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Em 3 meses, apreensão de cocaína pela PF atinge metade do total de 2011

Por Fabiano Arruda | 23/03/2012 14:31
Mais de 600 quilos de cocaína foram apreendidos no dia 18 de fevereiro em Corumbá. (Foto: Divulgação)
Mais de 600 quilos de cocaína foram apreendidos no dia 18 de fevereiro em Corumbá. (Foto: Divulgação)

Em três meses, a Polícia Federal apreendeu 1,5 tonelada de cocaína em Mato Grosso do Sul. O número é quase metade da quantidade da droga recolhida pela corporação ao longo de 2011.

No ano passado, a corporação apreendeu 3,4 toneladas da droga contra 3,2 toneladas em 2010.

Só no dia 16 de fevereiro, em Corumbá, policiais federais, em conjunto com policiais militares e rodoviários federais, apreenderam 674 quilos de cocaína em Corumbá. A droga era transportada nas laterais de um caminhão Scania, placas de Álvares Florence (SP). A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões.

Já a quantidade de maconha apreendida pela PF totaliza 2,8 toneladas até agora. Ao longo de 2011 foram 58,4 toneladas da droga recolhidas contra 35,7 em 2010.

A quantidade de haxixe apreendida nos três primeiros meses de 2012 foi de 400 quilos. No ano passado foram 92,9 quilos da droga, sendo que em 2010 foram 27,8.

Para superintendente, abertura de concurso vai auxiliar combate às drogas na fronteira. (Foto: Marlon Ganassin)
Para superintendente, abertura de concurso vai auxiliar combate às drogas na fronteira. (Foto: Marlon Ganassin)

Reforço - O superintendente da Polícia Federal no Estado, Edgar Marcon, destacou os números frente à defasagem do efetivo da Federal em MS.

“Pelo aumento de substância entorpecente apreendida é com um efetivo menor que o ano passado, quer dizer, com um efetivo menor apreendemos quase metade do que o ano passado. Quer dizer que com menos gente temos que nos desdobrar para fazer mais. E se tivesse mais gente teríamos apreendido mais”, explicou.

Segundo Marcon, a PF nunca vai ter o efeito necessário para cobrir a fronteira por conta da longa faixa de extensão.

Para o superintendente, a abertura de 600 vagas da Federal para estados em regiões de fronteira vai ajudar, mas não é o suficiente. “Não existe um número ideal (de vagas) para suprir a demanda”, pontuou.

O delegado acredita que falta incentivo do Governo Federal para que policiais sejam lotados nas fronteiras. “Ninguém quer trabalhar na fronteira. O concurso é nacional e são poucos que querem sair de uma região do litoral para vir para a fronteira, cheia de problemas”, disse.

No entanto, conforme Marcon, as expectativas são boas. Ele revela que a União tem sinalizado que estuda a possibilidade de instituir gratificação para policiais que trabalham na fronteira e moradia para os servidores lotados nas regiões, a exemplo de militares das Forças Armadas.

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