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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

30/03/2014 09:13

Criada para combater miséria, Pastoral agora trata crianças com sobrepeso

Aliny Mary Dias

Há 31 anos, a Pastoral da Criança combate a desnutrição de crianças de 0 a 6 anos que vivem em comunidades carentes. No entanto, com o crescimento dos índices de sobrepeso em jovens e adultos de todo o país, a entidade mudou o foco das ações e agora combate a obesidade. Em Mato Grosso do Sul, o índice de sobrepeso ou obesidade é de 1,1%, número quase igual ao das desnutridas, 1,4% das crianças atendidas.

Coordenadora da Pastoral no Estado, Nivalda Maria Clasen, 62, explica que o tema das campanhas anuais foi mudado há dois anos. “Várias pesquisas identificaram que os brasileiros estão mais gordinhos e essa foi a preocupação da Pastoral, nossas equipes estão orientando os pais contra a obesidade”, explica.

As equipes orientam principalmente as mães de comunidades carentes sobre a forma correta de orientar os filhos. A famosa multimistura, item usado há anos pela Pastoral para nutrir as crianças, agora deu lugar às informações nutricionais.

“Nós percebemos que o produto industrializado é o mais consumido pelas crianças, mesmo ainda bebês, por isso fazemos orientações principalmente depois que a criança é desmamada”, diz.

De acordo com os dados da coordenação nacional da Pastoral em Curitiba, há 12,530 mil famílias cadastradas em Mato Grosso do Sul. São 15,890 mil crianças de 0 a 6 anos que passam por acompanhamento constante em 57 cidades do Estado.

São 2,452 mil voluntários que identificaram 1,1% de crianças com sobrepeso e obesidade. Apesar do novo foco, a desnutrição continua, são 1,4% das crianças classificadas como desnutridas. A desnutrição em aldeias indígenas é uma das causas do problema ainda persistir no Estado.

Em Coxim, distante 262 quilômetros da Capital e sede da coordenação estadual da Pastoral, por exemplo, são 106 crianças acompanhadas e 24 delas com sobrepeso e obesidade contra duas desnutridas.

Capital mais pesada – Na última pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, Campo Grande aparece como a capital com pessoas com maior índice de sobrepeso, 56,3% da população.

O coordenador do Programa TOI (Tratamento da Obesidade Interdisciplinar) em Campo Grande, Sandro Benites, explica que o problema do sobrepeso é que a maioria das pessoas não vê o problema como doença grave.

“Temos epidemias em todas as faixas etárias porque infelizmente não conseguimos enxergar e aceitar o sobrepeso e obesidade como doença grave. É o fofinho dentro de casa, na escola é gordinho, na faculdade é o obesinho e depois na vida adulta é o mórbido. São tantas doenças e se pudéssemos enfrentar ainda na fase infantil evitaríamos problemas no futuro". 

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