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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

25/05/2012 14:36

Comitê irá apurar no Estado violações de direitos humanos na didatura

Luciana Brazil
Comitê definiu na manhã de hoje os regimentos internos da comissão. Comitê definiu na manhã de hoje os regimentos internos da comissão.

Com o objetivo de apurar as violações dos direitos humanos no Estado, vividas por vítimas da ditadura militar, foi criado na manhã desta sexta-feira (25), o Comitê Estadual Memória, Verdade e Justiça de Mato Grosso do Sul que terá como finalidade principal colaborar com a Comissão Nacional da Verdade, instalada pelo Governo Federal, no dia 16 de maio deste ano.

Dentre as finalidades do comitê estadual, está o esclarecimento dos casos de tortura, morte, ocultação de cadáver e desaparecimentos, que eram comuns na época. Além disso, a comissão quer identificar as instituições que estiveram relacionadas à violação de direitos humanos.

No Estado, Corumbá, a 419 km de Campo Grande, foi o foco da resistência, onde a ação dos militares foi atuante, como contou uma das testemunhas da época. “O governo dizia que nós estávamos insuflando as pessoas contra eles. Era a desculpa que eles davam. Eu trabalhava em um banco, era sindicalista, vereador e juiz classista. Fui mandado embora do banco sem motivo algum. Eles achavam que nós tínhamos o poder manipular as pessoas”, lembrou Benedito Rodrigues da Costa, 70 anos, aposentado.

Benedito teve sorte, já que ficou apenas um dia prestando depoimentos, diferente de outros prisioneiros.

Considerado testemunha viva da ditadura no Estado, sendo um dos poucos a sofrer as maldades da repressão, Waldemar Dias de Rosa, 78 anos, era vereador e secretário do PTB (Partido Trabalhista do Brasileiro), cargo que incomodava os integrantes do governo.

Na manhã de hoje, ele lembrou os 32 dias que passou preso no navio-prisão, em Corumbá. Ele ressaltou que quer ser um colaborador da comissão. “O principal objetivo do comitê é restabelecer a verdade. É importante que não haja distorção. Vou ser um colaborador para o que o comitê precisar”.

Waldemar, que foi também proprietário de emissora de rádio e televisão, disse que não sofreu agressões físicas, mas fez questão de lembrar que sabe de muitos casos de tortura e violência. “A gente sabe de muita coisa. Inclusive, no Rio de Janeiro a situação era bem mais crítica”.

O encontro do comitê aconteceu no DCE (Diretório Central de Estudantes) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e contou com a presença de estudantes, representantes de instituições e interessados na causa. Durante toda a manhã, os participantes votaram o regimento interno que irá reger a comissão.

Navio-prisão: O navio, que funcionava como uma prisão, ficava em Corumbá, que ainda fazia parte de Mato Grosso (O Estado foi dividido em 1977). O governo não dispunha de muitos lugares para deixar os presos, por isso os prisioneiros eram levados para o navio. “Eu fiquei quatro dias na unidade do Exército e depois fui levado para o navio e fiquei na enfermaria”, contou Waldemar.

Segundo Lairson Rui Palermo, advogado que encabeça a comissão estadual, Mato Grosso do Sul teve aproximadamente mil vítimas durante a ditadura militar.

Lairson defende mais de 30 pedidos de indenização na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

Comissão de Anistia A comissão foi instalada pelo Ministério da Justiça, em 2001. O objetivo é analisar os pedidos de indenização feitos por pessoas que foram impedidas de exercer atividades econômicas por motivação política, no período 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988.

Existe mais de 60 mil processos para serem julgados em Brasília referente a pessoas que sofreram com a ditadura.



Ditadura? E houve Ditadura no Brasil?
Procurem o real significado da palavra Ditadura e se perguntem se realmente aconteceu no Brasil. Pessoas leigas no assunto devem ficar de bico calado! Primeiro estudem, depois comentem. Graças ao Regime Militar da época, o Brasil hoje não tem problemas como as FARCs da Colômbia.
Comunismo... Jamais!
Imaginem hoje se os militantes fossem ativo? Estávamos FDP
 
Danilo Camargo em 30/05/2012 11:13:14
Comunismo nunca mais! Graças ao Estado da época, hoje não existem as "FARBs" (brasileiras).
Os militares poderiam manter seu poder até hoje, porém, graças a política brasileira, entregaram aos governos civis (Tancredo Neves) com Universidades Federais e estabilidade econômica.
As Forças Armadas sempre prezaram pela PAZ

Lembrem-se:A corrupção é o crime de maior gravidade do nosso país!
 
Alexandre Paiva em 30/05/2012 04:36:33
Boa sorte para o trabalho da Comissão! O Brasil só será um país sério em todos os sentidos se aprender a respeitar sua memória e não ter medo de debater sua história! Não se constrói o futuro e não se vive o presente sem compreender o passado! E não existe mal maior do que viver em uma ditatura que, infelizmente, ainda está presente, ao menos como ranço cultural, em setores de nossa sociedade.
 
Roberto Ferreira Filho em 26/05/2012 11:45:33
Enquanto inúmeros crimes acontecem todos os dias, assassinatos, roubos, furtos, sequestros, trafego de pessoas, pessoas desaparecidas que nunca são encontradas, tudo isso precisando de investigação, gasta-se fortunas pra ficar investigando coisas que em nada de bom acrescenta a sociedade. Ao invés de estudar o passado pra viver melhor o presente e planejar o futuro ficam presos no passado.
 
Luiz Alves em 26/05/2012 11:26:51
COMITÊ, MEU CONSELHO E DE DEUS, É ESQUECER DO PASSADO, QUEM VIVE DO PASSADO É LAGEDO, ESPERANDO AS ÁGUAS VOLTAREM, DEUS NOS QUER INDO PARA FRENTE, NÃO PARA TRÁS COMO CARANGUEIRO, ÁGUAS PASSADAS NÃO MOVE MOINHO, DIZ DEUS, ATRAVÉS DE SUA PALAVRA, BÍBLIA SAGRADA EM ISAIAS, 43, V. 18, PORTANTO, VAMOS OBEDECER A DEUS, NÃO AS NOSSAS VONTADES DE MÁGOAS, RIXAS, RAIVA, ÓDIO, POIS SÃO COISAS ASSASSINAS.
 
pedro braga em 26/05/2012 08:33:29
Eu prefiro a ditadura pois assim o Brasil seria sério de verdade!
 
Marcos Souza em 26/05/2012 07:29:12
PORQUE ESSE COMITÊ NAO DEBATE OUTROS ASSUNTOS ATUAIS E MAIS IMPORTANTES??? COMO A VIOLENCIA, CORRUPÇÃO DOS POLÍTICOS, SAÚDE...... HEIN?????????????
 
emerso de oliveira em 26/05/2012 05:38:58
Espero que essa comissão verifique os dois lados, tanto os militares como os militantes, que escondidos na bandeira da democracia, tentavam implantar outro tipo de governo no Brasil, o que estamos vendo ultimamente é somente um lado da moeda, criticando os militares, esquecendo dos sequestros, assaltos e mortes realizadas pelos militantes de esquerda.
 
Waldemir da Silva Fernandes em 26/05/2012 02:50:15
ENQUANTO ISSO NOS BASTIDORES, OS SUSPEITOS SÃO ASSASSINADOS PELOS AGENTES PÚBLICOS DO ESTADO QUE VIVEM RECEBENDO ELOGIO DA POPULAÇÃO. OS COMENTÁRIOS NO CAMPO GRADE NEWS É UM EXEMPLO DISSO: PESSOAS VIVEM ELOGIANDO QUANDO UM SUSPEITO É ASSASSINADO EM SUPOSTA TROCA TIROS. E VIVA A INDEPENDÊNCIA OU SERIA INCOMPETÊNCIA?
 
MARIVALDO ABDIAS em 26/05/2012 01:45:00
Olha comissão!! Aproveite e veja as desumanidades que acontece hoje em tempos de libertinagem total digo liberdade total.. Aqueles da ditatadura pelo menos tinha uma causa e era uma guerra e não eram inocentes.. Os de hoje a unica causa que tem é a inocencia e o abandono.. É uma pena que se gate tanto dinheiro publico com o passado por puro revanchismo e deixa de assistir a tantos necessitados....
 
carlos lima em 25/05/2012 11:15:04
Ditadura só os ditadores gostam. Acho que isso já passou e o que me preocupa, além da violência dos bandidos, são as atrocidades cometidas sobre gente inocentes, por pessoas que deveriam prezar pelo contrário. A Legislação sobre segurança deve ser reeditada para punir todos que cometam crimes, inclusive PMs.
 
Jorge Junior em 25/05/2012 05:50:27
Como disse o saudoso Ulisses Guimarães: "Da ditadura eu tenho ódio e nojo!"
Em agosto de 1982, apenas por discursos mais "inflamados" na campanha do Dr. Wilson Barbosa, passei por um interrogatório de 5 horas na Polícia Federal.
Foi só tortura psicológica, mas doeu e ainda dói. Boa sorte para a Comissão!
 
Hilda França em 25/05/2012 05:29:33
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