Prefeito vê “casas noturnas” como garantia de paz no interior
Mal necessário – Com a chegada de milhares de trabalhadores a Inocência, impulsionados pela celulose e pela construção civil, o prefeito de Inocência, Angelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofapi (PP), classifica como “mal necessário” a presença de casas noturnas na cidade. “Como você tem de 8 mil a 10 mil homens e não tem casas noturnas? Vão acabar mexendo com as famílias. Isso não tem acontecido com a gente. Às vezes está próximo a outras casas, aí o pessoal vai até de madrugada com festa, e o vizinho fica com sono, mas é necessário”, afirmou Toninho.
Efeito cascata – Ao defender as casas noturnas em Inocência, Toninho afirmou que a situação segue um padrão já visto em outros municípios. Segundo ele, Bataguassu deve enfrentar cenário semelhante com a chegada de outra gigante da celulose, a Bracell. “Isso aconteceu em Três Lagoas, aconteceu em Ribas do Rio Pardo e, daqui a pouco, terá em Bataguassu”.
Aval federal – No lançamento do ramal ferroviário da Arauco, ainda em Inocência, o governador Eduardo Riedel (PP) contou que tratou da concessão das rodovias do Vale da Celulose com o presidente Lula (PT), em meio à maior queimada de 2023, em Corumbá. Segundo ele, aproveitou a presença do presidente em MS para apresentar o projeto de R$ 10 bilhões e pedir a delegação das BRs ao Estado. “O projeto estava pronto, só precisava delegar as rodovias“, relembrou. “Só tinha uma pessoa que poderia dar esse aval, que era o presidente Lula”, disse Riedel.
Debaixo do pé de manga – Riedel explicou que o pedido aconteceu debaixo de um pé de manga. “Ele [Lula] estava lá sentado e era fumaça para todo lado”, relembra. Com ministros e aliados em roda, o governador disse que fez o apelo: “Tenho certeza de que a sensibilidade do senhor vai permitir a maior concessão rodoviária da história do Estado”. Graças ao "sim"do presidente, o contrato foi assinado em 2 de fevereiro, com consórcio liderado pela XP.
Pegou mal - O deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou indicação para que Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul revogue imediatamente as exigências de contrapartidas patrimoniais de alto valor impostas a produtores culturais para utilização do Teatro Aracy Balabanian.
Papel da imprensa - O pedido é direcionado ao diretor-presidente Eduardo Mendes Pinto, e tem como base a preocupação manifestada por produtores culturais, publicada em matéria no Campo Grande News no dia 30 de janeiro, após a reabertura do teatro, que ficou 8 anos fechado para reforma. Segundo os relatos, as novas exigências para locação do espaço em 2026 estão muito acima da realidade financeira de quem atua na produção cultural no Estado.
Elitização - Na justificativa, o parlamentar destaca que, antes da reforma, as contrapartidas eram consideradas razoáveis e geralmente envolviam percentuais da bilheteria, sessões gratuitas, oficinas ou ações de formação cultural. Atualmente, a administração do teatro passou a exigir equipamentos de alto custo, o que inviabiliza o acesso de grupos amadores e produtores independentes. Kemp argumenta que esse tipo de exigência foge às práticas adotadas em equipamentos culturais, transfere ao produtor responsabilidades que caberiam ao Poder Público e pode gerar efeitos negativos, como elitização do espaço, restrição de acesso e desvio da finalidade cultural do teatro.
Indireta – A senadora Soraya Thronicke (Podemos) publicou em vídeo nas redes sociais que não faz distinção partidária ao destinar emendas aos municípios de Mato Grosso do Sul. “Gostem ou não de mim, eu trabalho para cada um de vocês”, declarou. “Eu abro as portas para qualquer pessoa, como faço com todos os políticos. No meu gabinete eu não olho sigla, porque o recurso que envio não é para o prefeito”, completou.
Bem direta – Soraya ainda afirmou que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), já teria recusado emendas destinadas por ela. “Negou R$ 10 milhões para a Comunidade Mandela, negou R$ 25 milhões para infraestrutura que eu executei via Governo do Estado”, disse. A senadora acrescentou que a recusa “vai dar pano para a manga”. “Temos provas e testemunhas”, afirmou.
Condomínio salgado - Moradores do Residencial Damha, em Campo Grande, estão chocados com o valor do condomínio. O valor passou para R$ 968, o que fez um leitor do Campo Grande News enviar mensagem ao jornal sugerindo uma nota sobre o assunto. O condomínio tinha fama de ser um dos mais acessíveis no que diz respeito a essa taxa. Quando foi lançado, há cerca de 15 anos, o Damha III, por exemplo cobrava R$ 350.


