A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/08/2011 11:57

De mil candidatos em concurso do MPE, só 2 passam pela prova escrita

Marta Ferreira

Está sobrando vagas e faltando aprovados no concurso que o MPE (Ministério Público Estadual) lançou em abril deste ano para preencher 11 vagas de promotor de Justiça em Mato Grosso do Sul. O processo seletivo realizou, até agora, duas fases, e dos mil candidatos que se inscreveram, só dois se mantém na disputa.

A remuneração envolvida não foi divulgada nos editais do concurso, mas gira em torno de R$ 14 mil. Além das 11 vagas ofertadas, 10% para deficientes físicos, existe a possibilidade de outras convocações durante a validade do processo seletivo, para preencher vagas que surgirem no MPE.

Pelo andar do concurso até agora, não haverá aprovados nem para as primeiras vagas criadas. Os candidatos Ludmila de Paula Castro Silva e Rafael Dopico da Silva foram os únicos que tiveram média maior que 5 em todas as provas, conforme aviso publico hoje pela comissão responsável pela realização do concurso.

Até agora, foram realizadas a prova preambular e a prova escrita, em que os candidatos têm seus conhecimentos jurídicos testados.

Pelo regulamento do concurso, ainda faltam cinco fases, a avaliação psicológica, a investigação social sigilosa, as provas orais, a prova de título, e o exame de sanidade física e mental.

Os dois candidatos aprovados, conforme o Campo Grande News apurou, são de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do MPE para saber o que vai ser feito diante desse resultado, mas a informação dada é de que o setor estava em horário de almoço.



A profissão que exercí até alcançar a aposentadoria me proporcionou um convívio quase que diário com vários profissionais advogados criminalistas e cíveis. Não me estranha nada esse resultado noticiado na matéria em pauta.
Eu que mal completei a oita série do fundamental, ficava indignado com os conhecimentos gerais e de nossa língua portuguesa demonstradas por uma grande maioria de nossos advogados. Agora imaginem essa gama de recém formados que vivem em busca de concursos pra tudo quanto é canto do nosso país, porém, vive enterrados nos sites de relacionamentos onde encontramos os mais absurdos erros e vícios em nossa linguagem!
 
Ezio José em 10/08/2011 12:41:28
.Bom pelo visto quem postou algum desses comentários acima não tem a menor ideia do que estão falando. Sou concurseiro e conheço muitos outros, que estudam já a mais de 5 anos e possuem um alto conhecimento, inclusive que já chegaram em fase oral em outros Estados. Botar a culpa nos candidatos é muito mais fácil, do que reconhecer que a vaidade de certos examinadores extrapolou os limites do razoável. Hoje em dia chegar à conclusão que no Estado de Mato Grosso do Sul não há nenhum candidato apto a ingressar no Ministério Publico é um absurdo de tal tamanho, como somente existirem 6 canditados aptos no Brasil inteiro para fazer uma prova escrita para ingresso na carreira de Procurador da República. Não sei qual é o objetivo desses concurso, mas com certeza aprovar quem merece não é.
 
Miguel Carvalho em 09/08/2011 10:49:19
Aos Bacharéis que defendem o fim do exame de ordem: reclamem agora com o Ministério Público. O processo seletivo deve ser rigoroso. No Exame de Ordem, onde há menos rigor o índice de aprovação é da faixa de 11%. A classe juridica deve ser protegida através de processos seletivos rigorosos. Que se cobrem das universidade uma melhoria do ensino, e que cada aluno tenha em mente que a preparação para eventuais concursos deve se iniciar já no primeiro ano da universidade. A falta de preparo é visível, está faltando seriedade nos estudos e fiscalização da qualidade de ensino das universidades pelo MEC.
 
Edson Junior em 09/08/2011 06:45:12
Estranho que para um concurso destes só tenham tido 1000 inscritos não? Quantos que, assim como eu, gostaria muito de participar de um certame destes, porém a taxa de inscrição já é tão alta, que elimina de pronto muitos que, como eu, já são barrados de imediato. Por outro lado, o baixíssimo índice de aprovação, reflete o baixo índice de qualidade nos estudos ou o baixo índice de absorção das matérias pelos alunos? Será que todas as profissões não estariam andando ao largo da nossa?
Voltando à taxas de inscrição, se os concursos jurídicos tivessem suas taxas de inscrição mais acessíveis, ñão absorveriam uma gama maior de competidores e talvez uma gama maior de aprovação? Vamos refletir?
 
Wilhelm Leidemmann Voss em 09/08/2011 04:44:57
O baixo indices de aprovação sera palo nivel alto das provas ou o baixo nivel dos candidatos.
Nenhum sul-matogrossense teve a capacidade de ser aprovado, pessoal vamos estudar, levar a coisa a serio, ou querem somente um diploma de nivel superior.
 
Camila Leal em 09/08/2011 04:13:07
Pelo visto os baixos índices de aprovação não são exclusividade dos exames da OAB...
 
Ana Eliza em 09/08/2011 01:50:00
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions