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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/01/2012 16:07

Concurso para professor aprova só 198, de um total de 6 mil candidatos

Marta Ferreira
Roberto Botarelli vê problemas na prova, mas também na formação de professores. (Foto: João Garrigó)Roberto Botarelli vê problemas na prova, mas também na formação de professores. (Foto: João Garrigó)

No ano passado, o Governo de Mato Grosso do Sul se comprometeu a contratar, até 2012, pelo menos 2 mil professores, para substituir os convocados, aqueles que não passaram por seleção, mas são chamados para dar aulas para suprir a demanda. O primeiro processo seletivo em curso mostra que a tarefa não sai ser fácil: de um universo de 6 mil inscritos no concurso, só 198 foram aprovados e chegaram até fase de prova de títulos, que, atualmente, está na fase de recurso da pontuação obtida pelos candidatos para a divulgação do resultado final.

Isso quer dizer um índice de aprovação inferior a 4%. Significa, também, que das 545 vagas disponibilizadas pelo menos 347 não vão ser preenchidas. Esse número pode aumentar, pois ainda podem haver desistências, como lembra o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Ensino de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli.

O Governo do Estado ainda não divulgou o que vai fazer diante dessa reprovação tão alta. Hoje cedo, o governador André Puccinelli (PMDB) comentou o resultado ruim da prova dizendo que professor “deve ser professor geral”. A previsão é que os aprovados do atual concurso tomem posse para o início do ano letivo, em fevereiro.

O presidente da Fetems enxerga dois fatores principais para a baixa aprovação, o primeiro relacionado à prova. Para ele, o conteúdo cobrado em boa parte da prova objetiva foi inadequado. Na parte de conhecimentos gerais foram várias questões sobre economia, afirma o presidente da Fetems. “Professor deve ter conhecimento de atualidades sim, mas não apenas de economia”.

Na avaliação dele, faltou conteúdo ligado à educação, como por exemplo as legislações da área.

Botarelli questiona a qualidade da prova, também. Ele afirma que o fato de terem sido anuladas 21 questões é um indicativo de que alguma coisa não correu bem.

Formação-O outro problema observado pelo sindicalista é relacionado à formação dos professores. Para ele, há uma deficiência que vem desde a faculdade, que não prepara bem os homens e mulheres que escolhem ser professores.

Botarelli afirmou que diante da sobra de vagas desse concurso, a Fetems vai solicitar ao Governo do Estado que no próximo concurso, previsto para o segundo semestre deste ano sejam ofertas as vagas antes previstas e as vagas que sobrarem.

Até lá, esses lugares continuarão sendo ocupados por professores convocados. A previsão, conforme o acordo feito no ano passado, era de que fossem pelo menos 600 vagas no concurso a ser realizado no segundo semestre.



Tendo em vista a quantidade de questões anuladas fica a "dúvida" ... Os cadidatos que prestaram a prova que são ruins ou quem elaborou as questões. Uma vez que 21 questões anuladas se torna um número significativo no resultado final. Me desculpe Sr. Governador, mas antes de dizer que os candidatos estão despreparados é preciso rever e analisar aqueles que irão eleborar as provas.
 
Rozaly Tucan em 08/01/2012 11:06:40
Antes de dizer que os professores que prestaram este concurso são ruins é preciso analisar a prova aplicada. Conheço muitos professores que fizeram esta prova que tiveram uma pontuação muito boa na sua área e em língua portuguesa. Essa prova não serve para aferir a qualidade dos professores que temos.
 
Maria Cecília de Werk Neta em 04/01/2012 09:45:02
(cont.) Realmente concordo com o senhor governador, que provavelmente quis dizer que é muito importante a interdisciplinaridade, que o professor não deve se ater apenas à sua disciplina, porém somos incentivados a não cobrar de nossos alunos nas avaliações questões descontextualizadas, que valorizariam a "decoreba", mas foi o que aconteceu conosco. Obrigada.
 
Josy Araujo em 04/01/2012 09:02:02
(cont.) ...que o senhor disse que um "professor geral" deve saber. Não acredito que por ter faltado acertar apenas uma questão de Atualidades para ter passado (como aconteceu no meu caso) me faz uma professora mais ou menos competente.
 
Josy Araujo em 04/01/2012 08:50:48
Fiz a prova, fui muito bem na parte específica, na de Língua Portuguesa ( que é o que acho que realmente interessa no meu trabalho como professora), e Legislação, mas, realmente senhor governador, não tenho tempo para "decorar" por exemplo, que o total de financiamentos em relação ao tamanho da economia brasileira representa 48% do PIB, e não 52% ou 65%, ou outras informações ... (continua...)
 
Josy Araujo em 04/01/2012 08:42:37
Excelentíssimo Sr.Governador, deixe para 30% o número de acertos em "atualidades brasileiras" que este número será elevado significativamente. Por que o edital não especificou então "fatores econômicos brasileiros", pois ai sim, teria sido mais obejtivo. Atualidade brasileira "Escola de Governo" não é só economia viu! Ah, e por que não foi licitada uma instituição para fazer o concurso?
 
Otavio Duarte em 04/01/2012 06:59:35
Esqueceu do mais importante o péssimo salário oferecido, creio que esta é a maior causa das notas, visto que caso não passe no concurso para ser um "educador", qualquer outro bico supre suas necessidades básicas. Aliás, vale lembrar que qualquer vendedor de sapato ou de sorvete ganha o salário oferecido por Mato Grosso do Sul e o resto do Brasil. Hoje ser educador é um ato de solidariedade. Triste
 
Luís Fidalgo em 04/01/2012 06:19:17
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