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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/11/2011 11:29

Contrabandista preso em operação do Gaeco é dono de patrimônio milionário

Aline dos Santos

A justiça federal já sequestrou seis fazendas de propriedade do contrabandista, sendo uma avaliada em R$ 20 milhões

Em Porto Murtinho, foram cumpridos três mandados de prisão. (Foto: Divulgação)Em Porto Murtinho, foram cumpridos três mandados de prisão. (Foto: Divulgação)

Preso nesta quarta-feira em operação a contrabando de cigarros, Alcides Carlos Grejianin, conhecido como Polaco é dono de um patrimônio milionário. A justiça federal já sequestrou seis fazendas de propriedade do contrabandista, sendo uma avaliada em R$ 20 milhões.

Ele responde a processos por contrabando de cigarro e lavagem de dinheiro. Em fevereiro deste ano, a justiça arrecadou R$ 7 milhões com leilão do gado apreendido. “Foram leiloados aproximadamente 9 mil cabeças de gado”, afirma o juiz federal Odilon de Oliveira. Conforme o magistrado, as fazendas foram arrendadas.

Preso em uma chácara em Eldorado, Polaco é apontado como cabeça da organização criminosa que atua no contrabando de cigarro. O esquema envolve sete policiais militares e um agente tributário lotado em Brasilândia.

Os servidores públicos recebiam propina para permitirem a passagem de carregamentos de cigarros. O grupo é alvo da operação Alvorada Voraz, deflagrada nesta quarta-feira pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), PRF (Polícia Rodoviária Federal), comando da PM (Polícia Militar), com auxílio do Nurep (Núcleo de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal).

A ação é realizada nas cidades de Antonio João, Caracol, Jardim, Porto Murtinho, Campo Grande, Eldorado e Brasilândia, além de Brasília (DF) e Umuarama (PR). A ação reúne 200 profissionais.

Em Campo Grande, a Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) cumpriu mandado judicial em uma casa na rua das Garças, no bairro Vila Célia. O imóvel estava fechado e foi aberto por um chaveiro. Em Porto Murtinho, foram três prisões e quatro mandados de busca e apreensão.

O Gaeco investiga o crime desde outubro do ano passado. Foram realizadas apreensões de mais de 50 carretas de cigarros em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, totalizando sete milhões e quinhentos mil maços apreendidos e um prejuízo em torno de R$ 20 milhões para o grupo criminoso.

Homicídio - Em agosto de 2007, Alcides Carlos Grejianin chegou a ser preso quando foi apontado como um dos envolvidos na morte do auditor da Receita Federal, Carlos Renato Zamo.

Na época, também haviam sido presos Pedro Luiz Balan, ex-prefeito de Eldorado, Luiz Carlos Favato de Aro, conhecido como “Tiozinho”, o policial militar Julio Cezar Roseni, Antônio José da Silva Júnior, conhecido como “Peba” e Uilson Francisco de Oliveira, conhecido como “Quinzão”.

Carlos Renato Zamo foi assassinado em outubro de 2006. Ele foi encontrado carbonizado dentro de um veículo na MS-295, entre as cidades de Iguatemi e Eldorado.

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Essa meia dúzia de pilantras que sujam o brasão da policia militar, defendendo interesses torpes por pura ganancia não deveriam nem morar no Brasil.
Tomara que apodrecem na cadeia, se a justiça cumprir seu papel com firmeza.
 
Gervasio Jose Junior em 24/11/2011 09:11:36
As fazendas confiscadas pela Justiça deveriam ser entregues ao INCRA para reforma agrária.
 
Hiram Cardoso em 24/11/2011 07:08:12
Esses bens confiscados pela Justiça, poderia ser doado para as instituições de caridade e projetos sociais, como o Grupo Escoteiro Mario Dilson, que necessita de um espaço próprio para desenvolver as atividades com as 70 crianças do Grupo. Infelizmente existem milhões confiscados , mas a burocracia e falta de leis impedem as doações.
http://grupoescoteiromariodilson.webnode.com.br/
 
Sidnei Garcia em 23/11/2011 02:36:12
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