Estado, em comparação aos demais. “Temos um alto número de prisões”, destacou. A delegada, porém, não apresentou balanço dos dados.

Ela lembrou ainda que o crime é resultado de uma sociedade machista e defendeu mudanças por meio da educação. “É uma questão cultural, não só de Mato Grosso do Sul, mas, por exemplo, da Índia, onde se estupra mulheres em ônibus”, ponderou.

Para a delegada, só a educação é capaz de mudar essa realidade, associada a prática de denunciar o abuso. “O estupro é um crime alarmante, mas é preciso que se denuncie para que cada denúncia, iniba um outro crime”, apelos.

Até meados de outubro, segundo Molina, 55 casos de estupro chegaram à Deam. Em 2013, foram 89 ocorrências.



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