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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

31/07/2012 18:30

Em vigor, legislação sobre jornada é criticada por caminhoneiros

Elverson Cardozo
Primeira operação com base na nova lei acontece hoje, no posto de fiscalização da PRF, na saída para SP. (Foto: Minamar Junior)Primeira operação com base na nova lei acontece hoje, no posto de fiscalização da PRF, na saída para SP. (Foto: Minamar Junior)

Sancionada esta semana pela presidente Dilma Rousseff, a lei 12.619, de 30 abril de 2012, que regulamenta a profissão de motorista do transporte de carga e passageiros, tem causado polêmica entre os caminhoneiros. A maioria considera a norma válida, mas apontam falhas na aplicabilidade.

Pela lei, a cada 4 horas na estrada, o motorista deve descasar 30 minutos. O repouso diário ficou estabelecido em 11 horas a cada 24 horas trabalhadas. Motoristas empregados devem ter descanso semanal de 30 horas.

Para o motorista de Nova Andradina, Michel Donassan, de 29 anos, a medida prejudica os profissionais porque afeta o rendimento no final do mês.

“Muitos não tem salário fixo, são comissionados, não tem como rodar mais para ganhar mais”, explicou.

Hoje, por exemplo, ele relata ter percorrido apenas 500 quilômetros, metade do que estava acostumado. O descanso, afirmou, é necessário, mas não pensaram na segurança dos condutores e nem no prejuízo que lei pode trazer à classe..

Parar a cada meia hora é um risco desnecessário, ainda mais para quem trabalha com cargas de grande valor, avaliou o profissional. “Não tem lugar para gente parar”, afirma.

“A pessoa que fez isso vai lá, senta em frente ao computador e fala: vou colocar isso aqui”, comenta outro motorista, Pedro Afonso Filho, de 45 anos, morador de Presidente Venceslau (SP).

Pedro aprova a regulamentação e acredita que a medida vai ajudar a diminuir o numero de acidentes, mas a lei, embora válida, é falha. “Como você vai parar o caminhão na estrada, com o risco de ser assaltado?”, questiona.

Para o motorista, descansar não é problema. “O importante é chegar e bem”, afirmou. O problema, disse, é não ter onde parar, não ter segurança e ficar à mercê de criminosos. Quanto à jornada, embora aprove a proposta, o profissional acredita que o governo exagerou nas exigências.

Pedro Afonso aprova a nova legislação, mas questinoa aplicabilidade. (Foto: Minanar Junior)Pedro Afonso aprova a nova legislação, mas questinoa aplicabilidade. (Foto: Minanar Junior)

“Acho que a gente deveria trabalhar das 6h às 22h. Depois desse horário poderia ser proibido caminhão nas estradas, declarou. “Eu nunca me acidentei”, completou, ao dizer que é caminhoneiro há 25 anos.

Já o motorista Sidnei Pomixinsqi, de 28 anos, não questiona a lei no quesito “diminuição da jornada de trabalho”. Está feliz da vida com a ideia, mas preocupado com as paradas, como os outros companheiros de estrada. “Isso é complicado”, afirmou.

Na noite desta terça-feira (31), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) realiza a primeira operação com base na nova lei. A ação ocorre no Posto 21, na BR-163, saída para São Paulo, em Campo Grande.

Clique aqui e acesse a nova lei.

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Agora que via piorar. Eles vão andar ainda mais rápido para compensar o tempo perdido.
 
Thiago Marques em 01/08/2012 12:19:49
ja veio tarde esta lei
 
marcelo pinto de morais em 01/08/2012 09:58:24
A idéia é boa mas a lei teria que ser melhor elaborada para não prejudicar tanto o rendimento financeiro dos profissionais. Deveria ser estipulado um determinado tempo diário de serviço, 10 horas de serviço diário por exemplo e o profissional escolheria a hora que precisa parar.
 
Cassiano Jorge em 01/08/2012 09:22:27
parabens para brasil e necessario isso ja ta na hora
 
marcelo cacao em 01/08/2012 08:13:52
A lei veio para estabelecer não somente regras de horários e paradas mas para o proprio resguardo dos motoristas,que só será visto com o tempo,pois tem empresas que fixam horários absurdos como sair de Rondonópolis a Santos em 48 horas, de juara ao Rio de Janeiro em 72 horas,o risco se espânde a todos usuarios das estradas,que se pague melhor os fretes que ficam mais de 15% nas transportadoras.
 
tulio Giroto em 01/08/2012 07:35:25
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