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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

26/02/2009 14:55

Cratera ameaça "engolir" casas no bairro Taquaral Bosque

Redação

Cratera de 40 metros de largura e aproximadamente 10 metros de profundidade, às margens do córrego Desbarrancado, está ameaçando a vida de cinco famílias no bairro Taquaral Bosque, em Campo Grande.

O buraco gigantesco começa às margens do macro-anel rodoviário, localizado na saída para Cuiabá, se estendendo até as proximidades das cinco residências.

A cratera, segundo moradores do local, foi provocada pela violência das chuvas, que enchem o córrego e derrubam suas margens.

Ainda conforme os moradores, o problema começou depois de obras, quando foram instaladas duas linhas coletoras de esgoto, que fazem o escoamento dos bairros Montevidéo, Estrela Dalva e Taquaral Bosque.

Uma das casas mais afetadas é a de dona Zaira Silvério Ferreira, de 74 anos, que vive há 13 no Taquaral Bosque.

A cratera estava a cerca de 19 metros da porta de sua casa. Entretanto, com as chuvas de ontem, o buraco aumentou e agora está a aproximadamente 8 metros de sua residência.

Em seu terreno, há rachadura de três metros, demonstrando que o terreno está cedendo e que sua casa pode ser engolida pela cratera a qualquer momento.

Dona Zaira conta que a prefeitura já fez muitas barreiras de contenção, mas nada segura a força das águas, tornando o lugar muito arriscado para se viver.

O filho de dona Zaira, Márcio Valério Ferreira, de 38 anos, está ajudando a mãe a sair do local, temendo que algo pior aconteça.

Eles estão encaixotando seus pertences, que ficarão temporariamente na casa de um vizinhos, mas dona Zaira ainda não sabe pra onde ir.

"Estou com dó de deixar a minha casinha. Ano passado fiz uma pequena reforma e tenho dó de ver que tudo vai ser levado pela água", lamentou.

Dentro da cratera há toda sorte de coisas: entulho, árvores, pedaços de concreto, resto das contenções, manilhas e até tubos de metal.

Conforme outra moradora, Marta da Silva Lima, de 30 anos, a cratera, há 10 anos, estava a 100 metros de sua casa. Hoje, 15 metros separam a porta de sua residência do buraco gigantesco.

Na noite passada, sua irmã levou seus três filhos para dormir em outro local, porque as crianças estavam chorando apavoradas, com medo de que a casa caísse dentro da cratera.

Marta conta que funcionários da prefeitura estiveram no local várias vezes fazendo o cadastro dos moradores e informando que se tratava de uma área de risco, mas não passou de promessas.

"Até agora não arrumaram um lugar pra gente morar", reclamou. A Assessoria de Imprensa do Município pediu um tempo para averiguar o que ocorre no local.

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