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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

12/12/2010 10:21

Conselho quer fim da reprovação até o 3º ano e alfabetização até os 8 anos

Amanda Cieglinski, da Agência Brasil

Regras estão em parecer que deve ser publicado no Diário Oficial

As novas diretrizes curriculares para o ensino fundamental de nove anos foram aprovadas pelo CNE (Conselho Nacional de Educação). Uma das determinações do órgão é que todos alunos devem ser plenamente alfabetizados até os 8 anos de idade. O CNE ainda “recomenda fortemente” que as escolas não reprovem os alunos até o 3° ano dessa etapa.

O parecer já foi homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e deve ser publicado terça-feira (14) no Diário Oficial da União. “Nossa orientação é muito clara: todas as crianças têm direito de aprender e as escolas devem assegurar todos os meios para que o letramento ocorra até os 8 anos de idade. Não é uma concepção simplista de que defendemos a aprovação automática”, explica o conselheiro César Callegari, relator do processo.

O parecer recomenda que os três primeiros anos do ensino fundamental sejam considerados um bloco único, um ciclo de aprendizagem. Durante esse período, a escola deve acompanhar o desempenho de cada aluno para garantir que ele seja alfabetizado na idade correta. O texto ressalta que cada criança tem um ritmo diferente nesse processo, que, por isso, deve ser contínuo.

"Assim como há crianças que depois de alguns meses estão alfabetizadas, outras requerem de dois a três anos para consolidar suas aprendizagens básicas, o que tem a ver, muito frequentemente, com seu convívio em ambientes em que os usos sociais da leitura e escrita são intensos ou escassos, assim como com o próprio envolvimento da criança com esses usos sociais na família e em outros locais fora da escola", diz o documento

“A descontinuidade e a retenção de alunos têm significado um grande mal para o país. Sobretudo para crianças nessa fase, não tem cabimento nenhum atribuir à criança a insuficiência da aprendizagem quando a responsabilidade é da escola”, defende o conselheiro César Callegari.

O parecer determina quais são as disciplinas básicas do ensino fundamental, atualizando o currículo após a criação de leis que tornaram obrigatório, por exemplo, o ensino da música. O próximo passo do conselho, segundo Callegari, será determinar “expectativas de aprendizagem” para cada fase, ou seja, o que cada criança brasileira tem o direito de aprender em cada série ou bloco. O Ministério da Educação (MEC) está trabalhando nisso junto com estados, municípios e pesquisadores.

“Isso tem a ver com a subjetividade do direito, as crianças têm direito não só à educação, mas à aprendizagem. Nós temos que dizer com clareza quais são essas expectativas para que todos se comprometam com a sua realização”, afirma.

O conselheiro acredita que essa definição irá orientar a organização dos currículos, que, na opinião dele, hoje se pautam por avaliações como a Prova Brasil e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “É uma inversão completa. São os currículos que devem orientar as avaliações e não o contrário. Queremos que as escolas e sistemas de ensino construam seus currículos, mas a partir dessas expectativas. Isso é particularmente importante neste momento em que vivemos uma fragilidade na formação inicial dos professores”, avalia.

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nao demora muito quando uma criança nascer , o pediatra vai entregar pra éla o diploma de formação superior, olha se fizer isso, ninguem vai achar ruim não pode acreditar, ninguem reprova ninguem a propria pessoan que reprova, isso é uma vergonha....
 
paulo g, dias em 12/12/2010 10:47:00
É ESTE GOVERNO CADA VEZ ME SURPRENDE MAIS.
NO FUTURO VEREMOS O TIPO DE PROFISSIONAL QUE ESTAREMOS FORMANDO ( MEDICOS, ADVOGADOS, ENGENHEIROS E ETC) SE HOJE NAO REPROVA MAIS, O QUE SERA DA GRADUAÇÃO DAQUI ALGUNS ANOS?
 
JULIO CESAR em 12/12/2010 05:58:45
O problema não é aprovar ou reprovar. A questão é ensinar. O professor não pode se aproveitar da situação para deixar o aluno com dificuldades de lado e não auxilia-lo para que ele se desenvolva.
Concordo com o parecer, mas acho que o sistema (não o professor) é que deveria avaliar esse aluno ao final do ciclo para que ele possa ser promovido, de acordo com o curriculo proposto no ciclo.
 
RAMONA TEIXEIRA em 12/12/2010 01:54:29
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