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09/03/2009 15:52

Desaparecimento de casal completa um mês sem pistas

Redação

Famílias sofrem com a falta de notícias de parentes que desapareceram há dias, meses e até anos. Mais um caso que desafia a Polícia completa aniversário. No domingo completou um mês que os adolescentes Wellington Afonso dos Santos Aguerro, 14 anos, e Naiara Ribeiro Lucas, 17 anos, sumiram.

Eles integram uma lista de 6.788 pessoas desaparecidas, contabilizadas apenas por uma policial que faz trabalho voluntário na área. A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), órgão responsável por compilar os dados, não tem estatísticas referentes ao número de desaparecidos.

"Olhe está um mistério que até para a Polícia está difícil desvendar" desabafa Neusa Casemir Ribeiro Lucas, 42 anos, mãe de Naiara. Ela acredita nas investigações e reforça que os policiais agem em sigilo para não comprometer o resultado do trabalho.

Familiares contam que já esgotaram as tentativas para localizar os jovens. "Já fizemos de tudo. Procuramos em tudo. Agora só nos resta orar", ressalta.

As mães dos dois adolescentes se uniram na dor e nas orações. Elas se encontram frequentemente para tentar conseguir novidades acerca do paradeiro do casal e, todos os dias, terminam o dia com a frustração da falta de notícias.

"A Polícia entra em contato todos os dias e até agora nada", diz Sueli, mãe de Wellington. Embora um mês tenha se passado sem que fosse apresentada sequer uma tese para o caso, Sueli ainda deposita confiança na investigação. "Eu acho que não vai ficar sem solução. A equipe é muito competente", diz a mãe.

Com o passar dos anos, casos como o de Naiara e Wellington caem no esquecimento. Um caso de grande comoção em Mato Grosso do Sul refere-se ao desaparecimento de Marcela Conceição Souza.

Em setembro de 2004, quando tinha 14 anos, a adolescente sumiu do Bairro Nova Lima, onde morava com a família. Mais um caso que engrossa uma estatística que sequer existe oficialmente.

Em 22 de dezembro de 2007 foi a vez dos pais de Luiz Eduardo Gonçalves sentirem a dor enfrentada por familiares do casal. O garoto tinha apenas 10 anos quando sumiu no Jardim das Hortênsias e, desde então, a família cobra o fim da investigação, que ficou conhecida como "Caso Dudu".

"Infelizmente não dão notícia", afirma Roberto Gonçalves, 61 anos, pai do menino. Assim como os pais do casal, ele acredita no trabalho da Polícia.

Ele conta que a investigação agora é feita pela DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), onde há o Setor de Desaparecidos. Devido ao tempo que se passou desde o sumiço do filho, Gonçalves acredita que o caso de Naiara e Wellington esteja mais próximo do desfecho.

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