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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

04/07/2018 10:37

Desembargador morto é lembrado em velório por ações pioneiras

Desembargador Romero Osme Dias Lopes morreu nesta terça-feira em Campo Grande

Geisy Garnes e Bruna Kasrapy
Família e amigos se reunidos para se despedir do desembargador (Foto: Bruna Kaspary) Família e amigos se reunidos para se despedir do desembargador (Foto: Bruna Kaspary)

Emoção e saudade marcam a despedida do desembargador e corregedor-geral de Justiça do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Romero Osme Dias Lopes, na manhã desta quarta-feira (4) em Campo Grande. O magistrado morreu nesta terça-feira, vítima de complicações decorrentes do tratamento de câncer.

O velório acontece nesta manhã na sede do Tribunal de Justiça. Entre os amigos que foram prestar a última homenagem a Romero, desembargadores e ex-colegas de magistrado lembraram o profissional competente e idealizador da Conciliação e Mediação em Mato Grosso do Sul.

“Ele vai fazer muita falta aqui, além de ser um excelente magistrado, fazia muitas brincadeiras para descontrair a todos”, lembrou com emoção o desembargador aposentado Elpídio Helvécio Chaves Martins, de 77 anos.

Amigos de longa data, Elpídio - que se aposentou em 2010 como presidente do Tribunal de Justiça - lembra de Romero como o profissional sério, responsável, competente e da pessoas de coração enorme. Segundo a família, o desembargador morreu nesta terça-feira de câncer. A doença teria começado no intestino, mas sofreu metástase e já atingia outros órgãos.

“Ele estava ansioso pela vida”, contou Carlos Kuntzel, diretor da secretaria de comunicação do Tribunal de Justiça. Segundo ele, no fim se semana Romero planejava viagens e festas em família, mesmo passando por tratamento para a doença.

Durante a maior parte do velório, a família não saiu de perto do caixão, assim como os amigos, que trocaram as cadeiras colocadas no salão para ficar o mais perto possível de Romero. O sepultamento do desembargador será no cemitério Jardim das Palmeiras, próximo da UCDB, às 16 horas.

O mineiro construiu a vida e um currículo brilhante em Mato Grosso do Sul. (Foto: TJMS)O mineiro construiu a vida e um currículo "brilhante" em Mato Grosso do Sul. (Foto: TJMS)

Mineiro de Manhuaçu, Romero ingressou na magistratura sul-mato-grossense em 1980. Ele assumiu suas funções em setembro de 1980 e, em abril de 1983, por merecimento, foi promovido para atuar na 2ª entrância como juiz da 2ª vara cível em Aquidauana. Em setembro do mesmo ano, a pedido, foi removido para a comarca de Paranaíba.

Quatro anos depois, por antiguidade, recebeu outra promoção: desta vez para a entrância especial e na Capital atuou na vara de Execução Fiscal. Em abril de 2007, por permuta, foi removido para a 4ª Vara de Família, onde nem chegou a atuar, pois quando estava em transição foi indicado para o Tribunal de Justiça .

A experiência em atuar como desembargador não foi nova para Romero. Em 2001, na ausência do desembargador Jorge Eustácio da Silva Frias, foi designado para substituí-lo. Em maio de 2007, foi promovido para ocupar o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Foi Coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de MS e autor de várias palestras nos circuitos universitários e em Congressos Jurídicos.

Na Amamsul (Associação dos Magistrados de MS) foi diretor de Esporte, de 1989 a 1992; foi diretor de Comunicação, de 1993 a 2000, exercendo também a função de Editor-Chefe do periódico jurídico.

Pós-Graduado em Direito e Antropologia Filosófica, lecionou na Escola Superior da Magistratura, na Uniderp e na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), na disciplina de Direito Tributário, por 20 anos.

Foi juiz eleitoral da 36ª Zona e membro do TRE/MS. Foi juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, por duas vezes. Foi coordenador das Varas de Execução Penal. Tomou posse como Corregedor-Geral de Justiça em 30 de janeiro de 2017.



Apesar de sua antipatia por mim, Dr. Elpídio, porque era um humilde policial civil em Naviraí, quando lá o Sr. era Juiz, concordo plenamente com sua opinião a respeito do Dr.
Romero.Que Deus receba sua alma bondosa e brincalhona.
 
Rinaldo Durães Ribeiro em 04/07/2018 23:19:58
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