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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

04/11/2011 17:15

Eleição no CREA: Cláudio Anache quer fim de ingerência de Sindicato em Conselho

Edmir Conceição
Engenheiro Cláudio Pache Anache, candidato à presidência do CREA-MS em eleiçção que acontece na próxima terça-feira. (Foto: Fernando Dias).Engenheiro Cláudio Pache Anache, candidato à presidência do CREA-MS em eleiçção que acontece na próxima terça-feira. (Foto: Fernando Dias).

Candidato à presidência do CREA-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), o engenheiro Cláudio Pache Anache, defende o fim de relação conflitante entre Sindicato dos Engenheiros e o Conselho. Segundo ele, em reuniões com a classe, tem aprendido muito sobre o CREA e suas atribuições, constatando que há um conflito de interesses e até ingerência da entidade sindical no conselho, cujo papel é fiscalizador e responsabilidade técnica. As eleições serão realizadas no dia 8 (terça-feira)

Segundo Cláudio Anache, o atual dirigente do Sindicato dos Engenheiros exerce função no CREA totalmente incompatível. “Sindicato tem a função representativa, de defesa dos interesses classistas. Já o conselho é um órgão fiscalizador, de regulamentação técnica. Como pode o fiscalizado ser o fiscalizador?”, questiona Anache, para quem essa incongruência prejudica o desempenho, não só do CREA, como também do sindicato.

“São duas entidades com papéis relevantes, porém, com atribuições bem diferentes”, pondera Anache, para quem a eleição no CREA traz a esperança da entidade sair da mão de ‘meia dúzia’ de pessoas ‘cujos interesses não correspondem à expectativa da grande maioria dos engenheiros civis e agrônomos'.

Propostas - Com a proposta de abrir o CREA à participação de todos Cláudio Anache disse que as eleições na próxima terça-feira pode quebrar a hegemonia de 40 anos. “Nossa proposta busca não só o fortalecimento e o resgate de sua atribuição fundamental, mas, também, a renovação na direção da entidade, daí o slogan de campanha “O CREA para Todos”. O outro candidato é Jari Castro, que pretende a reeleição.

Estão aptos à votação cerca de 9 mil filiados, mas a abstenção nas últimas eleições chegou a 60%. Anache quer mudar esse quadro estimulando a participação de todos e acha que uma forma e garantir mais democracia, com alternâncias no comando da entidade. Podem participar das eleições os engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, tecnólogos e técnicos de nível médio destas áreas, registrados nos Creas e que estiverem em dia com suas anuidades.

Em Mato Grosso do Sul, as urnas estarão localizadas em todas as cidades que contam com inspetorias ou escritórios do CREA-MS: Campo Grande, Aquidauana, Coxim, Corumbá, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Três Lagoas, Rio Brilhante, Chapadão do Sul e ainda em São Gabriel do Oeste.

Nestas eleições de 2011, os cargos em disputa que receberão votos dos profissionais de Mato Grosso do Sul são para: presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), presidente do Conselho Regional (Crea) e diretor-geral e diretor-administrativo da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua).

Como ‘profissional que vivencia as ondas tubulentas do cenário sócio-econômico’, Anache diz que não pode concordar com o imobilismo e perpetuação no comando do CREA, notando que se espanta ‘com tanta ilegalidade, inércia e desvios de caminhos que atrasam ou impedem as nossas conquistas e da nossa gente’.

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