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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

10/06/2018 13:05

Em ranking nacional, Capital é a 5ª com menor índice de desperdício de água

Em todo o país, em 2016, índice foi de 38%. Estudo do Instituto Trata Brasil aponta boa colocação para índice de perda de água durante distribuição e ligações na rede

Izabela Sanchez e Ricardo Campos Jr.
Água indo pelo ralo na Rua Santana, em Campo Grande (Foto: Saul Schramm)Água indo "pelo ralo" na Rua Santana, em Campo Grande (Foto: Saul Schramm)

Estudo do Instituto Trata Brasil mostra que Campo Grande tem o 5º melhor índice de perda de água durante a distribuição, com 19,42%. Em todo o país, em 2016, esse índice foi de 38%, alcançando mais de R$ 10 bilhões de perda financeira. Os cálculos foram realizados com base em dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

Ainda de acordo com o instituto, Campo Grande tem o 5º melhor índice de perda de água por ligação, com, 124,17%. Mato Grosso do Sul ocupa a 17º posição em perda de água por distribuição, com 43% e o 19º na perda por ligação, com 441%.

Responsável pelo controle de perdas da concessionária Águas Guariroba, Francis Faustino explica que a empresa, apesar do índice de 19%, ainda precisa avançar. Segundo explicou, as perdas reais ocorrem através de vazamentos.

Central de monitoramento dos reservatórios da Águas Guariroba (Fotos: Ricardo Campos Jr.)Central de monitoramento dos reservatórios da Águas Guariroba (Fotos: Ricardo Campos Jr.)
Francis Faustino, responsável pelo setor que monitora as perdas de água na concessionária de abastecimento de Campo GrandeFrancis Faustino, responsável pelo setor que monitora as perdas de água na concessionária de abastecimento de Campo Grande

“É perda de água através da lavagem de reservatórios, de descarga de rede, quando a gente vai fazer manutenção. As que a gente tem conhecimento que são as lavagens de reservatório e descarga de rede”, comentou.

Há, ainda, as perdas aparentes, quando há submedição dos hidrômetros por erro de leitura ou “calibração” dos aparelhos. “Então é uma água que eu conheço, que está passando num medidor de um cliente meu, mas eu estou deixando de medir, é uma perda conhecida, é uma perda aparente. Aí tem a parte da fiscalização, que são as irregularidades, é uma água que a gente vai lá e faz uma vistoria de um cliente. Eu identifico que ele tem uma irregularidade, é uma água que eu sei que aquele cliente estava consumindo e não estava faturando”, explica.

Um dos principais problemas no desperdício e nas mediões são as ligações clandestinas. Francis explicou que as áreas com ligações clandestinas crescem e representam um desafio para a empresa e para a Prefeitura.

Para alcançar o índice de 19%, menor do que a maioria das cidades, que ultrapassam os 30%, a especialista explica que concessionária investiu na setorização da distribuição de água, ou seja, dividiu a rede de distribuição para melhor contabilizar o volume de água.

“O vazamento, a gente tem muito pouco vazamento de rede, hoje campo grande está em torno de 4 mil e 900 km de rede de água e a gente tem em torno de 150 vazamentos de rede por mês. E o que a gente fez pra chegar nesse número, a concessionária investiu equipando a rede, a gente setorizou. Então ao invés de distribuir a água para setores muito grandes a gente começou a restringir o fornecimento em setores pequenos”, esclareceu.

Além de mais setores, a empresa investiu em válvulas redutoras de pressão, para que a força da água represente menos risco de rompimento nas tubulações. Hoje, segundo Francis, são 69 válvulas e 170 pontos de pressão monitorados em tempo real.

No Brasil, o estudo mostra que o índice de perdas na distribuição de água no país em 2016 é o maior em 5 anos. Entre 2012 e 2015, o percentual variou pouco, de 36,7% para 37%, apontando uma estabilidade. Em 2016, porém, a tendência foi de alta, chegando a 38,1%.



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