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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/12/2010 18:00

Desde 2007, médico é acusado de abuso

Paulo Fernandes

Major Bentes está afastado das funções médicas há 3 anos

O médico urologista Marcus Vinicius Carreira Bentes está afastado desde abril de 2007.

Comunicado do CMO (Comando Militar do Oeste) informa que o médico urologista, que é major do Exército, foi denunciado à época por uma paciente, por sua conduta durante um exame ginecológico do efetivo do então Hospital Geral de Campo Grande.

“Tão logo recebeu a denúncia, a direção do Hospital procedeu o afastamento do oficial de todas as suas atividades médicas e instaurou uma Comissão de Ética a fim de apurar todos os procedimentos do médico para com a paciente”, afirma, no documento, o Subchefe do Estado-Maior do CMO, Coronel Renato Vidal Sant’anna.

A Comissão de Ética considerou irregular a conduta do médico tanto do ponto de vista do Código de Ética Médica como pelas Normas Militares e a direção do hospital instaurou uma sindicância para apurar os fatos.

A sindicância concluiu que houve transgressão disciplinar por parte do militar e ele foi punido com 10 dias de prisão. “É importante ressaltar que em ambos os procedimentos, o Major Bentes teve assegurado seu direito ao contraditório e à ampla defesa”, diz o coronel.

O oficial médico chegou a ser absolvido em primeira instância na esfera da Judicial Militar, mas o Ministério Público Militar recorreu e o major Marcus Vinicius Carreira Bentes acabou condenado no Superior Tribunal Militar a 1 ano de prisão.

No entanto, houve embargos por parte da defesa, o que provocou a anulação da condenação. Hoje, o processo está no Superior Tribunal Militar aguardando o julgamento de apelação do Ministério Público Militar. Não há previsão de quando a punição disciplinar será revista.

Desde 2007, o Major Bentes está afastado das funções médicas e está fazendo exercendo apenas funções administrativas no Hospital Militar de Área de Campo Grande.



"Houve embargos por parte da defesa, o que provocou a anulação da condenação" e enquanto isso ele ainda exerce suas "funções administrativas" e ganhando seus R$ 9.000,00 e as vítimas se calando e... "Não há previsão de quando a punição disciplinar será revista."
Já sabemos no que vai dar tudo isso, não é?
É grave, mas não difícil de entender se vocês publicarem essa matéria novamente daqui três anos...
Parabéns aos jornalistas do Campo Grande News que refrescam a memória do povo com matérias como essa. Não podemos perder a indignação com a falta de justiça!
 
Maria E. C. Miranda em 16/12/2010 09:34:58
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