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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/09/2014 15:04

Criminosos seguem livres após seis explosões de caixas eletrônicos

Renan Nucci
Caixa instalada na conveniência de um posto foi destruído em Chapadão do Sul. (Foto: Jovem Sul News)Caixa instalada na conveniência de um posto foi destruído em Chapadão do Sul. (Foto: Jovem Sul News)

A onda de roubos a caixas eletrônicos em Mato Grosso do Sul continua. De junho até este presente momento, seis casos já foram registrados, todos eles em cidades do interior, mas ninguém foi preso até o momento. Os crimes são investigados pelas delegacias locais com apoio do Garras (Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), de Campo Grande.

O fato mais recente aconteceu na madrugada do último dia 4, em Chapadão do Sul. Homens armados explodiram um caixa instalado na conveniência de um posto de combustíveis. De acordo com o delegado Danilo Mansur, a hipótese é de que sete pessoas tenham participado da ação. “Cinco delas foram identificadas com ajuda das câmeras de segurança. Outras duas davam cobertura ao lado de fora de acordo com testemunhas”, explica.

Segundo delegado, o registro dos hóspedes de um hotel do município pode ajudar a polícia nas buscas pelos suspeitos. Outra hipótese é que eles tenham utilizado três veículos, sendo um Ford Focus, uma camionete Toyota Hilux e um terceiro, desconhecido, da marca Renault. Mansur alega que tem mantido contato com delegados de outras cidades que foram alvo de crimes parecidos, mas que por enquanto, não é possível apontar ligação.

“Temos conversado com a polícia das outras cidades. Embora o modo de agir tenha sido parecido, ainda é cedo para afirmar. A única diferença é no material usado para explodir os caixas. Em outras cidades foi usado dinamite, aqui em Chapadão do Sul foi outro tipo de artefato”, comenta.

Mansur ainda ressalta que, por causa do pouco efetivo policial, cidades menores são alvo em potencial dos ladrões que, em sua maioria, são de fora do Estado. “É uma realidade que as cidades menores precisam lidar”, disse ele, afirmando que já ouviu testemunhas e que segue com os trabalhos em busca da elucidação do roubo. A quantia tomada não foi divulgada pelo banco.

Mais Crimes - No dia 5 de junho, três homens encapuzados invadiram um supermercado localizado na área central de Inocência, município localizado na divisa com o Goiás. Armados, eles renderam três funcionários que trabalhavam na descarga de mercadorias, explodiram um caixa eletrônico e depois fugiram com o dinheiro.

Dois dias depois, fato semelhante ocorreu em Aral Moreira, cidade a 364 quilômetros de Campo Grande e que faz fronteira com o Paraguai. Na ocasião, o alvo também foi um caixa eletrônico instalado em um supermercado. O fato despertou preocupação nos moradores, pois era incomum na região.

Na madrugada de 2 de julho foi a vez de Bela Vista, a 322 quilômetros da Capital, também fronteira com o Paraguai. Quatro homens fortemente armados entraram em um agência do Banco do Brasil, no centro, e explodiram os caixas, fugindo com certa quantia de dinheiro.

No dia 4 do mesmo mês, em Corumbá, fronteira com a Bolíva. Dois homens que ainda não foram identificados utilizaram dinamites para tentar explodir os caixas. Um dos explosivos falhou e as máquinas sofreram danos, mas não foram abertas. Frustrada, a dupla fugiu de mãos vazias.

Antes do caso em Chapadão do Sul, foi registrado outro em Bela Vista, no dia 2 de setembro. Na ocasião, cinco homens teriam destruído os caixas eletrônicos de uma agência bancária. O grupo fugiu levando sacos de dinheiro. Em recente entrevista, o delegado Alberto Rossi, do Garras, disse que não é descartada a hipótese de mais um grupo agindo no Estado, no entanto, ele foi procurado pela reportagem nesta manhã, para dar novos detalhes sobre o assunto, mas não foi encontrado.



Esse tipo de crime deveria ser investigado por um órgão especializado. Ficar a investigação por conta de cada delegacia, na maioria das vezes, sem estrutura, sem pessoal qualificado, sem serviço de inteligência, esses crimes ficarão cada dia mais difíceis de serem esclarecidos.
 
Jose Alfredo de Melo em 09/09/2014 18:34:46
Mas a policia de Campo Grande já está atenta e se algum deles passar de moto por alguma blitz, caso o documento esteja atrasado ou o condutor não tenha CNH, ele será prontamente encaminhado para a delegacia de plantão. Se eles passarem na blitz de carro, infelizmente não serão parados e poderão continuar com a onda de explosões, mas se estiver de moto a policia garante a apreensão.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 09/09/2014 15:43:14
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