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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/11/2011 10:35

Cabeça de esquema criminoso, Polaco foi preso em chácara de Eldorado

Aline dos Santos e Paula Vitorino

Ele é apontado como cabeça da organização criminosa que atua no contrabando de cigarro. Um dos presos em Murtinho é apontado como parente do contrabandista

Os três presos em Porto Murtinho estavam na mesma casa. (Foto: Divulgação)Os três presos em Porto Murtinho estavam na mesma casa. (Foto: Divulgação)
Arma de fogo foi apreendida pelos policiais, em Murtinho. (Foto: Divulgação)Arma de fogo foi apreendida pelos policiais, em Murtinho. (Foto: Divulgação)

Deflagrada nesta quarta-feira, a operação Alvorada Voraz prendeu o traficante Alcides Carlos Grejianin, conhecido como Polaco. Ele é apontado como cabeça da organização criminosa que atua no contrabando de cigarro.

Polaco é dono de um patrimônio milionário. A justiça federal já sequestrou seis fazendas de propriedade do contrabandista, sendo uma avaliada em R$ 20 milhões. Ele responde a processos por contrabando de cigarro e lavagem de dinheiro. Em fevereiro deste ano, a justiça arrecadou R$ 7 milhões com leilão do gado apreendido. “Foram leiloados aproximadamente 9 mil cabeças de gado”, afirma o juiz federal Odilon de Oliveira. Conforme o magistrado, as fazendas foram arrendadas.

A operação desencadeada nesta quarta-feira se estendeu nas cidades de Antonio João, Caracol, Jardim, Porto Murtinho, Campo Grande, Eldorado e Brasilândia, além de Brasília (DF) e Umuarama (PR). A ação reúne 200 profissionais.

Em agosto de 2007, Polaco chegou a ser preso quando foi apontado como um dos envolvidos na morte do auditor da Receita Federal, Carlos Renato Zamo.

Na época, também haviam sido presos Pedro Luiz Balan, ex-prefeito de Eldorado, Luiz Carlos Favato de Aro, conhecido como “Tiozinho”, o policial militar Julio Cezar Roseni, Antônio José da Silva Júnior, conhecido como “Peba” e Uilson Francisco de Oliveira, conhecido como “Quinzão”.

Carlos Renato Zamo foi assassinado em outubro de 2006. Ele foi encontrado carbonizado dentro de um veículo na MS-295, entre as cidades de Iguatemi e Eldorado

Esquema - O esquema que a operação desmonta envolve sete policiais militares e um agente tributário lotado em Brasilândia. Além de Polaco, foram presas outras duas pessoas, que também tinham mandado de prisão.

A ação já cumpriu sete mandados de prisão. Ao todo, deveam ser cumpridos 28 mandados de busca e apreensão domiciliar, 9 mandados de busca e apreensão de veículos e 17 mandados de prisão temporária.

Os civis pagavam propina a servidores públicos para permitirem a passagem de carregamentos de cigarros, que obrigatoriamente passam por Porto Murtinho, Bela Vista, Jardim, Sidrolândia e Campo Grande, rota dos contrabandistas vindos do Paraguai, com destino a outros Estados.

Em Porto Murtinho, foram três prisões e quatro mandados de busca e apreensão. Os três acusados foram encontrados em uma casa no município, onde ao menos três veículos, uma arma de fogo e munições foram apreendidas. A informação preliminar é de que um dos presos em Murtinho é parente de Polaco.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) investiga o crime desde outubro do ano passado. Foram realizadas apreensões de mais de 50 carretas de cigarros em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, totalizando sete milhões e quinhentos mil maços apreendidos e um prejuízo em torno de 20 milhões de reais para o grupo criminoso.

A operação é realizada pelo Gaeco, PRF (Polícia Rodoviária Federal), comando da PM (Polícia Militar), com auxílio do Nurep (Núcleo de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal).

O nome “Alvorada Voraz” é alusivo à música do conjunto RPM, que retratava a existência de grupos criminosos formados por agentes públicos envolvidos em contrabando.

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Que essa operação de se estenda em investigar os demais donos de fazendas em Mato Grosso do Sul e outros, para saber se com seu salário mensal, foi possivel comprar essas ricas fazendas; duvido! Tem muita gente grande também além desse do Cigarro. O que precisa é fazer Lei onde um juiz não possa cassar a decisão do outro para favorecer; que fique retido até terminar o processo.
 
luiz alves pereira em 24/11/2011 08:26:45
Muito mais e tão importante quanto, é o combate que deveria estar sendo feito, para acabar ou pelo menos prender tambem os politicos, corruptos e ladroes, dos cofres públicos. Que causam muito maior prejuizo a população, desviando e embolsando, dinheiro já em poder do estado.
 
Edil Godoy em 23/11/2011 04:00:54
Como a nossa justiça eh ruim, não pessima, a policia prende, e os magistrados soltam, se estava preso em 2007, como continuava solto até agora. Sou fanzão do Dr. Odilon que realmente atua com mão de ferro contra esses bandidos. Passou da hora de rever o nosso código civil e penal. Acordem srs. responsaveis.
 
MATEUS COSTA em 23/11/2011 02:11:00
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