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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

15/06/2012 20:59

Confronto deixa 17 mortos na fronteira do Paraguai e MS

Nyelder Rodrigues
Policiais carregam o corpo de colega morto em confronto dessa sexta-feira (Foto: Jorge Adorno/Reuters)Policiais carregam o corpo de colega morto em confronto dessa sexta-feira (Foto: Jorge Adorno/Reuters)

Pelo menos 17 pessoas foram mortas após um confronto entre policiais e sem-terra no distrito paraguaio de Curuguaty, próximo à fronteira com o Brasil, nos municípios de Mundo Novo e Coronel Sapucaia.

Cerca de 300 policiais e 150 sem-terras se envolveram no conflito que aconteceu por causa de uma reintegração na região. De acordo com a agência Reuters, nove sem-terras e oito policiais morreram, um deles a caminho de atendimento na capital Assunção.

Segundo relatos de policiais envolvidos no confronto, os ocupantes das terras que seriam reintegradas possuem armas pesadas, como fuzis M-16, e vários deles sabem manuseá-las. Aproximadamente 80 policiais ficaram feridos, alguns deles ainda em estado grave.

Localizado no departamento de Canindeyú, o distrito de Curuguaty fica a 240 quilômetros de Assunção. Na região, há várias lavouras de soja e áreas usadas para a criação de gado, além de plantações de maconha, que também são ilegais no país.

Reintegração - A área que seria reintegrada é uma reserva natural pertencente ao empresário Blas Riquelme. Medindo 2 mil hectares, a área é apontada como irregular pelos ocupantes, já que é fruto de uma distribuição de terras entre aliados da ditadura do general Alfredo Stroessner, de 1954 até 1989.

Renuncia - O Ministro do Interior, Carlos Filizzola, e o comandante da Polícia Nacional, Paulino Rojas, deixaram os cargos que exercem a disposição após pressão feita pelo congresso paraguaio. O presidente Lugo aceitou a saída.



A situacao dos confrontos na fronteira entre o Paraguai x Mato Grosso ja foi estabilizada/
 
Valeria Oliveira da Silva Domingues em 28/06/2012 12:32:00
o governo do paraguai fez a reitegraçao porque a terra era de um senador deles se fosse de um brasiguaio estava penando nas maos dos campesinos.
 
ademar faria em 16/06/2012 07:53:25
No Paraguai a coisa pega de verdade. Os governantes da América Latina têm que saber lidar com o prolema da propriedade. Direitos nem todos têm, visto que esse é um direito constitucional portanto legal. Tomar pela força abre graves precedentes, movimentos ilegais e com entranhamentos políticos originam o caos, são alijados da essência social que deveriam pregar.
 
Fernando Andrighetti em 15/06/2012 09:38:50
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